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16 julho 2012

Supervulcões

Olá pessoal,

Primeiramente gostariamos de pedir desculpas pelo sumiço...mas não foi por querer! Tivemos um probleminha técnico com o nosso layout, porém já está tudo resolvido. Foi mal!

E agora vamos ao post do dia:

Alguém já ouviu falar de supervulcões? De vulcões sim....mas de supervulcões não né?!
No verão de 1971, um geólogo chamado Mike Voorhis estava fazendo uma pesquisa em um campo relvado no leste de Nebraska, nos EUA, quando descobriu por acaso um crânio perfeito de um rinoceronte, e juntamente com isso uma das jazidas de fósseis mais extraordinárias do mundo. Eram muitos esqueletos de animais mortos, soterrados por camadas de cinza vulcânica que chegavam a ter 3 metros de profundidade. O lugar hoje é um parque e é chamado de Ashfall Fossil Beds.

Ashfall Fossil Beds
 
O mistério era que não havia, e nunca houve nenhum vulcão em Nebraska!
Porém de onde veio tanta cinza? Como ela foi soterrar esses animais? Descobriu-se então que o evento que matou esses animais em Nebraska foi uma erupção vulcânica em uma escala nunca antes imaginada, porém situada a cerca de 1600 quilômetros de distância.
Descobriu-se ainda que, sob o Oeste dos EUA havia um grande caldeirão de magma, um ponto quente vulcânico colossal, que entrava em erupção cataclismicamente mais ou menos a cada 600 mil anos. A última dessas erupções acaba de completar 600 mil anos. O ponto quente continua ali e atualmente é conhecido como Parque Nacional de Yellowstone.

Parque Nacional de Yellowstone
Diâmetro hipotético do supervulcão de Yellowstone
 
Um supervulcão bastante famoso também foi o da Ilha de Tera ou Santorini, próximo à Grécia, que destruiu uma cidade da noite para o dia, o que originou a lenda de Atlântida por ter literalmente afundado a Ilha no oceano.

O que sobrou da Ilha de Tera

E quando esses supervulcões podem entrar em erupção novamente? E em qual local do planeta existem esses supervulcões? Geralmente é uma área grande onde a crosta pode ser mais fina e o acúmulo de calor ser muito mais intenso, porém não podemos prever esses eventos e nem mesmo saber com exatidão se esses locais “perigosos” realmente existem.
Sabemos surpreendentemente pouco sobre o que acontece sobre os nossos pés. É inacreditável que quando Ford começou a fabricar automóveis ainda não sabíamos que a terra possui um núcleo.
Espero que tenham gostado...

Bjos

02 maio 2012

Mais lava do que se imaginava!

Olá pessoal,

Um dos parques de conservação mais famosos do mundo está nos Estados Unidos, e é também o mais antigo do mundo, inaugurado em 1872. Yellowstone é famoso por seus gêiseres e fontes termais, possuindo também um dos vulcões mais ativos do mundo. 

E é sobre este vulcão que a revista FAPESP trata na reportagem "As profundezas de um vulcão", que você pode acessar aqui. Ao que as pesquisas indicam, a quantidade de lava presente abaixo do vulcão é muito maior do que se esperava. 


Visão de um gêiser em Yellowstone (fonte: wikipedia)

Por meio de um técnica diferente para gerar imagens a partir das ondas sísmicas, um grupo de geofísicos liderado por Michael Zhdanov, da Universidade Utah, Estados Unidos, mediu a condutividade elétrica gerada pelas rochas derretidas dessa pluma de magma.

Fonte hidrotermal apresentando uma diversidade de cores brilhantes. Estas cores são devidas à existência de películas de bactérias termofílicas. A zona em azul contém água fervendo e é livre de bactérias; as zonas que vão do verde ao laranja são zonas onde crescem bactérias em temperaturas sucessivamente menores.


As imagens que emergiram depois de 18 horas de processamento contínuo de dados em um supercomputador praticamente dobraram a área da pluma, estendo-a por cerca de 400 quilômetros no sentido leste-oeste. Essa técnica tem duas limitações. A primeira: chega somente a 370 quilômetros de profundidade. A outra: não prevê quando pode chegar outra erupção.

As erupções do vulcão Yellowstone produziram mudanças intensas no planeta, a primeira delas há cerca de 17 milhões de anos.

Um abraço a todos,

29 abril 2012

Imagem da Semana #28

Olá pessoal,

Nesta semana foi publicada uma imagem que mostra que a lava vulcânica esculpiu o solo de Marte em um passado geológico recente. 


Imagem: NASA


A imagem em alta resolução mostrou o tal efeito na região equatorial do planeta. É a primeira vez que evidências geológicas foram encontradas no planeta.

Um abraço a todos,

10 janeiro 2012

Para ver, ler e ouvir #1


Olá pessoal,


Pra começar com as novidades em 2012, vamos apresentar pra vocês a sessão "Para ver, ler e ouvir". Aqui vamos dar sugestões de filmes, livros e músicas que tem a ver com o solo, e como é possível fazer associações destas obras de arte com a realidade.


Pois bem, vamos começar com um clássico! O filme que recomendamos é "O inferno de Dante".



Este filme foi lançado em 1997 e se passa em uma pequena cidade dos EUA chamada Dante, onde existe um vulcão que possui o mesmo nome da cidade. Um vulcanologista (perito em fenômenos vulcânicos), e  a prefeita de Dante  tentam convencer o conselho dos cidadãos e outros geólogos a declarar estado de alerta, pois o vulcão, que está inativo há vários séculos, entrará em erupção.

Mas não estamos aqui pra falar do filme, e sim dos processos referentes ao solo presentes no filme. Como todo bom filme de ficção científica, há acertos e erros com relação aos métodos científicos. Nós já falamos bastante sobre erupções de vulcões aqui no blog. Vamos tratar então de algumas situações curiosas que acontecem no filme.

 

Na primeira, um dos pesquisadores pega amostras de água para determinar o pH do lago. O pH mede a quantidade de íons H+ que estão presentes, seja no solo ou na água. O pH normal de um lago é aproximadamente 7, que se encaixa no meio da escala, ou seja, nem muito baixo (meio ácido), nem muito alto (meio básico). Quando um vulcão está ativo ele elimina muitos gases através da sua abertura e de rachaduras. Entre os principais gases está o CO2 (dióxido de carbono) que se combina com a água (H2O) formando Ácido carbônico (H2CO3). Assim, o pH da água vai ficando mais baixo (ácido), o que corresponde a um número menor que 7. No filme, o pH do lago estava em 3,48 ou seja, um meio bastante ácido, fazendo os cientistas acreditarem que o vulcão estava realmente iniciando a sua erupção.

Um dos motivos para se acreditar que o vulcão entraria em erupção era a morte das árvores mais próximas do vulcão, devido ao excesso de CO2 na área.  E isso pode acontecer sim, na verdade já aconteceu! No caso do vulcão Mammoth Mountain, também nos EUA, não houve erupção, mas o vulcão estava ativo eliminando CO2 pelas rachaduras presentes no solo. Este CO2 em alta concentração pode matar as raízes das árvores, levando à morte das árvores por falta de nutrientes, que eram absorvidos pelas raízes.

O vulcanólogo (ou seria o James Bond?) bem que tentou avisar antes...
 
Outra possível evidência da erupção é a contaminação da água, onde foi encontrada enxofre. O que acontece é que além do CO2 também há emissões de dióxido de enxofre (SO2) que é solúvel na água. Apesar de não existirem evidências científicas de que isso pode acontecer, teoricamente é possível e poderia estar ligado à atividade do vulcão.

É aí que ocorre a erupção. Tem uma confusão enorme e...não, não eu não vou contar o final do filme! rs. Apesar de ter alguns exageros (típicos de Hollywood) é um dos filmes que possuem mais acertos com relação á teorias científicas (pelo menos dos que eu já vi).

Fugindo da erupção

Existem muitos outros trechos do filme que nós poderiamos citar, mas a gente iria ficar o dia todo discutindo. Se vocês encontraram mais algum, mandem comentários ou até mesmo perguntas que a gente, se não souber, dá um jeito de responder! rs
Um abraço a todos,
 



PS: Dirigir um caminhão em cima de um fluxo de lava...Só um cara que já interpretou o James Bond pra fazer isso! rs

08 janeiro 2012

Imagem da semana #13

Olá pessoal,

A primeira imagem da semana de 2012 é bem conhecida. A explosão de um vulcão. Aliás, um vulcão bem conhecido, o Etna, na Itália, um dos vulcões mais ativos do mundo.

A erupção ocorreu, como tem sido habitual, em uma cratera muito ativa do sudeste do vulcão, e a lava avançou por uma encosta em uma região desértica.



 Em 2011, o vulcão de 45 quilômetros de diâmetro localizado no leste da Sicília entrou em erupção em 18 ocasiões.

Um abraço a todos,

23 outubro 2011

Imagem da Semana #4

Olá pessoal,

O vulcão chileno Puyehue continua em processo de erupção. Na semana passada foram cancelados voôs para Buenos Aires e Montividéu.


A foto é da primeira erupção, em junho!

Um abraço a todos,

11 junho 2011

Vulcões

Olá pessoal,

Nos últimos dias a notícia que está predominando é a de um processo natural. O vulcão Puyehue, que forma parte da cadeia Puyehue-Cordón Caulle, no Chile, perto da fronteira com a Argentina, entrou em erupção no sábado passado, e grandes colunas de fumaça podiam ser vistas de longe. As cinzas do vulcão tem provocado grandes problemas nos aeroportos da América do Sul, inclusive no Brasil, que está a alguns milhares de quilômetros do local da erupção. Mas o que vem a ser um vulcão, e porque ele joga cinzas no ar?


Os vulcões srugem quando ocorre um choque entre as placas tectônicas. Para saber mais cobre esse tema visite o post A terra tremendo. Com isso abre-se um "buraco" onde a lava será expelida. O aumento da quantidade de lava  pressiona o magma para fora da crosta terrestre. Quando esta pressão se torna muito alta, o magma expelido do vulcão. As cinzas vulcãnicas são estruturas amorfas (vítreas) que após a explosão se solidificam e formam nuvens. Se este material for consolidado pode formar rochas cineríticas.


Monte Olimpus, em Marte
Mas vulcões não são exclusividade do planeta Terra! Em Marte existem vários vulcões extintos há vários mihões de anos. Na Lua existem várias superfícies vulcânicas, porém não há atividade vulcânica. Há indícios de que Vênus seja geologicamente ativo devido à presença do basalto (que constitui 90% da superfície do planeta), as mudanças na atmosfera e a observação de relâmpagos.
 
Curiosidades:
A temperatura do magma é de 1200°C 
A velocidade que a lava pode alcançar depois de sair da rocha é de 80 km/h.   
Os principais vulcões do mundo são: Etna (Sicilia), Monte Fuji (Japão), Kilauea (Havai), Krakatoa (Indonésia), Monte Pinatubo (Filipinas), Vesúvio (Itália) e El Chichon (México). 
De acordo com especialistas existem 550 vulcões ativos no mundo.

Da próxima vez que você ficar preso em um aeroporto por causa de um vulcão não fique chateado...é um processo natural! rs

Um abraço a todos

PS: Caros voluntários....a gente podia montar uma demonstração sobre atividade de vulcões...aquela clássica de "feira de ciências"...o que acham?

12 setembro 2010

Vulcões na Amazônia!

Olá pessoal,

Como ainda não tivemos nenhuma novidade e nem atividade além da seleção dos novos voluntários, trago hoje uma matéria que saiu na revista Pesquisa FAPESP no mês passado (Edição Impressa 174 - Agosto 2010). Quem quiser ler a matéria na íntegra é só clicar AQUI.

Há 2 bilhões de anos, vulcões reinavam onde agora é a Amazônia!

"Uma sucessão de dezenas de vulcões espirram grandes quantidades de cinzas e de projéteis de rocha derretida que riscam o ar incandescentes. Rios de lava jorram crateras afora e descem pelas encostas, se espalhando e moldando uma nova paisagem. É isso que o geólogo Caetano Juliani, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), vê quando navega pelos rios Tapajós e Xingu ou sobe os morros em meio à Floresta Amazônica, no Pará. Mas não há motivo para preocupação: a maioria das pessoas não presencia ali mais do que a densa floresta ou as áreas desmatadas onde o gado pasta inconsciente, não corre riscos maiores do que as doenças transmitidas por hordas de mosquitos e o calor que sente, por mais que pareça sufocante, não chega perto daquele produzido por vulcões.
O cenário enxergado pelo geólogo existiu há quase 2 bilhões de anos e apenas suas cicatrizes permanecem até hoje para quem sabe enxergá-las. “Aquilo era o inferno na Terra”, brinca Juliani. É dessa época o vulcão mais antigo de que se tem notícia, hoje um monte arredondado com cerca de 200 metros de altura (ver Pesquisa FAPESP nº 81). Nos últimos anos, porém, o grupo da USP encontrou mais vestígios de dezenas de vulcões – descaracterizados pela erosão, mas com uma assinatura inconfundível nas rochas. “Meus colegas nos Estados Unidos não acreditam que essas rochas se tenham preservado”, comemora o pesquisador. Testemunhos dos acontecimentos vulcânicos dessa época, conhecidos como evento Uatumã, são muito raros no mundo.


Amazônia vista do espaço!
Foto: Soichi Noguchi

Essa raridade confere grande importância aos achados na parte sul do cráton amazônico, uma das mais antigas da superfície terrestre. É uma região de cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 15% da área do Brasil, que o grupo de Juliani tem se empenhado em caracterizar nas excursões anuais de cerca de 40 dias em que percorrem rios e trilhas recolhendo amostras de rochas, identificando formações e documentando o passado em seus cadernos. E esse cenário desvendado não se restringe àquela região. “Os grandes ciclos vulcânicos costumam ser planetários”, explica Juliani. Para ele, o que está registrado na Amazônia conta a história de boa parte da Terra naquele período."

Texto extraído da Revista Pesquisa Fapesp (Edição Impressa 174 - Agosto 2010).
Artigo científico:

JULIANI, C. & FERNANDES, C. M. D. Well-preserved late paleoproterozoic volcanic centers in the São Félix do Xingu region, Amazonian Craton, Brazil. Journal of Volcanology and Geothermal Research. v. 191, n. 3-4, p. 167-79. abr. 2010.


Bom, pessoal espero que tenham gostado....a matéria inteira é bem legal e vale a pena ler todinha!
 
Beijos a todos...