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08 fevereiro 2013

Por quê há vida na Terra?

Olá pessoal,

Como vimos no post anterior, muitas são as teorias sobre a origem da vida na Terra, e até agora os cientistas não conseguiram chegar a uma conclusão. Mas o que todos tem certeza é que nosso planeta teve que contar com muita "sorte" pra conseguir abrigar a vida. Até agora não foram encontradas formas de vida em outros planetas pelo Universo, então, porque a Terra foi capaz de abrigar vida?

1- Distância do Sol
Nosso planeta está no ponto exato. Um pouco mais próximo do Sol seria muito quente, e um pouco mais longe muito frio! Os 150 milhões de quilômetros que separam a Terra do Solo é o ponto exato para que a água possa existir em todos os seus estados (gasoso, líquido e sólido).


2- Lua
Ainda não abordamos aqui no blog como a Lua se formou, mas esse será assunto para um post futuro. O que devemos saber agora é que a Lua é responsável pelas marés, e de acordo com os que acreditam que a vida surgiu no oceano, a influência da Lua é essencial. Caso as marés não flutuassem, provavelmente toda a vida estaria restrita ao oceano.



3- Rotação
Se este movimento planetário não existisse, um dos lados do planeta receberia luz solar durante todo o tempo, se tornando muito quente e com nenhuma possiblidade de abrigar a vida, assim como o outro lado, que seria muito frio (sem receber os raios solares) e inóspito.

4- Gravidade
Sem a gravidade manipular objetos e até mesmo se locomover seria muito difícil, o que faz esta força ter grande importância para a vida em nosso planeta.

 5- Campo magnético
Já falamos bastante sobre o campo magnético terrestre aqui no blog. O campo nos protege como um escudo, impedindo que partículas carrregadas pelo vento solar cheguem até a Terra. Sem ele, estaríamos (literalmente) fritos.

6- Obliquidade
Esta é uma palavra bonita (e difícil) para definir a inclinação da Terra. Se nosso planeta recebesse a mesma quentidade de energia proveniente do sol, provavelmente a diversidade que vemos hoje não seria possível. A inclinação da Terra permite o ocorrimento de zonas temperadas, onde ocorre a maior diversidade biológica do planeta.


7- Água
Não é por acaso que sempre que os astrônomos observam um planeta a primeira coisa que é pesquisada é a possibilidade de aquele planeta possuir água. Este é um elemento básico para a vida (da forma que conhecemos) e não falta na Terra.

8- Fotossíntese
Esta reação que transforma dióxido de carbono e água em oxigênio e energia é essencial para toda a vida na Terra. Se as bactérias fotossintetizantes e posteriormente as plantas não se dessenvolvessem, a vida seria xtremamente restrita. A transformação do CO2 em O2 permitiu que a vida aflorasse.

9- Movimentos geológicos
Se todos os nutrientes presentes no solo e nos mares estivessem distribuídos de forma homogênea no nosso planeta, a vida seria impossível. Os movimentos geológicos "bagunçam" com a estrutura do planeta, criando pontos mais ricos e férteis em alguns locais e inóspitos em outros. A tectônica de placas também é responsavel pelo processo de especiação, quando duas populações de uma mesma espécie são separadas por um impedimento físico, gerando depois de muito tempo duas espécies diferentes.

10- Tempo
A Terra é um planeta ressistente. Possui 4,5 bilhões de anos, o que permitiu que chegássemos até hoje com a vida da forma que conhecemos. Muitos outros planetas são criados e destruídos em menos tempo, o que impede que ocorra a possibilidade de a vida de estabelecer.

Estes são alguns dos principais pontos, mas também existem outros importantes. Alguém lembra de mais algum?

Um abraço a todos,


06 fevereiro 2013

Onde surgiu a vida?

Olá pessoal,

Os modelos propostos para a origem da vida são tentativas de recriar a história desta evolução e é importante destacar que não existe, na maioria das etapas deste processo, nenhum consenso entre os cientistas. A imagem abaixo é de um fóssil. A questão que tem atormentado os paleontólogos desde os anos 1940: fóssil de quê, afinal de contas?



De acordo com alguns pesquisadores, a criatura ao lado, conhecida como Dickinsonia costata e com idade em torno de 560 milhões de anos, era uma espécie de líquen terrestre, e não um animal marinho, como a maioria das pessoas crê hoje. A ideia está sendo defendida por Gregory Retallack, da Universidade do Oregon (EUA), que publicou seu artigo na famosa revista Nature. 

Essas criaturas são os primeiros exemplos de vida multicelular -composta pela união cooperativa de muitas células num só organismo, como no corpo humano. A maioria dos pesquisadores argumenta que esse passo-chave na história da vida teria ocorrido nos mares, levando à formação de seres como as atuais águas-vivas, por exemplo, e também outros que não deixaram descendentes vivos hoje. 

Retallack, no entanto, ao examinar detalhadamente a química das rochas australianas onde a biota de Ediacara foi encontrada, diz que elas representam antigos solos de terra firme, nos quais esses organismos teriam se estruturado como os líquens modernos (que são a junção colaborativa de algas e fungos). 

É claro que são necessárias mais pesquisas, mas é sempre bom ter mais teorias sobre a origem da vida na Terra. No próximo post vamos explorar mais esse assunto e a "sorte" que nosso planeta teve que ter pra abrigar a vida.

Um abraço a todos,

Fonte: Folha.com

22 fevereiro 2012

Um começo diferente...

Olá pessoal,

Nesta semana saiu uma notícia muito interessante no site do Instituto Ciência Hoje. Quem mandou a sugestão foi o Prof. Antônio. A matéria trata de uma nova teoria do surgimento da vida.

"A vida moldada a partir do barro. Não se trata exatamente do homem à espera do sopro divino, mas da origem de nossas mais longínquas ancestrais, as primeiras células do planeta, que podem ter surgido no interior de berçários naturais, quentes, úmidos e ricos em compostos químicos, formados pelos vapores exalados do interior da Terra e condensados em pequenos lagos barrosos. Esta é a teoria apresentada por um artigo da edição atual da PNAS, que contraria a versão mais aceita de que a vida teria surgido nos mares primitivos.

Campo geotermal de Mutnovsky, em Kamchatka (Rússia). (foto: Anna S. Karyagina)       


Liderados pelo biofísico russo Armen Mulkidjanian, da Universidade de Osnabrück, na Alemanha, e da Universidade de Lomonosov, na Rússia, os pesquisadores analisaram evidências geotérmicas, celulares e genéticas para reconstruir a origem da vida. O grupo avaliou a composição dos ecossistemas terrestres e marinhos ancestrais – tendo como referência as características prováveis das células primitivas – e estudou os aspectos funcionais comuns às células atuais e a seus antepassados.

Se os oceanos não encaixam muito bem como berçário da vida, onde as primeiras células teriam nascido, afinal? Segundo a nova teoria, em zonas terrestres úmidas e quentes, dominadas por vapor hidrotermal. A vida, no entanto, precisava chegar aos oceanos, pois sabemos que foi lá que surgiram os primeiros organismos complexos. Por isso, em algum ponto, as células primitivas tiveram que abandonar a segurança de seus berçários. De fato, prepararam-se durante milhões de anos para fazê-lo, utilizando os isolados e estáveis campos geotermais como incubadoras para os primeiros passos evolutivos. Nesse período, teoriza Mulkidjanian e sua equipe, é possível que membranas e estruturas capazes de proteger a composição das células em relação ao meio externo tenham se desenvolvido.

Em vez de ter nascido nos oceanos, nova teoria defende que a vida teve de se adaptar e evoluir para então poder conquistar os mares, onde os primeiros organismos complexos puderam se desenvolver. (foto: Flickr/ raysto – CC BY-NC-SA 2.0)

Curiosamente, a teoria proposta pelo russo é conceitualmente parecida com as ideias propostas há mais de um século por Charles Darwin sobre a origem da vida em pequenos lagos quentes, ricos em amônias, sais, luz, calor e eletricidade, que formassem um composto químico de proteínas pronto para sofrer mudanças mais complexas.

E assim funciona a ciência, sempre encontrando novas explicações pra velhas perguntas...quem sabe daqui a algum tempo não surge uma nova? rs.

Um abraço a todos,