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23 julho 2014

Cratera misteriosa!

Olá pessoal,

Nesta semana saiu uma notícia interessante nos maiores jornais do mundo e que está deixando toda a comunidade científica agitada. Uma enorme cratera que apareceu subitamente na província de Yamal, na Sibéria, está intrigando cientistas do mundo inteiro e as autoridades da Rússia. O buraco tem 80 metros de diâmetro e ainda não se sabe qual sua profundidade. 



Os cientistas já estão trabalhando duro para descobrir como surgiu o misterioso buraco na Sibéria. Enquanto isso, o Siberian Times foi ao local – que eles chamam de “a cratera no fim do mundo” – e capturou imagens interessantes.



As causas para a formação do imenso buraco variam de acordo com os especialistas. Há quem diga que a cratera foi criada após a queda de um meteorito. Outros culpam explosões subterrâneas de gases quentes em contato com camadas de gelo, alegando que a rocha aparece queimada em seu interior.



Bom, uma coisa é certa: ainda vão continuar estudando esse buraco por um bom tempo!




Beijos a todos,




Josi

23 maio 2013

Montanhas coloridas

Olá Pessoal,

A primeira vez que vi imagens das montanhas multicoloridas do Parque Geológico Zhangye Danxia pensei que fosse alguma brincadeira de alguém no Photoshop, mas descobri afinal que são reais... Mas que ainda parecem um quadro pintado por algum impressionista, ah parece.
Essas montanhas chamam cada vez mais a atenção dos turistas que vão até a província de Gansu, no norte da China.
Foto: Xin Ran/Imaginechina/AFP

Esse tipo de geomorfologia única (e linda!), encontrada apenas na China, consiste em formações de arenito e outros depósitos minerais que foram se acumulando por mais de 24 milhões de anos. O movimento da crosta terrestre, junto com fatores externos, como vento e chuva, foram criando camadas de diferentes cores, texturas, tamanhos e padrões.
Realmente não se tem muito o que dizer sobre essa formação, mas as imagens dizem muito por si mesmas. Confiram: 





Espero que tenham gostado,

Beijos

Josi



15 maio 2013

"Atlântida" brasileira!

Olá pessoal,

Um notícia muito interessante foi destaque na semana passada nos principais jornais do Brasil, sobre um pedaço de rocha encontrado no meio do oceano Atlântico, no meio do caminho entre África do Sul e Brasil, a qual pode ser o indicativo de um continente perdido na história do planeta Terra. A expectativa do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que anunciou a descoberta no dia 6/05/2013, é que possa ser uma lasca de continente que se perdeu quando América e África se separaram, há cerca de 200 milhões de anos. Para entendimento do público, os geólogos já brincam que seria uma espécie de “Atlântida” brasileira.


De acordo com o diretor de geologia de recursos minerais do (CPRM), o material foi coletado no ano passado a cerca de 1500 km da costa do Rio de Janeiro e a 2500 metros de profundidade, em uma região conhecida como Alto do Rio Grande. Trabalhos de dragagem do fundo do mar trouxeram à tona uma rocha “inusitada”, como define o diretor. “Inusitada porque é uma rocha granítica. E não se encontra granito no fundo do mar. O normal é achar no continente. Para se ter uma ideia, os arquipélagos de Fernando de Noronha e de São Pedro e São Paulo são de origem vulcânica”, conta. Segundo ele, já de cara os pesquisadores imaginaram se tratar de um crosta continental. “Mas também poderia ser um lastro de navio. Era tudo tão inusitado que poderia ser qualquer coisa.”

Rochas no fundo do oceano.
O reforço de que pode se tratar mesmo de um pedaço de continente veio agora com uma expedição do navio japonês Yokosuda dentro do projeto “Busca pelos Limites da Vida” que tem a cooperação científica de pesquisadores de universidades brasileiras e do CPRM. Durante a viagem realizada no mês passado entre a África do Sul e o Rio de Janeiro, onde o navio aportou no final de semana, foi feita uma observação de um “morrete” bem onde o CPRM fez a dragagem da rocha misteriosa. A bordo de um minissubmarino – o Shinkai 6500 –, que desceu à profundeza de 2500 a 3000 metros – os pesquisadores visualizaram um monte com “rochas com feições semelhantes a rochas graníticas”, conta Ventura. Eles não fizeram, porém, nenhuma coleta e ainda não se tem certeza se a rocha dragada anteriormente tenha vindo exatamente desse morrete.

Submarino utilizado nas sondagens.

Para saber com certeza, explica o diretor, o próximo passo é fazer perfurações nesse local, para fazer uma amostragem e novas análises. “Falamos em Atlântida mais pelo simbolismo. Obviamente não esperamos encontrar nenhuma cidade perdida no meio do Atlântico”, brinca o geólogo. “Mas se for verdade que encontramos um continente no meio do oceano, será uma descoberta muito grande, que pode ter várias implicações, em relação à extensão da plataforma continental”, diz.



Mas porque todo esse alvoroço em torno de uma rocha granítica? Porque o granito só se forma em condições superficiais e não no fundo do oceano...

Espero que tenham gostado.

Beijos a todos.

Josi

04 abril 2013

Estalactites e Estalagmites!

Olá pessoal,

Feche os olhos e pense numa caverna. Qual imagem te vem a cabeça? Uma caverna escura e cheia de "coisas" pontudas saindo do teto?! Na verdade essas "coisas" pontudas são chamadas de estalactites e as que saem do chão são conhecidas como estalagmites e são as formações minerais mais fáceis de se encontrar em uma caverna.
Podemos remeter as palavras estalactite e estalagmite à palavra grega "stalassein", que significa "pingar". Ela se encaixa, pois descreve a maneira como as duas são formadas na natureza. Embora pareçam um pouco assustadoras, as estalactites e estalagmites crescem simplesmente em decorrência da água que passa sobre o material inorgânico e através dele.


As cavernas de calcário, onde a maior parte das estalactites e estalagmites é encontrada, são compostas principalmente de calcita, um mineral comum encontrado nas rochas sedimentares.
A calcita é constituída de cálcio e íons carbonato e são chamadas de CaCO3, ou carbonato de cálcio. Quando a água da chuva cai sobre uma caverna e escorre pelas rochas, ela carrega o dióxido de carbono e os minerais do calcário. Ca (HCO3)2 é conhecido como bicarbonato de cálcio e a água carrega a substância, basicamente calcita dissolvida, através das fendas do teto de uma caverna. Entretanto, uma vez que a água entra em contato com o ar dentro da caverna, parte do bicarbonato de cálcio se transforma em carbonato de cálcio e a calcita começa a se formar ao redor da fenda. À medida que a água continua pingando, o comprimento e a espessura da calcita aumentam, surgindo, finalmente, uma estalactite no teto. A formação das estalactites pode levar muito tempo - geralmente, crescem em torno de 6 mm e 25 mm por século.



Evidentemente, as estalagmites não surgem simplesmente do chão. A água que pinga da ponta de uma estalactite cai no chão de uma caverna e deposita calcita no chão. Logo, surgirá uma estalagmite semelhante à forma de um cone. É por esse motivo que você geralmente encontra estalactites e estalagmites em pares e, às vezes, elas crescerão juntas para formar uma grande coluna. Existem muitas cavernas de calcário no mundo, famosas por suas exibições de gotejamento, como as cavernas Carlsbad (no Novo México), as cavernas Timpanogos (em Utá), a caverna Mammoth (em Kentucky), e as cavernas Jenolan eBuchan (na Austrália).


Espero que tenham gostado,

Beijos,

Josi

26 março 2013

O continente perdido!

Olá Pessoal,

Nosso planeta, como sabemos não é "estático", pelo contrário, está em contínua transformação. E como saber como ele era a milhões de anos atrás? Graças a cientistas que vivem a estudar essas e outras questões sobre o nosso planeta é que conseguimos saber um pouco mais sobre o nosso planeta de antigamente.  E dessa vez alguns cientistas acreditam ter encontrado sinais de que fragmentos de um continente antigo estão soterrados abaixo do solo do Oceano Índico. Os pesquisadores dizem que o fragmento é de um continente que teria existido de entre 2 bilhões e 85 milhões de anos atrás. A faixa foi batizada pelos cientistas de "Mauritia". Com o tempo, a terra se fragmentou e desapareceu sob as ondas do mundo moderno que se formou no lugar.
Concepção de como seria a disposição dos continentes no planeta.
 

Há até 750 milhões de anos, toda a massa terrestre do Planeta estava concentrada em um continente gigante, chamado de Rodínia pelos cientistas. Países que hoje estão a milhares de quilômetros de distância – como Índia e Madagascar – ficavam lado a lado. A nova pesquisa sugere que havia um "microcontinente" entre Índia e Madagascar. Os cientistas pesquisaram grãos de areia de Maurício, um país localizado no Oceano Índico. Os grãos se originaram em uma erupção vulcânica que ocorreu há nove milhões de ano. Mas apesar disso, eles contém minerais que são de um período ainda mais antigo.
"Nós encontramos zircão, que foi extraído das areias da praia, e isso é algo que se encontra tipicamente na crosta continental. Elas são de uma era muito antiga", disse o professor Trond Torsvik, da Universidade de Oslo. O zircão é datado de entre 1970 e 600 milhões de anos atrás, e a equipe concluiu que os restos da terra antiga foram levados para a superfície da ilha durante uma erupção vulcânica. O professor disse acreditar que pedaços do continente poderiam estar 10 quilômetros abaixo de Maurício e sob o solo do Oceano Índico.
Que lugarzinho "feio" essa  ilha de Seychelles, hein?!

A existência do continente teria atravessado diferentes éons da Terra – desde o Pré-Cambriano, quando não havia vida na terra, ao período em que surgiram os dinossauros. Mas há 85 milhões de anos, quando a Índia começou a se separar de Madagascar em direção à sua posição atual, o microcontinente teria se desfragmentado – e eventualmente desaparecido sob as ondas. no entanto, uma parte pequena do microcontinente pode ter sobrevivido, especulam os pesquisadores. "No momento, as (ilhas) Seicheles são um pedaço de granito, ou crosta continental, que está praticamente assentada no meio do Oceano Índico", diz Torsvik. "Mas houve uma época em que ficavam logo ao norte de Madagascar. E o que estamos dizendo é que talvez isso fosse muito maior, e que esses fragmentos continentais estão espalhados pelo oceano."
Fragmento de granito na praia de Seychelles

Essas teorias ainda precisam ser confirmadas com mais pesquisa. Mas já nos dá uma ideia de que há muito ainda pra ser descoberto em nosso "pequeno" planeta...

Espero que tenham gostado...

Beijos

Josi

08 fevereiro 2013

Por quê há vida na Terra?

Olá pessoal,

Como vimos no post anterior, muitas são as teorias sobre a origem da vida na Terra, e até agora os cientistas não conseguiram chegar a uma conclusão. Mas o que todos tem certeza é que nosso planeta teve que contar com muita "sorte" pra conseguir abrigar a vida. Até agora não foram encontradas formas de vida em outros planetas pelo Universo, então, porque a Terra foi capaz de abrigar vida?

1- Distância do Sol
Nosso planeta está no ponto exato. Um pouco mais próximo do Sol seria muito quente, e um pouco mais longe muito frio! Os 150 milhões de quilômetros que separam a Terra do Solo é o ponto exato para que a água possa existir em todos os seus estados (gasoso, líquido e sólido).


2- Lua
Ainda não abordamos aqui no blog como a Lua se formou, mas esse será assunto para um post futuro. O que devemos saber agora é que a Lua é responsável pelas marés, e de acordo com os que acreditam que a vida surgiu no oceano, a influência da Lua é essencial. Caso as marés não flutuassem, provavelmente toda a vida estaria restrita ao oceano.



3- Rotação
Se este movimento planetário não existisse, um dos lados do planeta receberia luz solar durante todo o tempo, se tornando muito quente e com nenhuma possiblidade de abrigar a vida, assim como o outro lado, que seria muito frio (sem receber os raios solares) e inóspito.

4- Gravidade
Sem a gravidade manipular objetos e até mesmo se locomover seria muito difícil, o que faz esta força ter grande importância para a vida em nosso planeta.

 5- Campo magnético
Já falamos bastante sobre o campo magnético terrestre aqui no blog. O campo nos protege como um escudo, impedindo que partículas carrregadas pelo vento solar cheguem até a Terra. Sem ele, estaríamos (literalmente) fritos.

6- Obliquidade
Esta é uma palavra bonita (e difícil) para definir a inclinação da Terra. Se nosso planeta recebesse a mesma quentidade de energia proveniente do sol, provavelmente a diversidade que vemos hoje não seria possível. A inclinação da Terra permite o ocorrimento de zonas temperadas, onde ocorre a maior diversidade biológica do planeta.


7- Água
Não é por acaso que sempre que os astrônomos observam um planeta a primeira coisa que é pesquisada é a possibilidade de aquele planeta possuir água. Este é um elemento básico para a vida (da forma que conhecemos) e não falta na Terra.

8- Fotossíntese
Esta reação que transforma dióxido de carbono e água em oxigênio e energia é essencial para toda a vida na Terra. Se as bactérias fotossintetizantes e posteriormente as plantas não se dessenvolvessem, a vida seria xtremamente restrita. A transformação do CO2 em O2 permitiu que a vida aflorasse.

9- Movimentos geológicos
Se todos os nutrientes presentes no solo e nos mares estivessem distribuídos de forma homogênea no nosso planeta, a vida seria impossível. Os movimentos geológicos "bagunçam" com a estrutura do planeta, criando pontos mais ricos e férteis em alguns locais e inóspitos em outros. A tectônica de placas também é responsavel pelo processo de especiação, quando duas populações de uma mesma espécie são separadas por um impedimento físico, gerando depois de muito tempo duas espécies diferentes.

10- Tempo
A Terra é um planeta ressistente. Possui 4,5 bilhões de anos, o que permitiu que chegássemos até hoje com a vida da forma que conhecemos. Muitos outros planetas são criados e destruídos em menos tempo, o que impede que ocorra a possibilidade de a vida de estabelecer.

Estes são alguns dos principais pontos, mas também existem outros importantes. Alguém lembra de mais algum?

Um abraço a todos,


20 setembro 2012

Eras Geológicas

Olá pessoal,

Hoje vamos apresentar a classificação das eras geológicas e depois algumas curiosidades sobre os nomes das divisões e eras.

Originalmente, a história geológica dividia-se em quatro períodos de tempo: Primário, Secundário, Terciário e Quaternário. O sistema era arrumadinho demais para continuar, e os geólogos começaram a criar divisões e eliminar períodos. O Primário e o Secundário caíram em desuso, enquanto o Quaternário foi descartado por alguns, mas mantidos por outros. Dos quatro originais resta apenas o Terciário, mas ele não representa um terceiro período. Foram adicionadas épocas para cobrir o período desde a era dos dinossauros, entre elas o Plistoceno ("a mais recente"), Plioceno ("mais recente"), Mioceno ("moderadamente recente") e o vago Oligoceno ("quase nada recente").

Atualmente o tempo geológico divide-se em quatro grandes blocos: Pré-Cambriano, Paleozóico (do grego, "vida antiga"), Mesozóico ("vida média") e Cenozóico ("vida recente"). Estas eras são divididas em períodos, alguns bem conhecidos, como Cretáceo, Jurássico, Triássico, Siluriano, etc. Depois vem as épocas (Plistoceno, Mioceno, etc), que se aplicam aos 65 milhões de anos mais recentes. Finalmente chegamos aos estágios ou idades, mas vocês só ouvirá falar deles se seguir carreira na Geologia.



Categorizar as Eras e Períodos sempre foi um assunto confuso, com discordâncias acirradas sobre onde situar as linhas divisórias. A mais famosa é a Grande Controversa Devoniana. A questão emergiu quando o reverendo Adam Sedgwick reinvidicou para o Período Cambriano uma camada de rocha que Roderick Murchison acreditava pertencer ao Siluriano. A confusão foi grande, gerou um livro (A Grande Controversa Devoniana) e muita baixaria entre os dois protagonistas. A briga acabou em 1879 com um recurso simples, criar o Ordoviciano, que ficaria entre os dois Períodos discutidos. 



Como os britânicos eram os mais ativos nos primeiros anos, predominam nomes britânicos na Geologia. Devoniano deriva do município inglês de Devon. Cambriano vem do antigo nome romano do País de Gales (Cambria), enquanto Ordoviciano e Siluriano lembram antigas tribos celtas, os ordovices e os silures. Outros nomes derivam de outros locais, como Jurássico, que refere-se aos montes Jura, entre a França e a Suíça, enquanto Permiano lembra a antiga província Russa de Perm, nos Montes Urais.

Lembrou de toda a classificação Geológica? A gente se vê na próxima

Um abraço a todos,

Referências: "Breve História de Quase Tudo".

18 setembro 2012

Grand Canyon

Olá pessoal,

Um dos lugares mais legais para estudar a geologia e a formação de solos é um local conhecido como Grand Canyon, que fica na região do Planalto do Colorado (EUA). As rochas presentes lá tem muita história para contar...




Para entender melhor, suponha que cada camada de rochas é uma fatia de bolo. A fatia mais baixa (na base do bolo) é a mais antiga, e foi formada primeiro. As outras camadas foram se formando por cima desta base, e cada uma tem sua característica própria. O problema é que em alguns lugares o recheio se mistura. Isso acontece nas formações rochosas devido à erosão. Mas mesmo assim dá pra contar uma boa parte da História da Terra.

As rochas presentes no Grand Canyon registram uma longa história de sedimentação numa variedade de ambientes, algumas vezes continentais, outras vezes marinhos. Diversas desconformidades marcam os intervalos de erosão (o recheio misturado). Essas rochas contém uma sucessão de fósseis, que revelam a evolução de novos organismos e a extinção de outros. A partir da correlação das rochas expostas em diferentes lugares, os geólogos podem reconstruir uma história, abrangendo um intervalo de mais de 1 bilhão de anos.

As rochas mais antigas expostas no Grand Canyon são ígneas e metamórficas , com idade de cerca de 1,6 bilhão de anos. Acima destas estão as camadas do Pré-Cambriano Superior. Estas camadas possuem fósseis de microorganismos unicelulares milimétricos! A inclinação das camadas do Grand Canyon, formando um ângulo em relação à posição horizontal de quando foram geradas mostra que elas também foram dobradas depois da deposição de do soterramento.



Uma discordância angular separa as Camadas Grand Canyon das camadas horizontais sobrepostas do Arenito Tapeats. Essas discordância indica um logo período de erosão. No Arenito Tapeats são encontrados muitos fósseis de trilobitas. Mais acima está um grupo de formações horizontais de calcário e folhelho, que representam cerca de 200 milhões de anos, do final do Cambriano até o final do Missisipiano. Este grande lapso de tempo não é bem representado nesta camada devido à discordâncias, sendo que os estratos das rochas materializam realmente menos de 40% do Paleozóico.

O próximo grupo que aparece representa os períodos Pensilvaniano e Permiano, com fósseis de vegetação terrestre. Um pouco mais acima está presente um folhelho arenítico vermelho. Continuando em direção ao topo encontramos outro depósito continental, que contém rastros de animais vertebrados. Estes rastros sugerem que esta camada foi formada durante o Permiano. Finalmente chegamos ao topo do penhasco! Nesta última parte estão presentes mais duas formações do Permiano. A primeira constituída de calcário, enquanto a segunda é formada de calcário arenoso contendo sílex. Estas duas formações indicam que o Grand Canyon já esteve embaixo da água!

Estratigrafia Detalhada do Grand Canyon, com as 3 principais séries de rochas

Apesar de contar uma boa história, o Grand Canyon não mostra toda a História da Terra. Períodos mais recentes não estão preservados, sendo que assim não podemos terminar de contar a História. Mas mesmo assim é um lugar fascinante, e uma boa sala de aula! 

Nós falamos bastante de Eras geológicas, Períodos....e outros. Vocês lembram de todos? No próximo post vamos revisar a classificação, que é meio confusa! 

Um abraço a todos,

Referências: "Para entender a Terra".

02 agosto 2012

Planalto Nordestino...a origem!

Olá, Pessoal,

O post de hoje é sobre uma notícia que saiu na Revista FAPESP desse mês, caso alguém queira ler na ítegra é só clicar aqui.
A notícia fala sobre a origem do planalto ou serra da Borborema, no nordeste do Brasil. Ao longo de milhões de anos, o clima teria moldado o relevo acidentado dessa região, formada pelas terras altas que dão um ar montanhoso a partes do interior de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte. Porém alguns estudiosos acreditam que o planalto tenha se formado durante processos geológicos que ocorreram no período Cretáceo, entre 136 e 65 milhões de anos atrás. A separação da América do Sul e da África, que até então formavam um único bloco no antigo supercontinente Gondwana, fez nascer o oceano Atlântico e, segundo a teoria mais aceita, provocou um estiramento da crosta terrestre em trechos do Nordeste brasileiro. A camada mais externa da Terra se tornou mais fina na região e uma das consequências desse estirão seria o aparecimento de elevações em certos pontos, como o planalto da Borborema.

Serra da Borborema


Porém um novo estudo, feito pelos geofísicos Walter Eugênio de Medeiros, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Roberto Gusmão de Oliveira, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), defende a hipótese de que outro mecanismo geológico, mais recente e de natureza distinta do "esticão" ocasionado pela separação dos continentes, também pode ter desempenhado um papel importante na formação do planalto nordestino. Segundo eles o soerguimento da Borborema pode ser consequência de atividade magmática e de uma anomalia térmica profunda que teriam se iniciado há cerca de 30 milhões de anos naquele trecho do Nordeste.
Durante seu trajeto de ascensão das profundezas para a superfície do globo, material quente e fundido, basicamente magma basáltico, teria ficado aprisionado na zona limítrofe entre a crosta e o manto, respectivamente a camada mais externa e a intermediária da Terra. A diferença de densidade entre o magma e as rochas vizinhas teria provocado uma força no sentido vertical, o empuxo. “Essa força teria deformado a crosta e feito a região se elevar, dando origem assim ao planalto da Borborema”, diz Oliveira. “Não estamos dizendo que esse foi o único processo que levou à formação do planalto, mas, sim, que esse mecanismo também pode ser a causa profunda do surgimento da Borborema”, afirma Medeiros.

Localização do Planalto da Borborema     Fonte: Revista Fapesp



Com altitude média de 500 metros e picos extremos que chegam a 1.200 metros, o planalto da Borborema é uma das formações naturais mais interessantes e desafiadoras para os geofísicos brasileiros. Seus domínios englobam cidades conhecidas, como a paraibana Campina Grande e a pernambucana Caruaru. Seu formato se assemelha a uma elipse alongado na direção norte-sul, atingindo um comprimento máximo de 470 quilômetros e uma largura que varia de 70 a 330 quilômetros.
“No passado tectonismo e vulcanismo foram duas marcas significativas dessa região serrana, ainda hoje palco de pequenos terremotos e falhamentos que reforçam os indícios de que a província Borborema tem uma litosfera diferente da do restante do escudo brasileiro”, comenta Naomi Ussami, geofísica da Universidade de São Paulo e estudiosa da Borborema.
Isso tudo mostra que há ainda muito a se pesquisar e a se descobrir sobre a terra onde pisamos...
Espero que tenham gostado...

Beijos a todos,