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28 novembro 2013

E se... a espécie humana desaparecesse da Terra?

Olá pessoal,

Essa semana eu vi essa "reportagem" na revista Superinteressante, e realmente achei bastante interessante compartilhar com vocês. 

Simbora saber o que seria da Terra sem nós...

Após 4 a 20 anos... ...Os animais domésticos voltariam ao estado feral.
Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.



Após 20 anos... ...O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo.
Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.




Após 70 anos... ...A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum.
Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.




Após 300 anos... ...A temperatura média global começaria a cair.
O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).



Em até 1 000 anos... ...Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”.
O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.



Após 1 000 anos... ...As construções apodreceriam até sumir.
Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.



Após 5 mil anos... ...A Mata Atlântica engoliria são paulo.
Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.



Após milhões de anos... ...O petróleo abundaria.
O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.





Espero que tenham gostado.

Beijos,

Josi

Fontes: 1 e 7 Marcus Vinícius Vieira, do Depto. de Ecologia da UFRJ; 2, 5 e 8 Gisela Shimizu, do Depto .de Ecologia do Instituto de Biociências da USP; 3 e 4 Maria de Fátima Andrade, do Depto. de Ciências Atmosféricas do Instituto Astronômico e Geofísico da USP; 6 Julio Fruchtengarten e Fabio Pannoni, da Escola Politécnica da USP.

02 outubro 2013

Uma nova ilha no horizonte!

Olá pessoal,

O post de hoje é uma mistura de imagem da semana com um pouco mais de conteúdo...rs. Na verdade achei que seria mais legal falar um pouquinho mais sobre o assunto do que simplesmente colocar só uma foto. Bom, simbora saber um pouco mais sobre esse nosso planeta:
Há uma semana mais ou menos um terremoto de 7,7 graus na escala Richter (já falamos como funciona a escala aqui!) abalou uma parte do Paquistão e infelizmente devastou uma das regiões mais pobres do país. Mas uma coisa bem interessante aconteceu também: surgiu uma pequena ilha no meio do mar!

Foto: Nasa
A Nasa divulgou as primeiras imagens de satélite dessa ilha que foi criada próximo da costa do Paquistão, local do epicentro do abalo. A nova ilha emergiu das águas do Mar Arábico a, aproximadamente, um quilômetro e meio da orla continental. Trata-se de uma formação rochosa de 20 metros de altura, com 300m de comprimento e 100m de largura, na região conhecida como Baía de Paddi Zirr.

As impressionantes imagens foram capturadas pelo mesmo satélite e na mesma localização onde, há alguns meses, era possível avistar apenas água: 

Foto: Nasa

Batizada de ilha de Zalzala, nome derivado de uma palavra árabe que significa terremoto, a porção de terra emergida das profundezas do mar é, de acordo com especialistas, um monte de lama, areia e rochas que foram elevadas à superfície pelo efeito da pressão de gases. O fenômeno teria sido possível por conta das características únicas da região, que concentra uma alta composição de areia, disposta em camadas que descansam sobre outras camadas de gás metano, dióxido de carbono e outros tipos de gases.

Foto: Reuters

O efeito da pressão exercida pelas ondas sísmicas alterou a composição das camadas de gás, que expulsou fluídos até a superfície, carregando lama e rochas. Diante deste cenário e de acordo com as evidências analisadas, os pesquisadores acreditam que a ilha permanecerá à tona por aproximadamente um ano, para, em seguida, retornar às profundezas do mar.

E quando achamos que o planeta não pode mais nos surpreender, eis que algo assim acontece...

Espero que tenham gostado...

Beijos,

Josi

07 agosto 2013

Imagem da semana #69

Olá pessoal,

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou fotos da Terra feitas pela sonda Cassini na órbita de Saturno, a mais de 1,6 bilhão de quilômetros de distância de nosso planeta. Fotos da Terra feitas de muito longe no espaço são raras porque, à medida que as sondas se distanciam da Terra, nosso planeta aparece mais perto do Sol, com o seu brilho muito maior, e acaba impossibilitando que sejam feitas boas imagens da Terra.

A Terra é o pontinho mais brilhante abaixo dos anéis de Saturno

08 fevereiro 2013

Por quê há vida na Terra?

Olá pessoal,

Como vimos no post anterior, muitas são as teorias sobre a origem da vida na Terra, e até agora os cientistas não conseguiram chegar a uma conclusão. Mas o que todos tem certeza é que nosso planeta teve que contar com muita "sorte" pra conseguir abrigar a vida. Até agora não foram encontradas formas de vida em outros planetas pelo Universo, então, porque a Terra foi capaz de abrigar vida?

1- Distância do Sol
Nosso planeta está no ponto exato. Um pouco mais próximo do Sol seria muito quente, e um pouco mais longe muito frio! Os 150 milhões de quilômetros que separam a Terra do Solo é o ponto exato para que a água possa existir em todos os seus estados (gasoso, líquido e sólido).


2- Lua
Ainda não abordamos aqui no blog como a Lua se formou, mas esse será assunto para um post futuro. O que devemos saber agora é que a Lua é responsável pelas marés, e de acordo com os que acreditam que a vida surgiu no oceano, a influência da Lua é essencial. Caso as marés não flutuassem, provavelmente toda a vida estaria restrita ao oceano.



3- Rotação
Se este movimento planetário não existisse, um dos lados do planeta receberia luz solar durante todo o tempo, se tornando muito quente e com nenhuma possiblidade de abrigar a vida, assim como o outro lado, que seria muito frio (sem receber os raios solares) e inóspito.

4- Gravidade
Sem a gravidade manipular objetos e até mesmo se locomover seria muito difícil, o que faz esta força ter grande importância para a vida em nosso planeta.

 5- Campo magnético
Já falamos bastante sobre o campo magnético terrestre aqui no blog. O campo nos protege como um escudo, impedindo que partículas carrregadas pelo vento solar cheguem até a Terra. Sem ele, estaríamos (literalmente) fritos.

6- Obliquidade
Esta é uma palavra bonita (e difícil) para definir a inclinação da Terra. Se nosso planeta recebesse a mesma quentidade de energia proveniente do sol, provavelmente a diversidade que vemos hoje não seria possível. A inclinação da Terra permite o ocorrimento de zonas temperadas, onde ocorre a maior diversidade biológica do planeta.


7- Água
Não é por acaso que sempre que os astrônomos observam um planeta a primeira coisa que é pesquisada é a possibilidade de aquele planeta possuir água. Este é um elemento básico para a vida (da forma que conhecemos) e não falta na Terra.

8- Fotossíntese
Esta reação que transforma dióxido de carbono e água em oxigênio e energia é essencial para toda a vida na Terra. Se as bactérias fotossintetizantes e posteriormente as plantas não se dessenvolvessem, a vida seria xtremamente restrita. A transformação do CO2 em O2 permitiu que a vida aflorasse.

9- Movimentos geológicos
Se todos os nutrientes presentes no solo e nos mares estivessem distribuídos de forma homogênea no nosso planeta, a vida seria impossível. Os movimentos geológicos "bagunçam" com a estrutura do planeta, criando pontos mais ricos e férteis em alguns locais e inóspitos em outros. A tectônica de placas também é responsavel pelo processo de especiação, quando duas populações de uma mesma espécie são separadas por um impedimento físico, gerando depois de muito tempo duas espécies diferentes.

10- Tempo
A Terra é um planeta ressistente. Possui 4,5 bilhões de anos, o que permitiu que chegássemos até hoje com a vida da forma que conhecemos. Muitos outros planetas são criados e destruídos em menos tempo, o que impede que ocorra a possibilidade de a vida de estabelecer.

Estes são alguns dos principais pontos, mas também existem outros importantes. Alguém lembra de mais algum?

Um abraço a todos,


06 fevereiro 2013

Onde surgiu a vida?

Olá pessoal,

Os modelos propostos para a origem da vida são tentativas de recriar a história desta evolução e é importante destacar que não existe, na maioria das etapas deste processo, nenhum consenso entre os cientistas. A imagem abaixo é de um fóssil. A questão que tem atormentado os paleontólogos desde os anos 1940: fóssil de quê, afinal de contas?



De acordo com alguns pesquisadores, a criatura ao lado, conhecida como Dickinsonia costata e com idade em torno de 560 milhões de anos, era uma espécie de líquen terrestre, e não um animal marinho, como a maioria das pessoas crê hoje. A ideia está sendo defendida por Gregory Retallack, da Universidade do Oregon (EUA), que publicou seu artigo na famosa revista Nature. 

Essas criaturas são os primeiros exemplos de vida multicelular -composta pela união cooperativa de muitas células num só organismo, como no corpo humano. A maioria dos pesquisadores argumenta que esse passo-chave na história da vida teria ocorrido nos mares, levando à formação de seres como as atuais águas-vivas, por exemplo, e também outros que não deixaram descendentes vivos hoje. 

Retallack, no entanto, ao examinar detalhadamente a química das rochas australianas onde a biota de Ediacara foi encontrada, diz que elas representam antigos solos de terra firme, nos quais esses organismos teriam se estruturado como os líquens modernos (que são a junção colaborativa de algas e fungos). 

É claro que são necessárias mais pesquisas, mas é sempre bom ter mais teorias sobre a origem da vida na Terra. No próximo post vamos explorar mais esse assunto e a "sorte" que nosso planeta teve que ter pra abrigar a vida.

Um abraço a todos,

Fonte: Folha.com

09 outubro 2012

A massa da Terra!

Olá pessoal,

No nosso último post de Curiosidades colocamos várias informações sobre a Terra, e algumas delas são realmente muito curiosas. Uma é a massa da Terra. Como alguém pode medir? Hoje vamos mostrar como os cientistas chegaram naquele número (literalmente) astronômico. As informações que estão escritas aqui foram retiradas do livro "Breve História de quase tudo" de Bill Bryson, que nós já recomendamos aqui no blog. 



Tudo começou com sir Isaac Newton, e os Principia ou Philosophiae Naturalis Principia Mathematica. Muito poucas vezes na história uma pessoa fez observações tão inesperadas da Terra quanto Newton, o que o fez famoso pelo resto da vida. Uma das principais partes do livro são as famosas 3 leis de Newton. A grosso modo, as 3 leis dizem que uma coisa se move na direção que é impelida; que continuará em movimento em linha reta até que alguma outra força atue para retardá-la ou desviá-la e que toda ação possui uma reação oposta e igual. Além das 3 leis, ainda havia a lei da gravitação universal, segundo a qual todo objeto no universo exerce atração sobre os outros. "Só" isso! Os Principia serviram de base para muitas descobertas realizadas, inclusive a massa da Terra. 



Uma das conjecturas de Newton foi a de que um prumo pendurado próximo de uma montanha se inclinaria ligeiramente na direção desta, afetado pela massa gravitacional da montanha e da Terra. Caso esta deflexão fosse medida precisamente e se calculasse a massa da montanha, seria possível calcular a constante gravitacional universal (ou G) e, com a constante, a massa da Terra.  É aí que entra em ação a  Academia Real Francesa e seus corajosos (e desastrados) cientistas. Os franceses foram muito importantes e algumas histórias seriam realmente engraçadas, se não fossem trágicas. Falaremos mais deles em outras curiosidades. Borger e La Condamine haviam tentado no monte Chimborazo, no Peru, mas foram derrotados por dificuldades térmicas e por suas brigas. Trinta anos depois, Nevil Maskelyne, um astrônomo inglês percebeu que o xis da questão estava em encontrar uma montanha de formato suficientemente regular para que sua massa fosse avaliada. A Royal Society contratou o astrônomo e topógrafo Charles Mason para realizar tal tarefa. A tal montanha ficava na Escócia, logo acima do lago Tay, chamada Shiehallion, mas nada convenceria Mason a passar o verão topografando a montanha. No verão de 1974, Maskelyne passou 4 meses em Shiehallion realizando o trabalho junto com uma equipe de topógrafos. Eles realizaram centenas de medições de todas as posições possíveis. 

Os cálculos matemáticos foram realizados por Charles Hutton. Os topógrafos cobriram um mapa com dezenas de cifras, cada uma marcando uma elevação a partir de certo ponto ou ao redor da montanha. Hutton observou que, se usasse um lápis para ligar os pontos da mesma altura, tudo ficava mais organizado. Ele havia inventado as curvas de nível. Extrapolando as medições realizadas, Hutton calculou a massa da Terra em 5 trilhões de toneladas. No entanto, nem todos ficaram contentes pelos resultados, especialmente pelas extrapolações de Hutton. Jonh Mitchell foi uma destas pessoas. Mitchell construiu uma máquina afim de medir a massa da Terra, mas infelizmente morreu antes de tentar. A engenhoca foi passada para Henry Cavendish, que parecia mais um personagem de livro do que uma pessoa real. Extremamente tímido e reservado, só se comunicava com as pessoas por carta, inclusive com seu caseiro. Entre muitas outras coisas, Cavendish descobriu ou previu a lei de conservação da energia, a lei de Ohm, lei das pressões parciais de Dalton, lei das proporções recíprocas de Ritcher, leis dos gases de Charles e os princípios da condutividade elétrica além de prenunciar o efeito do atrito das marés no retardamento da rotação da Terra e os equilíbrios heterogênicos. Ele também deixou pistas que levaram à descoberta dos gases nobres, uma família em que os gases não se misturam ou não reagem com os outros (assim como ele!). 



Aos 67 anos, Cavendish olhou com mais atenção para o equipamento que Mitchell havia deixado para ele. O aparelho continha pesos, contrapesos, pêndulos, eixos e fios de rotação. No núcleo da máquina ficavam duas bolas de chumbo de 159 quilos, suspensas ao lado de duas esferas menores. A idéia era medir a deflexão gravitacional das esferas menores pelas maiores, e assim poderia se calcular a constante gravitacional. As medições tinham que ser incrivelmente precisas e levaram um ano para serem realizadas. Cavendish concluiu que a terra pesava 6 bilhões de trilhões de toneladas métricas. 

Atualmente os cientistas tem máquinas tão precisas que podem determinar o peso de uma bactéria , mas as medições da massa da Terra não mudaram muito desde Cavendish. A melhor estimativa atual é de que a massa da Terra é de 5,9725 bilhões de trilhões de toneladas métricas, uma diferença de apenas 1% em relação ao número predito por Cavendish. Curiosamente, tudo isso apenas confirmou estimativas feitas por Newton 110 anos antes de Cavendish (e sem nenhum experimento realizado). 

Vamos continuar respondendo às nossas curiosidades anteriores. Vocês tem alguma curiosidade em especial? Mandem pra gente!

Um abraço a todos

05 outubro 2012

Terra daqui a 100 milhões de anos

Olá pessoal,

Os continentes da Terra não eram como são hoje, e daqui a milhares de anos não serão como são hoje! Já falamos bastante sobre a deriva continental aqui.


O vídeo abaixo mostra como os continentes vão estar daqui a 100 milhões de anos. Claro que é uma simulação, mas é bem legal.

Confiram:



















Um abraço a todos,

27 setembro 2012

Curiosidades #5

Olá pessoal,

Nosso planeta é um lugar muito curioso. Tem algumas informações que às vezes nós não nos damos conta, ou nunca ouvimos falar. 

Vamos então caracterizar a Terra? Aqui vão algumas informações:

Nós estamos no terceiro planeta mais próximo do Sol (distância: 149.600.000 km), o quinto maior do sistema solar, girando ao redor do sol a uma velocidade média de 107 mil quilômetros por hora. O nosso planeta gira em torno de si mesmo com velocidade de 465 metros por segundo, e nós não sentimos esse movimento de rotação porque estamos presos à Terra pela gravidade, ou seja, nós nos movemos junto na mesma velocidade. A Terra tem aproximadamente 4,5 bilhões de anos e 510,3 milhões de quilômetros quadrados. O diâmetro da Terra é de aproximadamente 12.756 quilômetros (no Equador). De pólo à pólo o diâmetro é um pouco menor: 12.713 quilômetros. Quer saber o peso do planeta? Prepare-se para vários zeros: 5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas!

Atlas, o Titã que carregava 5.980.000.000.000.000.000.000 toneladas.
O planeta é composto principalmente por água (97%) sendo que a maioria da água presente é salgada (cerca de 30 vezes mais do que a doce). O maior oceano é o Pacífico, com 707,6 milhões de quilômetros cúbicos de água. A vida existe no nosso planeta devido à atmosfera, que é composta por nitrogênio (77%), oxigênio (21%) e outros gases em pequena quantidade, como argônio, dióxido de carbono e  vapor d'água. A forma mais primitiva de vida formou-se no Pré-Cambriano, há cerca de 3 bilhões de anos, e a evolução deu conta de formar a diversidade que temos hoje no planeta. 

A Terra vista de Marte. Você mora na primeira bolinha de baixo pra cima (Foto: NASA).

O espaço é um lugar hostil. Diferente do que a maioria de nós pensa, nós não estamos tão seguros nele. 30 mil toneladas de material cósmico caem todo ano na atmosfera. A maior parte deste material vêm do cinturão de asteróides situado entre Marte e Júpiter, mas não causam problema nenhum. O problema está nas 150 toneladas de meteoritos passam muito próximos de atingir a Terra todos os dias. Alguns já atingiram e temos registros disso. Outros maiores (meteoros) já causaram um bom estrago, como o que causou a extinção dos dinossauros.  Mas mesmo o nosso planeta não é um lugar muito seguro. Acontecem aproximadamente 20 mil tremores de terra por ano. Muitos nós não conseguimos sentir, mas outros são muito perigosos, como os que causaram a Tsunami na Ásia e os diversos terremotos que já causaram morte de muitas pessoas. As erupções vulcânicas são os mais famosos desastres ecológicos que modificaram o rumo da história da Terra de forma catastrófica.


Mas como que os cientistas sabem o peso da Terra? E como descobriram a idade? O diâmetro? Todas essas informações que vocês leram agora? Este será o tema de uma nova série de posts que serão publicados aqui. Tem umas histórias muito curiosas e engraçadas. Aguardem!

Um abraço a todos,

26 julho 2012

A Terra não para...

Olá Pessoal,

Agora é possível enxergar o planeta Terra em movimento em São Paulo! Isso mesmo, graças à esfera de 1,80 metro instalada no Museu Oceanográfico, na Cidade Universitária da USP. O globo está suspenso por três cabos de aço e se transforma, em segundos, na Terra vista do espaço, na qual se veem o avanço das correntes marinhas ou os ciclones em formação. Quatro projetores sincronizados por um computador e dispostos em cada canto de uma sala toda azul – paredes, chão e teto – são os responsáveis pelo efeito (Veja o vídeo do sistema em funcionamento).





O sistema completo, batizado de Science on a Sphere, foi desenvolvido pela Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (Noaa) como uma ferramenta educacional. Pelo controle remoto adaptado do videogame Wii, professores controlam as imagens projetadas e, assim, o mundo surge dentro da sala. Com um clique, a esfera se transforma no planeta Terra visto do espaço, com a projeção das fotos chamadas Blue Marble (imagens do planeta como é visto pelos cosmonautas) captadas pela Nasa. Com outro comando aparece, no canto do globo, uma contagem do tempo como na série de televisão 24 Horas, e as correntes marinhas de todo o planeta entram em movimento. Ao mesmo tempo, a esfera fixa parece girar em torno de si mesma graças à movimentação das imagens projetadas. Além do uso didático, o sistema também pode ser utilizado por pesquisadores em estudos que propõem modelos para explicar e prever fenômenos naturais.



É possível, assim, observar fenômenos climáticos como ciclones se formando no sul do Oceano Atlântico. Outras projeções mostram o tráfego aéreo (a rota dos aviões pontilhada em amarelo), o impacto de tsunamis nas costas dos continentes, a quantidade de calor emitida pelos oceanos e as variações de produtividade biológica no planeta. Além dessas imagens (algumas derivadas de fotos) com dados reais e modelos relacionados ao planeta, a esfera pode projetar imagens de outros corpos celestes como o Sol e suas explosões, a Lua e o céu estrelado visto da Terra, ou seja, a esfera permite observar fenômenos oceanográficos, atmosféricos, astronômicos, geológicos e ecológicos.
O Science on a Sphere pode ser usado por professores de colégios, docentes da USP e pesquisadores mediante agendamento pelos telefones (11) 3091-6541 e 3091-6542. O Museu Oceanográfico está aberto para visitação de terça à sexta das 9h às 11h30 e das 12h30 às 16h30 e aos sábados, domingos e feriados de 10h30 às 15h30.

Espero que tenham gostado...
Beijos a todos.

20 maio 2012

Imagem da Semana #31

Olá pessoal,

Como sempre, a nossa imagem da semana é da NASA. rs. Desta vez a Estação Espacial Americana registrou uma imagem ‘psicodélica’ da órbita da Terra.


Uma câmera na Estação Espacial Internacional registrou o rastro de estrelas. A imagem foi criada a partir de 18 imagens captadas a cada 30 segundos.

Um abraço

15 maio 2012

Curiosidades #4

Olá pessoal,

Hoje vamos mostrar alguns lugares curiosos do planeta. Com vocês, o livro de recordes da Terra:

A maior cordilheira


Cordilheira dos Andes, na América do Sul, com 8 mil quilômetros.

A maior ilha
Groenlândia, com 2.175.600 km2.

A montanha mais alta

Não é o Everest!!! rs. Mauna Kea, no Havaí, tem 10.203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico. Se for considerado apenas o pedaço que fica acima do nível do mar, a montanha conta com 4.205 metros.

A principal queda d’água

Angel, na Venezuela, com 979 metros de altura.

O lago mais alto


O mais alto lago navegável é o Titicaca, no Peru, 3.811 metros acima do nível do mar.

O lago mais profundo
Lago Baikal, Rússia, com 1.620 metros.

O maior golfo
Golfo do México, com 1.502.200 km2.

O maior lago
Mar Cáspio, entre Rússia e Irã, 372.000 km2 e 980 metros de profundidade.

O maior rio em extensão


Amazonas, com 7.025 quilômetros.

O maior vulcão
Gallatiri, Chile, com 6.060 metros.

O oceano mais profundo
Oceano Pacífico, com uma profundidade média de 4.267 metros.

O ponto mais alto


Agora sim, o famoso Monte Everest, no Himalaia, fronteira entre Nepal e Tibete, 8.850 metros acima do nível do mar.

O ponto mais baixo
Mar Morto, entre Israel e Jordânia. A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.

O ponto mais chuvoso
Monte Waialeale, no Havaí, com uma média anual de 11.680 mm.

O ponto mais frio
Estação de Vostok, na Antártida, -89,2ºC (21/07/1983).

O ponto mais quente

El Azizia, Líbia, 58ºC (13/09/1922).

O ponto mais seco
Deserto de Atacama, no Chile.

Um abraço a todos,

Fonte: Guia dos Curiosos

22 abril 2012

Dia da Terra

Olá pessoal,

Hoje, dia 22/04, é comemorado o Dia da Terra.  Nada melhor que a boa e velha imagem da primeira viagem espacial para nos fazer pensar que o nosso planeta é finito, e que somos responsáveis pelo futuro de todas as espécies presentes por aqui.


Um abraço a todos,

André

12 abril 2012

Para ler, ver e ouvir #3

Olá pessoal,

"E se eu pulasse por um buraco que atravessasse a Terra no meio?"

Lembrei desta pergunta e por consequência de um grande livro (que virou filme!). Estamos falando de "Viagem ao centro da Terra", de Júlio Verne, escrito em 1864. Foi o mesmo cara que escreveu "Da Terra à Lua", "2000 léguas submarinas" e "Volta aos mundo em 80 dias" (precisa falar mais alguma coisa?? rs). E foram duas filmagens, uma em 1959 e outra em 2008! Seus livros são, na verdade, verdadeiros relatos de expedições científicas fantásticas às terras desconhecidas, e ao centro da Terra.



Neste livro, Júlio Verne teve como inspiração uma antiga teoria científica, que dizia que a Terra é oca. No livro, a entrada num fantástico mundo subterrâneo foi por um vulcão extinto da Islândia e a volta ao nosso mundo exterior foi pela erupção de um outro vulcão, na ilha de Stromboli, norte da Sicília.

Nas antigas crenças, mundos ocultos sob a superfície da Terra sempre tiveram destaque. Budistas da Ásia Central acreditavam num Reino de Agartha, um labirinto subterrâneo que abrigava populações de continentes extintos.Os gregos também especularam sobre as profundezas da Terra. Aí tivemos o mito de Orfeu e Eurídice, dos mortos no reino de Hades, das crenças de Homero sobre um mundo subterrâneo, entre muitas outras lendas.

Agharta, a Terra oca, segundo os Budistas

As primeiras formulações científicas sobre o tema datam do século XVIII, pelo astrônomo britânico Admond Halley, que propunha um planeta formado por camadas concêntricas e espaçadas entre si. Visando explicar certos fenômenos estranhos no campo magnético terrestre, Halley considerou que a Terra tivesse uma casca externa e um núcleo interno separado, cada um com seu próprio campo magnético. Adaptando essa teoria às crenças religiosas, Halley imaginou a existência de seres vivos nesses planetas interiores, sendo que a luz para esses seres provinha da atmosfera interior que era luminosa, sendo que a Aurora Boreal era consequência do escoamento dessa luminosidade pela fina camada polar. Hoje sabemos como o campo magnético e as auroras boreais funcionam...se quiser revisar é só clicar aqui. E também sabemos sobre o interior da Terra, se tiver dúvidas clique aqui.

Apesar de não ter acertado na questão da Terra ser oca, Verne acertou (foi pouco, mas acertou!) sobre a presença de vida subterrânea. É claro que o solo permite a presença de vida, mas apenas algumas camadas abaixo de nós, onde o material orgânico é reciclado. Porém, cientistas americanos descobriram em 2008 na África do Sul um microorganismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra. A bactéria foi batizada de Candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação (viajante audaz) em latim contida no livro de Verne.

O viajante audaz: Candidatus desulforudis audaxviator. Créditos: Greg Wanger, J. Craig Venter Institute, and Gordon Southam, University of Western Ontario.

Voltando à pergunta inicial, é impossível (infelizmente...) atravessar a Terra. Só se você for o Super Mário! Mas na Lua você conseguiria! A Lua tem um núcleo frio e não tem oceanos ou água subterrânea para complicar as coisas. Além disso, a Lua não tem atmosfera, portanto o túnel teria um bom vácuo dentro dele, o que elimina o arrasto aerodinâmico. É claro que quanto mais pra dentro da Lua, menor a gravidade e menor seria o seu peso. Conforme você desce dentro do túnel, mais e mais da massa da lua fica acima de você, atraindo você para cima. Quando você descesse até o centro da Lua, ficaria sem peso. A massa da Lua estaria toda ao redor de você e atraindo-o igualmente, portanto se anularia totalmente e você se sentiria sem peso.

Super Mário: Atravessando a Terra por dentro desde 1981

Apesar que seria uma boa passar pelo centro da Terra...se você perfurasse o túnel direito através do centro e pudesse criar um vácuo em seu interior, tudo o que você jogasse dentro do túnel alcançaria o outro lado do planeta em apenas 42 minutos. É um jeito fácil de viajar! rs

Um abraço a todos,

08 abril 2012

Imagem da Semana #26

Olá pessoal,

A Agência Espacial Europeia (ESA) informou nesta quinta-feira (5) que descobriu nas encostas de um dos maiores vulcões de Marte 'buracos em cadeia' que, dependendo de sua origem, podem ser 'peças interessantes' na busca de vida microscópica fora da Terra.

As fotografias foram feitas em junho na região de Tharsis, caracterizada por três grandes vulcões, revelaram uma série de depressões circulares. Para a agência, a suposição mais interessante seria se essas cavidades tivessem sido criadas por água subterrânea, como ocorreu na península mexicana do Yucatán nos famosos 'cenotes', depósitos formados pelo desmoronamento dos tetos das cavernas e a dissolução da rocha.

Crateras em região vulcânica de Marte podem ajudar na busca por vida fora da Terra (Foto: ESA)

Outra possibilidade é que as deformações tenham ocorrido com a queda do teto de antigos túneis formados por rios de magma que circulavam sob uma lava já solidificada na superfície, tornando os locais ocos.

A ESA considera que na busca de vida microscópica a primeira hipótese é a mais promissora. Isso porque, no caso de haver alguma estrutura similar a uma caverna intacta associada a esses buracos, os microorganismos poderiam ter sobrevivido protegidos das duras condições da superfície.
No entanto, a agência não descartou que se trate de simples sulcos na crosta de Marte, nas quais podem se formar as cavidades descobertas.

De qualquer maneira, a descoberta das marcas mostra 'muitas semelhanças entre os processos geológicos da Terra e Marte', fazendo com que a descoberta se transforme em objeto de estudo para posteriores missões.

Um abraço a todos,

01 abril 2012

Imagem da Semana #25

Olá pessoal,

Nesta semana nossa imagem é da NASA, que simula os movimentos das correntes oceânicas em todo o globo. As simulações englobam um período de um ano e meio entre 2005 e 2007. As correntes são exibidas como linhas brancas, que se movem em várias direções e fazem desenhos circulares que parecem redemoinhos.

Imagem da Nasa mostra correntes marítimas na região da África Austral (Foto: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio)
 
Os movimentos das correntes registrados pela Nasa foram comparados com as pinturas de Van Gogh, porque as linhas brancas no oceano azul lembram as pinceladas do pintor, principalmente no quadro "Noite Estrelada"

Movimento das correntes registrado pela Nasa foi comparado com as pinceladas de Van Gogh, especialmente no quadro 'Noite Estrelada', de 1889. (Foto: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio)

Um abraço a todos,

26 março 2012

Imagem da Semana #24

Olá pessoal,

Um estudo publicado nesta semana chegou ao cálculo mais preciso já feito do tamanho do Sol. O "astro rei" tem 696.342 quilômetros de raio – com margem de erro de 65 km. A precisão é dez vezes maior que as disponíveis até então.

Como comparação de tamanho, a Terra tem 6.371 km em seu raio médio.


Trânsito de Mercúrio - Foto: NASA

O cálculo foi feito a partir do chamado “trânsito de Mercúrio”, que acontece quando o planeta fica no caminho entre o Sol e a Terra. A pesquisa foi feita na Universidade do Havaí, nos EUA, com a participação do astrônomo brasileiro Marcelo Emílio, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR).

“Se pudéssemos chegar perto de Mercúrio suficiente veríamos Mercúrio cobrir todo o Sol, pois eles estariam quase alinhados”, explicou Emílio. “Chamamos de trânsito, pois o tamanho angular de Mercúrio não é suficiente para cobrir todo o Sol. Se assim fosse, chamaríamos de eclipse”, comparou.

A trajetória de Mercúrio ajuda a observar o Sol porque estes dados já eram conhecidos com precisão pelos cientistas. Assim, com o tempo que o planeta leva para ir de uma extremidade à outra do Sol – de acordo com o ponto de vista da Terra – permite calcular esta distância, ou seja, o tamanho do Sol.

Um abraço a todos,

13 março 2012

Um imã gigante...

Olá pessoal,

Como prometido no último post, hoje vamos falar um pouco mais sobre o campo magnético da Terra. Por muitos anos os cientistas se perguntaram porque uma agulha imantada (como uma bússola) se alinha na direção Norte-Sul da Terra. Uma das idéias foi do inglês W. Gilbert, que propôs que a Terra se comportaria como um grande imã, com o polo Norte geográfico também seria um pólo magnético que atrai a extremidade norte da agulha magnética. O mesmo ocorreria com o pólo sul geográfico da Terra e o pólo sul da agulha imantada.



A força de atração é equivalente a distância que o local se encontra do polo, sendo que quanto mais perto o local esteja do polo maior será a força de atração. Se você estiver em um dos pólos, a agulha ficará na posição vertical. O campo magnético não se limita a Terra, formando o que os cientistas chamam de magnetosfera. Ainda hoje não se sabe qual é a origem do campo magnético, sendo esse um assunto promissor a ser estudado. Uma das teorias é a de que existe um campo elétrico formado pela defasagem entre a parte interna líquida e o manto inferior sólido. Esta defasagem é ocasionada pelo movimento de rotação da Terra, também conhecida como Teoria do Dínamo.

Campo magnético terrestre: a magnetosfera (Imagem: Nasa)

O campo magnético não é constante, ou seja, podem ocorrer variações. Magnetômetros detectaram desvios pequenos no campo magnético da Terra causados por artefatos de ferro, fornos para queima de argila e tijolos, alguns tipos de estruturas de pedra, e até mesmo valas e sambaquis. As variações magnéticas através do fundo do oceano já foram mapeadas, e assim foi proposta um novo formato para a Terra. O basalto (rocha vulcânica rica em ferro) contém um forte mineral magnético (magnetita) e pode distorcer a leitura de uma bússola. Como a presença da magnetita dá ao basalto propriedades magnéticas, estas variações forneceram novos meios para o estudo do fundo do oceano. Quando novas rochas formadas resfriam, tais materiais magnéticos gravam o campo magnético da Terra no tempo.

Agora, respondendo a pergunta feita no post passado: o que a aurora boreal tem a ver com o campo magnético?


A aurora aparece tipicamente tanto como um brilho difuso quanto como uma cortina estendida em sentido horizontal. Algumas vezes são formados arcos que podem mudar de forma constantemente. Cada cortina consiste de vários raios paralelos e alinhados na direção das linhas do campo magnético, sugerindo que o fenômeno no nosso planeta está alinhado com o campo magnético terrestre. Da mesma forma a junção de diversos fatores pode levar à formação de linhas aurorais de tonalidades de cor específicas.

Quando você estiver brincando com um imã, lembre do campo magnético da Terra!

Um abraço a todos,

05 dezembro 2011

Imagem da semana #10

Olá pessoal,

As imagens de hoje foram tiradas da Estação Espacial da Nasa e são consideradas "constelações de luzes". Na verdade não são estrelas, são aglomerados urbanos, somos nós!

Delta do Nilo

Europa

Um abraço a todos,


06 novembro 2011

Imagem da Semana #6

Olá pessoal,

Desta vez, a imagem da semana é um vídeo! rs.

As imagens mostram giro em volta da Terra a velocidade de 28 quilômetros por hora. O vídeo foi feito pela Nasa a partir da Estação Espacial.


Um abraço a todos,

26 agosto 2011

O interior da Terra!

Olá pessoal,

Hoje vamos conhecer um pouquinho sobre o interior do nosso planeta. Espero que vocês gostem....

Como se pode conhecer as camadas geológicas abaixo de nossos pés e outras estruturas localizadas no interior e no centro da Terra, situado a cerca de 6370 km de profundidade? Por meio de perfurações o homem tem acesso, direto, apenas, aos primeiros quilometros. Daí, para baixo, são as ondas sísmicas que revelam conhecimentos sobre o interior de nosso Planeta.

A camada mais externa e delgada da Terra é chamada Crosta, cuja espessura varia de 35 km a 10 km ao longo de uma seção cortando áreas continental e oceânica. Nas regiões montanhosas a crosta pode alcançar 65 km de espessura. Apesar de bastante variada a Crosta pode ser subdividida em:
Crosta Continental: Menos densa e geologicamente mais antiga e complexa. Normalmente apresenta uma camada superior formada por rochas graníticas e uma inferior de rochas basálticas.
Crosta Oceânica: Comparativamente mais densa e mais jovem que a continental. Normalmente é formada por uma camada homogênea de rochas basálticas.
A porção mais volumosa (80%) do interior da Terra é o Manto. Situa-se logo abaixo da Crosta e estende-se até quase a metade do raio da Terra.
Esquema do interior da Terra.

O núcleo é a camada mais interna do interior do planeta. É constituído por uma parte sólida (núcleo interno) envolvida por uma líquida (núcleo externo).
Os modelos atuais mostram que é o movimento do núcleo externo ao redor do núcleo interno a causa da formação do campo magnético terrestre. Esse campo se propaga por mais de 60 mil quilômetros no espaço, criando uma região chamada de magnetosfera, capaz de desviar as partículas carregadas que foram ejetadas pelo Sol.


Campo magnético da Terra

O núcleo externo é provavelmente composto de ferro metálico e outros elementos (enxofre, silício, oxigênio, potássio e hidrogênio) e o núcleo interno é composto de ferro e níquel, e é sólido porque, apesar das imensas temperaturas, está sujeito a pressões tão elevadas (cerca de 4,5 milhões de atmosferas) que os átomos ficam compactados; as forças de repulsão entre os átomos são vencidas pela pressão externa, e a substância acaba se tornando sólida. A temperatura entre o núcleo e o manto é de cerca de 3.700°C, atingindo de 4.000 a 4.500°C no núcleo interno.
Em seus primeiros momentos de existência, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação da gravidade os objetos muito densos foram sendo atraídos para o interior do planeta (o processo é conhecido como diferenciação planetária), enquanto que materiais menos densos foram trazidos para a superfície. Como resultado, o núcleo é composto em grande parte por elementos mais pesados como o ferro (80%).  A espessura do nucleo é aproximadamente 3.400 km de raio.

Esse assunto já foi tema de filme de ficção a algum tempo. Pra quem quiser assitir o filme se chama O Núcleo, mas vale lembrar que o filme é pura ficção hein!....mas ainda assim é legal.


Espero que tenham gostado,

Beijos a todos...