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23 novembro 2012

A ilha que não existe...

Olá pessoal,

Surgiu uma notícia muito curiosa estes dias. Uma ilha do Pacífico Sul que esta presente nos grandes Atlas mundiais e inclusive no Google Earth não existe! A tal ilha é conhecida como "Ilha da Areia" (Sandy Island) e está (ou estava) localizada entre a Austrália e o território francês da Nova Caledônia, no mar de corais.



A equipe de cientistas que estava em uma missão de identificação de fragmentos da Costa Continental Australiana não conseguiram achar a ilha. Uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana, outra é que a ilha tenha sido submersa, mas essa possibilidade foi descartada rapidamente pelos cientistas, porque, de acordo com a carta náutica o local tinha 1440 metros de profundidade! 



É claro que já surgiram teorias da conspiração, dizendo que Sandy Island é a Atlantis moderna, ou que cartógrafos colocavam no mapa locais que não existem, só pra saber quem estava tentando roubar seus dados. Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e requisitado a exclusão dela do mapa, fato que não ocorreu. Tem gente até pensando que é a ilha do Lost...

Um abraçoa todos,

23 setembro 2012

Imagem da Semana #45

Olá pessoal

Alunos e pesquisadores da UNESP de São Vicente recolheram fósseis de uma baleia azul em Iguape, no litoral de São Paulo. A previsão inicial é que o fóssil tenha aproximadamente 6 mil anos!!


Um abraço a todos,


19 agosto 2012

Imagem da Semana #41

Olá pessoal,

Nesta semana uma equipe internacional de cientistas, com a participação de um astrônomo brasileiro, revelou que o Sol é “o objeto natural mais redondo já medido”. O estudo que chegou à conclusão foi publicado nesta quinta-feira (16) na edição online da prestigiada revista “Science”.

Imagem do Sol obtida pelo SDO e usada no estudo (Foto: Nasa/SDO)

 O Sol tem um formato elíptico, assim como a Terra. No entanto, a Terra tem uma diferença considerável no tamanho de seu raio em relação ao Equador e aos pólos. No Sol, essa variação é muito pequena. Se o astro fosse do tamanho de uma bola de futebol, a diferença não seria maior que a grossura de um fio de cabelo humano. “Achava-se que haveria um achatamento dos polos maior do que a gente encontrou”, afirmou Marcelo Emílio, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR).

Um abraço a todos,

Fonte: G1

16 agosto 2012

Terra preta de...índio?

Olá pessoal,

Já comentamos no blog sobre a origem e a teoria de formação da terra preta de índio. Se você não lembra, clique aqui. No mês passado a Revista Unesp Ciência divulgou uma matéria muito interessante sobre a terra preta, que valeu inclusive a capa da edição! Nesta matéria, pesquisadores da Unesp discutem sobre uma nova teoria de formação, diferente da antropogênica. Vamos explorar esta teoria aqui. Se você quiser conferir na íntegra, clique aqui.



Nas áreas agrícolas visitadas pelos pesquisadores, as trincheiras abertas revelaram um padrão. A terra preta estava sempre no topo, formando uma camada de até 50 cm de espessura. Abaixo dela havia solos de diferentes tipos. Análises químicas feitas em sítios no sul do Amazonas mostraram que o fósforo, o carbono, o cálcio e o magnésio existiam em quantidade expressiva a camada mais próxima da superfície, e em quantidades bem menores, ou quase inexistentes, nas camadas inferiores. Achados parecidos foram obtidos em toda a Amazônia. Para a maioria dos estudiosos da terra preta, incluindo Campos e Marques Jr. isso é um indício de que esse solo não se formou de baixo para cima, ou seja, a partir das camadas inferiores. Algum processo teria depositado esses nutrientes na superfície do solo. Esta hipótese pode parecer simples, mas contradiz idéias tradicionalmente estabelecidas no campo das ciências do solo. É essa possibilidade cientificamente inovadora que está atraindo a atenção de Marques Jr e de seus colegas de outras partes do mundo.

Esquerda: solo comum, com baixo teor de nutrientes. Direita: Terra preta.

Para o trio de pesquisadores responsáveis, é possível que o carvão vegetal – formado a partir da queima da vegetação por incêndios naturais – seja o elemento-chave para a formação da terra preta. Os índios tiveram a sensibilidade de descobrir esses lugares. Instalaram-se neles e também contribuíram para o enriquecimento da terra. Marques Jr, um dos pesquisadores responsáveis argumenta que “A mancha de terra nesta fazenda tem o tamanho de três campos de futebol, das dimensões do Maracanã. Será que eles fizeram mesmo tudo sozinhos? Será que a natureza não contribuiu com nada?"





Mais argumentos vêm de outros pesquisadores da área de ciências do solo. Bruno Glaser, da Universidade de Bayreuth, Alemanha, também reconhece a importância do carvão vegetal na formação da terra preta. A questão, segundo ele, é determinar a origem desse material. No entanto, se incêndios naturais ocorrem de maneira mais ou menos homogênea por toda a floresta, o solo de grande parte da Amazônia poderia ter sofrido os efeitos da acumulação do carvão vegetal. “Se fosse assim, a Amazônia como um todo deveria ser coberta de terra preta, o que não é o caso"

Ainda não se sabe qual a teoria que explica a formação da terra preta...porque não uma mistura das duas? Eventos naturais combinados com a influência humana!

Em um ponto, porém, os dois lados concordam: é possível aprender muito com esse solo para melhorar o desempenho da agricultura. Fora do Brasil, muitos pesquisadores têm buscado formas de produzir solos artificialmente enriquecidos, usando como matéria-prima o carvão vegetal.


Alguém tem outra teoria? rs

Um abraço a todos,


17 junho 2012

Imagem da Semana #35

Olá pessoal,

Nesta semana, um estudo revelou que a arte rupestre começou há pelo menos 40 mil anos, entre 5 mil e 10 mil anos mais cedo do que se acreditava anteriormente, e que ela pode ter sido feita por neandertais. A pesquisa da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

Métodos tradicionais de datação - com radiocarbono, por exemplo - não puderam ser usados devido à falta de pigmentos orgânicos. Por isso, um grupo de cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, usou a datação por urânio.

Marcas de mãos foram encontradas na caverna de El Castillo, na Espanha. A arte rupestre foi considerada uma das mais antigas do mundo, com 40.800 anos (Foto: AFP)

A arte mais antiga, datada de 40.800 anos, está em uma parede em El Castillo, no norte da Espanha. Pela data, elas foram feitas ou pelos primeiros humanos anatomaticamente modernos ou por neandertais, conforme o estudo.

Um abraço a todos,

Fonte: Globo.com

19 janeiro 2012

Degradação difícil!

Olá pessoal,

Recentemente muitos supermercados declararam que darão fim às sacolinhas plásticas. Muitas pessoas reclamaram que poderiam ser fabricadas sacolas biodegradáveis, que seriam mais ecológicas, sendo decompostas pelos microorganismos do solo.

Porém, uma pesquisa concluída recentemente por um pesquisador brasileiro mostra que não é bem assim. A matéria completa para ser lida está na revista FAPESP e você pode acessar aqui.

O engenheiro de materiais Guilhermino José Macêdo Fechine, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, realizou uma bateria de testes com um tipo de plástico oxibiodegradável vendido no mercado nacional e constatou que, apesar de ele se fragmentar e virar pó, não é consumido por fungos, bactérias, protozoários e outros microorganismos – condição necessária para ser considerado biodegradável e desaparecer do solo ou da água.


“Meu estudo comprovou que não são biodegradáveis”, afirma Fechine, que acaba de retornar da Bélgica, onde participou de um congresso internacional sobre modificação e degradação de polímeros, o Modest 2008 na sigla em inglês. 

“Segundo meu estudo, a única diferença dos polímeros oxibiodegradáveis é que o tempo de fragmentação é muito mais rápido do que o dos polímeros convencionais”, afirma Fechine. “As empresas que comercializam esse tipo de aditivo pró-oxidante deveriam alertar que apenas sua presença não tornará o plástico biodegradável. Para que isso ocorra, o polímero precisaria passar por uma forte degradação prévia, causada por radiação ultravioleta ou temperatura, por exemplo, e ser descartado em solo apropriado, com pH, umidade, temperatura e presença de microorganismos que permitissem a ocorrência da biodegradação.


Um artigo com os resultados dos ensaios já foi aceito para publicação pela revista Polymer Engineering and Science, uma das mais conceituadas na área de polímeros. Intitulado Effect of UV radiation and pro-oxidant biodegradability, o artigo foi escrito em parceria com os pesquisadores Nicole Demarquette, da Poli-USP, Derval dos Santos Rosa e Marina Rezende, da Universidade São Francisco, em Itatiba, no interior paulista, responsáveis pelos ensaios de biodegradação em solo.

Um abraço a todos,