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12 julho 2011

Por que temos terremotos no Nordeste?

Olá pessoal,
Demos uma sumidinha devido a uma viagem de última hora, mas já estamos de volta....O post de hoje é sobre uma matéria que saiu na Revista Pesquisa Fapesp (Edição Impressa 184 - Junho 2011 ). Quem quiser conferir a matéria na íntegra é clicar AQUI.


A frágil crosta do Nordeste
Nordeste brasileiro...
 
"Um estudo geofísico realizado sobre a Província Borborema (nome usado pelos especialistas para se referir ao imenso bloco rochoso que forma boa parte do Nordeste brasileiro) revelou que a crosta terrestre ali é bem mais fina que a média global. A hipótese é que o endurecimento da crosta teria acontecido no período Cretáceo (entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás), quando a África e a América do Sul se separaram pela movimentação dos blocos que formam esses dois continentes. Nesse processo, a crosta teria se esticado naquela região como um queijo derretido que é puxado pelas extremidades. “Normalmente a crosta tem espessura em torno de 40 quilômetros. Nos Himalaias, ela pode chegar a 70 quilômetros”, diz Reinhardt Fuck, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). “Já em partes do Nordeste fica entre 30 e 35 quilômetros, chegando a menos de 30 em alguns pontos. Isso significa que essa crosta foi muito estirada, afinada pelos processos tectônicos.”

Existem alguns outros estudos que ajudam a dar entender uma pocuo mais sobre a história geológica da região da Borborema. Um grupo de pesuisadores da UFRN mostrou que há um "degrau" entre a litosfera mais fina no Nordeste para uma região bem mais espessa que fica no chamado cráton do São Francisco, o bloco rochoso sobre o qual se assenta parte da Bahia e de Minas Gerais. A transição entre essas duas composições da crosta é marcada por uma divisão clara e visível na geologia local: uma linha de vulcões extintos que vai de Macau, no Rio Grande do Norte, a Queimadas, na Paraíba.

Paulo Afonso, Bahia: crosta com 35 quilômetros de espessura.

Terremotos – Outro ponto de interesse na Província Borborema são as falhas geológicas, causadoras de terremotos. O Brasil se localiza em uma região estável, o meio de uma placa tectônica, sem grandes abalos sísmicos. Há, porém, várias falhas, concentradas no Nordeste. Os tremores são constantes na região, mas raramente ultrapassam 4 pontos da Escala Richter (veja no post Medindo Terremostos o que é a Escala Richter). Em geral causam poucos danos, mas às vezes assustam. Apesar do conhecimento gerado por esses estudos, prever terremotos continua tão difícil quanto sempre foi.

Patos, Paraíba: crosta de 33 quilômetros, mais espessa ao sul.
Os pesquisadores não sabem direito por que alguns lugares por onde passa a falha estão mais sujeitos a tremores do que outros. Mas está claro que há sítios preferenciais para a liberação da energia. Sobral é um deles. Alguns pesquisadores afirmam que aparentemente algumas regiões dessa crosta mais fina estão enfraquecidas, por isso temos tantso terremotos naquela região."

Bom, espero que tenham gostado....

Beijos a todos.

11 março 2011

Medindo terremotos!!

Olá pessoal

Devido aos eventos ocorridos no Japão nesta semana, vamos preparar um “especial” sobre terremotos e tsunamis. Pra começar a entender melhor estes processos, vamos discutir primeiramente como os terremotos são medidos.

Os terremotos são mensurados por meio de sismógrafos, instrumentos que registram ondas de terremotos. O registro destas ondas encontra-se no sismograma (Figura 1). O mais antigo sismógrafo foi encontrado na China e data de 132 DC.
Figura 1 - Sismograma

Para se medir a magnitude de um terremoto foi desenvolvida uma escala mundial, a Escala Richter, que surgiu em 1935, idealizada pelo sismólogo americano Charles F. Richter. Esta é uma escala logarítmica onde cada aumento no grau da escala corresponde a um aumento de 32 vezes na energia do terremoto. Por exemplo, um terremoto de magnitude 6 é 32 vezes mais potente que de magnitude 5 e mais de 1000 vezes mais forte que um de magnitude 4!

Escala logarítmica Ritcher

Outra escala, a de momento sísmico, é baseada na quantidade de movimento ao longo da falha que gerou o terremoto. O maior terremoto já registrado até hoje ocorreu no Chile, em 1960. A magnitude descrita foi de 9.5! Na tabela abaixo pode-se observar as diferentes magnitudes dos terremotos, relacionados com sua descrição e estimativas de ocorrências por ano.




No próximo post vamos discutir um pouco mais sobre a formação dos terremotos e tsunamis do ponto de vista da tectônica de placas..aguardem!

Um abraço a todos