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11 maio 2012

Para o educador #6

Olá pessoal,

No mundo de hoje, todos queremos tudo rápido. Todos procuramos um curso de idiomas que vá nos ensinar a falar fluentemente no menor tempo possível, o método de ensino "milagroso" no qual você vai aprender rápido. Porém, um importante pesquisador na área de cognição, chamado K. Andres Ericsson afirma que para atingir um desempenho excelente em qualquer coisa que você vá fazer são necessárias 10 mil horas de dedicação, na prática. 

Ou seja, se você estudar oito horas por dia, sete dias por semana, durante três anos e meio, será um expert em qualquer coisa na qual você esteja estudando. Agora, se você pratica apenas por hobby, como por exemplo,  tocar piano, por 4 horas por semana, vai demorar 52 anos para atingir as 10 mil horas. É mais ou menos algo que já sabemos...quanto mais dedicação, melhor o desempenho final. A hipótese foi testada com jogadores de xadrez e, aparentemente, funcionou. O “talento” para jogar xadrez como um mestre “aparece” depois de anos de prática exclusiva. Ayrton Senna não nasceu sabendo dirigir na chuva, nem o Oscar Shimidt tem a famosa "mão santa". Tudo isso é fruto de treinamento.

Ayrton Senna ia treinar quando chovia e Oscar já disse ser um "produto do treinamento"


Isso acontece porque nosso cérebro tem a capacidade de reorganizar estruturas nervosas em resposta à estímulos externos. Os cegos possuem o tato e a audição mais aguçadas justamente por este processo, chamado de neuroplasticidade.

Ken Robinson defende uma mudança nos paradigmas da educação. Já falamos dele aqui, no último post para os educadores. Nesta animação ele explica o porque da mudança ser realizada. Para ver a legenda, clique no botão "CC" e escolha português. Se preferir, veja o vídeo no youtube, clicando aqui. Vale a pena ver:


E vocês, o que acham da teoria das 10 mil horas e da mudança do paradigma da educação?

Um abraço a todos,

27 março 2012

Para o educador #5

Olá pessoal,

Sir Ken Robinson defende de maneira divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimula (em vez de enfraquecer) a criatividade. Segundo ele, a forma que a educação é aplicada no mundo "mata" a criatividade das crianças.

Confiram no vídeo:


E o que vocês acham?

Um abraço a todos,

15 março 2012

Show da Física!

Olá pessoal,

Esta semana eu e a Josi fomos assistir o Show da Física, do Prof. Dr. Sérgio de Oliveira Moraes.




O objetivo principal  do Show de Física é o entendimento dessa ciência de maneira prática e bem humorada. A participação dos alunos durante a apresentação é muitas vezes requisitada, levando também à reflexões sobre o tópico que está sendo apresentado. 



Nossa participação no campo da educação  dita "não-formal" nos permitiu compreender melhor a postura que um educador deve possuir no exercício de sua profissão. Diante das diferentes situações e desafios que ocorrem, o educador deve mostrar sua liderança, motivação, improviso e interação com os alunos.  Vejam um pedacinho do Show, com algumas declarações do Prof. Sérgio.


Se vocês tiverem a oportunidade de assisitir ao Show da Física, nós recomendamos!

Um abraço a todos,

01 fevereiro 2012

Para o educador #4

Olá pessoal,

Há algum tempo atrás um dos nossos voluntários, o Rodrigo (Bób's), nos enviou um vídeo muito interessante e resolvemos compartilhar com todos aqui. É uma palestra do Mário Sérgio Cortella, filósofo brasileiro, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, onde também é professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e da pós-graduação em Educação.

Esta é a primeira parte da palestra "Não nascemos prontos":


As outras três partes podem ser encontradas aqui: parte 2; parte 3 e parte 4.

A discussão é extremamente pertinente para todos os educadores e pessoas que estão convivendo no dia a dia com a nova geração. Quais as melhores estratégias para melhorar o ensino? Usar as novas tecnologias com intuito de chamar atenção? Continuar com o bom e velho modo de dar aulas? Uma mistura das duas estatégias?

Alguém tem alguma sugestão? rs

PS: como diria o próprio Cortella no fim da quarta parte: "Alguém tem que fazer alguma coisa! Cá estamos..."

Um abraço a todos,

06 maio 2011

Para o educador #3

Olá pessoal

Encontrei (meio sem querer...de novo!) um vídeo interessante sobre a revolução na educação. Nesse vídeo, Salman Khan explica como funciona a "Khan Academy" e como ela está começando a ser implantada nas escolas nos EUA.


A palestra foi apresentada na conferência TED (Technology, Entertainment, Design; Tecnologia, Entretenimento, Design em português) que é uma fundação privada sem fins lucrativos dos EUA mais conhecida por suas conferências na Europa, Ásia e Estados Unidos destinadas à disseminação de idéias.

Eu tentei procurar o vídeo com legendas em português no youtube, mas não achei.

O vídeo é um pouco longo (tem 20 minutos), mas vale a pena!

Dá pra conferir no site do TED (a legenda já está embutida no vídeo): Clique aqui para ver o vídeo!

Muitos cursos à distância já usam utilizam a metodologia de tutoramento que Khan propôs. Claro que isso nunca vai substituir um professor, principalmente para os mais jovens que precisam de um acompanhamento mais de perto.

Se vocês estiverem curiosos quanto aos vídeos, acessem o site da Khan Academy: http://www.khanacademy.org/

Lá vocês podem se registrar no site (de graça - eu já fiz isso!), ver os vídeos relacionados aos tópicos que interessam, fazer os exercícios e até ser o "mentor" de alguém em algum assunto que você domine. 

Os vídeos estão em inglês, mas a boa notícia é que o blog "Educopédia" (http://educopedia2010.blogspot.com/) noticiou recentemente uma parceria com a Khan Academy. Os vídeos serão traduzidos para o português. O Educopédia está inclusive selecionando voluntários para esta tarefa!

Toda forma de melhorar a aprendizagem dos alunos é bem vinda...será que a Khan Academy iniciará uma revolução na educação?

Um abraço

06 abril 2011

Para o educador #2

Olá pessoal

Workshop BIOTA-FAPESP Biodiversidade, Educação e Divulgação será realizado nos dias 7 e 8 de abril de 2011 no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O objetivo do evento é dar continuidade e ampliar as discussões que o BIOTA-FAPESP organiza na área de educação em biodiversidade, especialmente voltadas para ensino fundamental e médio, bem como sobre a divulgação científica em biodiversidade.

O workshop tem como público-alvo pesquisadores e alunos do ensino superior de biologia, química, física, geociências e professores de ciências e biologia do ensino básico.

A coordenação é de Carlos Alfredo Joly, coordenador do BIOTA-FAPESP e professor da Unicamp, Érica Speglich, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro, e Suzana Ursi, professora da Universidade de São Paulo (USP).

“Sobre o diagnóstico das pesquisas e iniciativas na área de educação e de divulgação científica em biodiversidade”, “Potencialidades para o trabalho com a temática da biodiversidade em espaços de educação formal – questões curriculares e formação de professores” e “Potencialidades para o trabalho com a temática da biodiversidade em imagens, sons, paisagens” serão alguns dos temas apresentados.

Mais informações e inscrições com o Fórum Permanente de Meio Ambiente e Sociedade: http://foruns.bc.unicamp.br/energia/foruns_energia.php

Um abraço

05 abril 2011

Para o educador #1

O que é ensinar?

Olá pessoal

Essa semana estávamos discutindo a respeito da realidade do professor no país e aí surgiu essa pergunta, que parece fácil, mas pelo menos eu me enrolei (bastante) pra responder. Como o SNE serve como Estação de experimentos e recebemos visitas, acho que a pergunta é pertinente.

Será que eles concordariam comigo?
Eu não sei se esses meus conceitos são de Piaget, Paulo Freire, se fazem parte de alguma corrente pedagógica, ou são a mistura de todos eles. Vou falar pela minha experiência. Aí você me pergunta...”mas que experiência você tem?” Bom, eu já dei algumas aulas de Biologia e Ciências e alguns seminários sim...mas minha verdadeira experiência é como aluno. Depois de 22 anos na escola (eu sei...parece música do Legião Urbana, não foi proposital...juro!) a gente aprende algumas coisas, depois de ter tantas aulas boas e ruins...algumas péssimas.
Pra mim, ensinar não é só chegar e “despejar” o assunto, mostrando toda a “sabedoria” que o professor possui, mas sim expor o assunto da forma mais simples possível, para que ele seja facilmente entendido. E isso é difícil! A maioria de nós está acostumada com termos técnicos, conceitos que para nós são óbvios e que na verdade não são tão óbvios assim. Eu mesmo já fui criticado em alguns posts aqui por usar uma linguagem “técnica demais” e já tive que reescrever um ou outro várias vezes antes de publicar.
Outro ponto importante é o entusiasmo...a “paixão” por ensinar. Isso conta, e muito! Passar esta motivação pro aluno é fundamental. Acho que esta motivação tem sempre que fazer parte da aula. Eu me lembro até hoje dos professores que fizeram diferença na minha vida. Em compensação tive outros que simplesmente entraram na sala e deram aulas...desses não lembro nem do rosto.

Foi o que eu aprendi com os (bons) professores que tive...criar um senso crítico quanto às coisas que são apresentadas. Passar aos alunos mais que conhecimentos, mas também fazer a diferença com experiências pessoais, apresentar a aplicabilidade do conhecimento na vida, não apenas dentro da sala de aula.
Talvez eu volte a dar aulas daqui a algum tempo com mais cuidado e com estes conceitos fixos em mente. Até lá, vou aprendendo com os professores que sabem (e ensinam) alguma coisa, e sobrevivendo aos que não sabem ensinar
E vocês, o que acham?