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03 maio 2013

Furacão em Saturno!

Olá pessoal,

Saiu essa semana uma reportagem na BBC Brasil sobre o planeta Saturno. A sonda espacial Cassini captou imagens impressionantes de um furacão no polo norte do planeta Saturno. As imagens foram captadas em novembro passado a 420 mil quilômetros de altura pela sonda americana, que foi lançada em 1997.



O olho do furacão tinha 2 mil quilômetros de diâmetro, o equivalente a 20 vezes o tamanho médio do olho de um furacão terrestre e 12 vezes o tamanho do Reino Unido! Bem grandinho, não?! O furacão foi registrado por meio de ondas infravermelhas e recebeu a coloração vermelha artificialmente para mostrar seus detalhes (ou seja, ele não é vermelho de verdade hein?!). Segundo cientistas, seus ventos atingiam até 531 km/h.

Acredita-se que o furacão exista há anos em Saturno, mas só agora a região onde ele está pôde ser fotografada pela Cassini. Era inverno no hemisfério norte de Saturno quando a sonda chegou a ele, em 2004, e o polo norte estava em total escuridão. Como o ano em Saturno equivale a 29 anos terrestres, a região demorou para receber luz a ponto de permitir à sonda registrar o furacão. Estas são as primeiras imagens iluminadas pelo Sol dessa região desde que a sonda Voyager 2 enviou fotos do planeta, em 1981.

Furacão no norte de Saturno.

Os cientistas agora esperam aprender mais sobre os furacões da Terra, estudando o fenômeno gigante em Saturno. Em 2006, a mesma sonda registrou, no polo sul de Saturno, um furacão ainda maior, com um diâmetro de cerca de 8 mil quilômetros - aproximadamente dois terços do diâmetro equatorial da Terra!

Espero que tenham gostado,

Bjos a todos.

Josi

28 outubro 2012

Imagem da semana #48

Olá pessoal,

A imagem desta semana é uma foto do espaço tirada do furacão Sandy que irá atingir a costa lesta dos Estados Unidos. Você sabe como se formam os furacões? Como eles são classificados? Como são nomeados? Bom esta semana traremos um post sobre isso...aguardem!


Beijos a todos.

17 outubro 2012

Imagem da semana #47

Olá pessoal,

Desculpem o atraso da imagem da semana, mas antes tarde do que nunca..né?!
Bom, a imagem dessa semana é sobre uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Niels Bohr, de Copenhague, na Dinamarca, a qual sugere que a ocorrência de tempestades tropicais de grande porte podem ocorrer em períodos espaçados entre 10 anos e 30 anos.
Além disso, o estudo publicado sugere que a frequência de fenômenos climáticos como ciclones e furacões pode ter aumentado desde 1923 devido à elevação da temperatura. As informações foram publicadas nesta segunda-feira (15) na revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA, a "PNAS".

Imagem mostra mapa da Costa Leste dos EUA sendo atingida pelo furacão Katrina, em 2005 (Foto: Nasa/GSFC)

Beijos a todos,

10 abril 2012

De olho no furacão

Olá pessoal,

Na Revista FAPESP saiu uma notícia muito interessante sobre o desenvolvimento de furacões, especialmente na costa do Brasil, que antigamente era conhecida como uma região "livre" destes eventos. Vocês podem acessar a matéria completa clicando aqui.

"A comunidade científica costuma categorizar os ciclones do Atlântico Sul da mesma maneira: como ciclones extratropicais. Porém, ao estudar três ciclones formados próximos à costa brasileira, os pesquisadores Rosmeri Porfírio da Rocha e João Rafael Dias Pinto, do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP), concluíram que o desenvolvimento de um deles foi diferente do esperado para um ciclone extratropical da região. O estudo procura explicar a formação, a evolução e a dissipação de ciclones próximos à costa do Brasil para, no futuro, os meteorologistas terem à mão dados mais precisos sobre o desenvolvimento desses sistemas. Afinal, ignorar essas informações pode levar a previsões meteorológicas equivocadas ou surpreender os especialistas, como ocorreu com o furacão Catarina.

Flechas indicam a direção do vento e, conforme o tamanho delas, a velocidade. Quanto maior, mais veloz

Para amenizar essa falta de informações sobre as ciclogêneses na costa brasileira, os pesquisadores do IAG decidiram estudar o comportamento de três ciclones que se desenvolveram em diferentes regiões onde o fenômeno é mais comum.  Qualquer ciclone pode nascer extratropical, subtropical ou tropical e mudar de categoria, ou seja, fazer uma transição. Os ciclones extratropicais possuem frente fria e frente quente associadas e se formam em latitudes médias entre 30° e 60º (no hemisfério Sul, próximo à Região Sul do Brasil até o sul da Argentina) graças à diferença de temperatura do equador comparada ao frio dos polos. Os subtropicais podem ou não ter frentes e, geralmente, se formam entre as latitudes de 15° até 40° (que correspondem à área entre o Sudeste e o Sul do país). Os furacões não têm frente fria nem frente quente e se formam principalmente devido à energia obtida por meio da evaporação de águas oceânicas mais quentes.

O Catarina, que atingiu a costa brasileira em 2004 (Fonte: Wikipedia)

Os pesquisadores ressaltam: “Não queremos fazer previsão do tempo, mas explicar a formação dos ciclones que atingem a costa brasileira. Entender a evolução dos ciclones dessas regiões do Atlântico Sul fornece subsídio para conhecermos o ciclo de vida deles e apontar possíveis furacões”.

Um abraço a todos,