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29 maio 2012

O ciclo solar

Olá pessoal,

Em uma das "Imagens da Semana" destacamos as explosões solares. Para cumprir a nossa promessa, vamos falar um pouco mais sobre o Sol, o porque destas explosões e as consequencias para a Terra. Já vou adiantando: fique tranquilo...o mundo não vai acabar no fim de 2012 por causa de uma explosão solar...isso vai demorar um pouco mais...rs.

Como todos sabemos, o Sol é a estrela central do sistema solar (que aliás tem esse nome só por causa dele!), e corresponde à 99,86% da massa presente no sistema. O Sol é composto principalmente de Hidrogênio (74%) e Hélio (24%). Os outros 2% são compostos por elementos traços, como ferro, niquel, oxigênio, cromo, neón, magnésio, enxofre, silício e cálcio. O Sol, portanto, é feito de gás e não possui uma superfície sólida, como a Terra.

A distância do Sol para a Terra é de 150 milhões de quilômetros (ou uma unidade astronômica - 1UA), mas não é fixa, porque a órbita da Terra não é um círculo perfeito, mas sim uma elipse. Portanto, existe uma época do ano em que o Sol está mais próximo da Terra (periélio) ou mais longe (afélio).  

A órbita elíptica da Terra tem como consequencia o afélio e periélio. Se a órbita fosse circular, e, todos os pontos a Terra estaria na mesma distância do Sol.

A energia irradiada pelo Sol é produzida por fusão nuclear no núcleo. Sim, isso mesmo...o sol é uma gigantesca usina nuclear, onde átomos se chocam em alta temperatura e velocidade, desprendendo energia. Devido à mudanças no campo magnético solar, as errupções acontecem. A energia armazenada no campo magnético é liberada, gerando um forte pulso de radiação. Esta radiação atinge o campo magnético da Terra, alterando sua intensidade e direção. Isso interfere em satélites, instrumentos de navegação, e em casos extremos, pode também interferir no clima. O ciclo solar é medido em períodos de 11 anos, e 2012 é uma ano onde o sol atinge o pico de atividade. Após 2012, o pico será atingido novamente em 2023, e assim segue, de 11 em 11 anos. Por isso, se sua internet cair muito esse ano, a culpa é do Sol! Mas temos uma ressalva positiva: devido às radiações as auroras boreais se tornam mais comuns e mais intensas.

Mas essa energia não é infinita...ela depende da quantidade de átomos de Hidrogênio e Hélio, que são os combustíveis principais. Assim como qualquer estrela, quando o "combustível" acabar o Sol vai parar de produzir energia. De acordo com as pesquisas realizadas, estamos chegando na metade do ciclo de vida do Sol. Com o passar do tempo o diâmetro do sol irá aumetar, até chegar a um máximo, gerando assim uma Gigante Vermelha. Após esta fase, toda a energia é liberada, e o sol se torna uma Anã Branca. Ainda temos aproximadamente 5 bilhões de anos para isso acontecer, por isso, fique tranquilo...até lá você já estará aposentado. rs.

Fonte: Wikipedia

Quando atingir a Gigante Vermelha, a Terra estará condenada, pois o raio do Sol será maior que a órbita do nosso Planeta. Se a Terra não fritar, no mínimo toda a água vai evaporar, a atmosfera vai escapar para o espaço...ou seja, fim da linha (pelo menos pra nós...). Enquanto isso, vamos postando mais aqui no blog!

Um abraço a todos,

12 abril 2012

Para ler, ver e ouvir #3

Olá pessoal,

"E se eu pulasse por um buraco que atravessasse a Terra no meio?"

Lembrei desta pergunta e por consequência de um grande livro (que virou filme!). Estamos falando de "Viagem ao centro da Terra", de Júlio Verne, escrito em 1864. Foi o mesmo cara que escreveu "Da Terra à Lua", "2000 léguas submarinas" e "Volta aos mundo em 80 dias" (precisa falar mais alguma coisa?? rs). E foram duas filmagens, uma em 1959 e outra em 2008! Seus livros são, na verdade, verdadeiros relatos de expedições científicas fantásticas às terras desconhecidas, e ao centro da Terra.



Neste livro, Júlio Verne teve como inspiração uma antiga teoria científica, que dizia que a Terra é oca. No livro, a entrada num fantástico mundo subterrâneo foi por um vulcão extinto da Islândia e a volta ao nosso mundo exterior foi pela erupção de um outro vulcão, na ilha de Stromboli, norte da Sicília.

Nas antigas crenças, mundos ocultos sob a superfície da Terra sempre tiveram destaque. Budistas da Ásia Central acreditavam num Reino de Agartha, um labirinto subterrâneo que abrigava populações de continentes extintos.Os gregos também especularam sobre as profundezas da Terra. Aí tivemos o mito de Orfeu e Eurídice, dos mortos no reino de Hades, das crenças de Homero sobre um mundo subterrâneo, entre muitas outras lendas.

Agharta, a Terra oca, segundo os Budistas

As primeiras formulações científicas sobre o tema datam do século XVIII, pelo astrônomo britânico Admond Halley, que propunha um planeta formado por camadas concêntricas e espaçadas entre si. Visando explicar certos fenômenos estranhos no campo magnético terrestre, Halley considerou que a Terra tivesse uma casca externa e um núcleo interno separado, cada um com seu próprio campo magnético. Adaptando essa teoria às crenças religiosas, Halley imaginou a existência de seres vivos nesses planetas interiores, sendo que a luz para esses seres provinha da atmosfera interior que era luminosa, sendo que a Aurora Boreal era consequência do escoamento dessa luminosidade pela fina camada polar. Hoje sabemos como o campo magnético e as auroras boreais funcionam...se quiser revisar é só clicar aqui. E também sabemos sobre o interior da Terra, se tiver dúvidas clique aqui.

Apesar de não ter acertado na questão da Terra ser oca, Verne acertou (foi pouco, mas acertou!) sobre a presença de vida subterrânea. É claro que o solo permite a presença de vida, mas apenas algumas camadas abaixo de nós, onde o material orgânico é reciclado. Porém, cientistas americanos descobriram em 2008 na África do Sul um microorganismo que vive inteiramente isolado, sem oxigênio e na escuridão total das profundezas da Terra. A bactéria foi batizada de Candidatus desulforudis audaxviator, em referência a uma citação (viajante audaz) em latim contida no livro de Verne.

O viajante audaz: Candidatus desulforudis audaxviator. Créditos: Greg Wanger, J. Craig Venter Institute, and Gordon Southam, University of Western Ontario.

Voltando à pergunta inicial, é impossível (infelizmente...) atravessar a Terra. Só se você for o Super Mário! Mas na Lua você conseguiria! A Lua tem um núcleo frio e não tem oceanos ou água subterrânea para complicar as coisas. Além disso, a Lua não tem atmosfera, portanto o túnel teria um bom vácuo dentro dele, o que elimina o arrasto aerodinâmico. É claro que quanto mais pra dentro da Lua, menor a gravidade e menor seria o seu peso. Conforme você desce dentro do túnel, mais e mais da massa da lua fica acima de você, atraindo você para cima. Quando você descesse até o centro da Lua, ficaria sem peso. A massa da Lua estaria toda ao redor de você e atraindo-o igualmente, portanto se anularia totalmente e você se sentiria sem peso.

Super Mário: Atravessando a Terra por dentro desde 1981

Apesar que seria uma boa passar pelo centro da Terra...se você perfurasse o túnel direito através do centro e pudesse criar um vácuo em seu interior, tudo o que você jogasse dentro do túnel alcançaria o outro lado do planeta em apenas 42 minutos. É um jeito fácil de viajar! rs

Um abraço a todos,

13 março 2012

Um imã gigante...

Olá pessoal,

Como prometido no último post, hoje vamos falar um pouco mais sobre o campo magnético da Terra. Por muitos anos os cientistas se perguntaram porque uma agulha imantada (como uma bússola) se alinha na direção Norte-Sul da Terra. Uma das idéias foi do inglês W. Gilbert, que propôs que a Terra se comportaria como um grande imã, com o polo Norte geográfico também seria um pólo magnético que atrai a extremidade norte da agulha magnética. O mesmo ocorreria com o pólo sul geográfico da Terra e o pólo sul da agulha imantada.



A força de atração é equivalente a distância que o local se encontra do polo, sendo que quanto mais perto o local esteja do polo maior será a força de atração. Se você estiver em um dos pólos, a agulha ficará na posição vertical. O campo magnético não se limita a Terra, formando o que os cientistas chamam de magnetosfera. Ainda hoje não se sabe qual é a origem do campo magnético, sendo esse um assunto promissor a ser estudado. Uma das teorias é a de que existe um campo elétrico formado pela defasagem entre a parte interna líquida e o manto inferior sólido. Esta defasagem é ocasionada pelo movimento de rotação da Terra, também conhecida como Teoria do Dínamo.

Campo magnético terrestre: a magnetosfera (Imagem: Nasa)

O campo magnético não é constante, ou seja, podem ocorrer variações. Magnetômetros detectaram desvios pequenos no campo magnético da Terra causados por artefatos de ferro, fornos para queima de argila e tijolos, alguns tipos de estruturas de pedra, e até mesmo valas e sambaquis. As variações magnéticas através do fundo do oceano já foram mapeadas, e assim foi proposta um novo formato para a Terra. O basalto (rocha vulcânica rica em ferro) contém um forte mineral magnético (magnetita) e pode distorcer a leitura de uma bússola. Como a presença da magnetita dá ao basalto propriedades magnéticas, estas variações forneceram novos meios para o estudo do fundo do oceano. Quando novas rochas formadas resfriam, tais materiais magnéticos gravam o campo magnético da Terra no tempo.

Agora, respondendo a pergunta feita no post passado: o que a aurora boreal tem a ver com o campo magnético?


A aurora aparece tipicamente tanto como um brilho difuso quanto como uma cortina estendida em sentido horizontal. Algumas vezes são formados arcos que podem mudar de forma constantemente. Cada cortina consiste de vários raios paralelos e alinhados na direção das linhas do campo magnético, sugerindo que o fenômeno no nosso planeta está alinhado com o campo magnético terrestre. Da mesma forma a junção de diversos fatores pode levar à formação de linhas aurorais de tonalidades de cor específicas.

Quando você estiver brincando com um imã, lembre do campo magnético da Terra!

Um abraço a todos,

11 março 2012

Imagem da Semana #22

Olá pessoal,

Nesta semana,  uma forte tempestade solar atingiu a Terra.

O fenômeno não tem impacto direto sobre as pessoas nem sobre a natureza, mas pode afetar o funcionamento de satélites, GPS e redes de energia. Além disso, a interferência causada pela radiação solar fez com que algumas companhias desviassem a rota dos voos próximos aos polos.



Aurora registrada na noite desta quinta (8) na
Islândia (Foto: Jónína Óskarsdóttir/via Nasa)

As auroras boreais, que puderam ser vistas em várias regiões na noite de quinta, também são provocadas por essa interação.No começo da semana, o Sol emitiu uma nuvem de partículas e radiação, que interagiu com a Terra, trazendo todas essas consequências. Essa erupção solar foi considerada a mais forte nos últimos cinco anos.

No próximo post vamos falar mais sobre o campo magnético da Terra e porque as auroras boreais acontecem. Aguardem!

Um abraço a todos,