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02 outubro 2013

Uma nova ilha no horizonte!

Olá pessoal,

O post de hoje é uma mistura de imagem da semana com um pouco mais de conteúdo...rs. Na verdade achei que seria mais legal falar um pouquinho mais sobre o assunto do que simplesmente colocar só uma foto. Bom, simbora saber um pouco mais sobre esse nosso planeta:
Há uma semana mais ou menos um terremoto de 7,7 graus na escala Richter (já falamos como funciona a escala aqui!) abalou uma parte do Paquistão e infelizmente devastou uma das regiões mais pobres do país. Mas uma coisa bem interessante aconteceu também: surgiu uma pequena ilha no meio do mar!

Foto: Nasa
A Nasa divulgou as primeiras imagens de satélite dessa ilha que foi criada próximo da costa do Paquistão, local do epicentro do abalo. A nova ilha emergiu das águas do Mar Arábico a, aproximadamente, um quilômetro e meio da orla continental. Trata-se de uma formação rochosa de 20 metros de altura, com 300m de comprimento e 100m de largura, na região conhecida como Baía de Paddi Zirr.

As impressionantes imagens foram capturadas pelo mesmo satélite e na mesma localização onde, há alguns meses, era possível avistar apenas água: 

Foto: Nasa

Batizada de ilha de Zalzala, nome derivado de uma palavra árabe que significa terremoto, a porção de terra emergida das profundezas do mar é, de acordo com especialistas, um monte de lama, areia e rochas que foram elevadas à superfície pelo efeito da pressão de gases. O fenômeno teria sido possível por conta das características únicas da região, que concentra uma alta composição de areia, disposta em camadas que descansam sobre outras camadas de gás metano, dióxido de carbono e outros tipos de gases.

Foto: Reuters

O efeito da pressão exercida pelas ondas sísmicas alterou a composição das camadas de gás, que expulsou fluídos até a superfície, carregando lama e rochas. Diante deste cenário e de acordo com as evidências analisadas, os pesquisadores acreditam que a ilha permanecerá à tona por aproximadamente um ano, para, em seguida, retornar às profundezas do mar.

E quando achamos que o planeta não pode mais nos surpreender, eis que algo assim acontece...

Espero que tenham gostado...

Beijos,

Josi

28 maio 2013

E a terra treme no Brasil...

Olá pessoal,

Esse mês saiu uma reportagem bem legal na Revista Fapesp (pra ver na íntegra clica aqui), sobre uma nova explicação sobre o porque de termos alguns terremotos no Brasil. Sabemos que o Brasil está localizado no centro de uma placa tectônica e é por isso que não temos tantos terremotos no país, como há em alguns países que estão sobre as áreas de encontro de placas, como o Japão por exemplo, que as vezes fica em destaque na mídia pelos terríveis terremotos que assolam o local.
Placas tectônicas

Porém há terremotos no Brasil, mais fracos, mas tem. Em 2010 houve um forte terremoto (magnitude 5) na cidade de Mara Rosa, cidade do norte de Goiás. Nas semanas seguintes alguns pesquisadores foram pra lá investigar as causas desse terremoto e descobriram que bem abaixo de Mara Rosa, a uns três quilômetros de profundidade, há uma extensa rachadura na crosta terrestre, a camada mais rígida e externa do planeta. E, ao longo dessa fratura que se estende por cinco quilômetros, as rochas haviam se deslocado, fazendo a terra tremer. A identificação dessa fratura não foi uma surpresa para os pesquisadores pois Mara Rosa e outros municípios do norte de Goiás e do sul de Tocantins se encontram em uma região geologicamente instável: a zona sísmica Goiás-Tocantins, que concentra 10% dos terremotos do Brasil. Parte dos geólogos atribui a elevada frequência de tremores nessa área – uma das nove zonas sísmicas delimitadas no país, com 700 quilômetros de comprimento por 200 de largura – à proximidade com o Lineamento Transbrasiliano, uma extensa cicatriz na crosta terrestre que cruza o Brasil e, do outro lado do Atlântico, continua na África. Acredita-se que ao longo do lineamento a crosta seja mais frágil por concentrar blocos rochosos trincados que, sob compressão, se movimentariam mais facilmente produzindo terremotos.


Porém um grupo de pesquisadores Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) tem outra teoria sobre esses terremotos no Brasil, a partir do levantamento da espessura da crosta terrestre no país, recém-concluído. Eles fizeram medições com equipamentos específicos e descobriram que em algumas áreas dessa zona sísmica a crosta terrestre é mais fina do que em boa parte do país e encontra-se tensionada pelo peso do manto, a camada geológica inferior à crosta e mais densa do que ela. Medições da intensidade do campo gravitacional nessas áreas de crosta fina indicam que, ali, há um espessamento do manto. Essa combinação faz essas duas camadas de rocha vergarem como um galho prestes a se romper. Nessa situação, a litosfera pode trincar como uma régua de plástico que é curvada quando se tenta unir suas extremidades.

Imagem: Ana Paula Campos

De modo geral, a crosta no Brasil tem espessura semelhante à dos outros continentes – em média de 40 quilômetros, medidos a partir do nível do mar. Há algumas regiões no país, porém, em que a crosta chega a ser mais fina do que 35 quilômetros. A existência de uma delas – uma faixa de quase mil quilômetros que vai do pantanal, em Mato Grosso do Sul, a Goiás e Tocantins – ainda não está bem delineada, porque há poucas informações sísmicas disponíveis sobre a região. Já no Nordeste, onde foi feita a maioria dos experimentos de refração sísmica pela equipe de Reinhardt Fuck, da UnB, a incerteza é menor. Ali se localiza a área mais vasta do território nacional com crosta menos espessa: a província de Borborema, bloco rochoso sobre o qual se assentam quase todos os estados do Nordeste, a região com maior frequência de tremores no país. Em alguns pontos dessa região, a crosta tem menos de 30 quilômetros. Esse afinamento parece ter ocorrido entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás, período em que a América do Sul se separou da África.

Espero que tenham gostado,


Beijos

Josi

28 junho 2012

O mistério do Triângulo...

Olá pessoal,

O que faz de uma área que não existe oficialmente em nenhum tipo de mapa ser tão temida? Uma região que começou a ser notada devido à diversos acidentes de navios, aviões e pessoas que sumiam sem nenhuma explicação racional. Nunca foram encontrados sobreviventes vivos pra contar a história, apenas animais. Uma vez, em uma viagem, havia uma arara que falava (e poderia contar alguma coisa), mas ela também foi vítima.

Estamos falando do famoso Triângulo das Bermudas, situado no Oceano Atlântico, entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Laudardale e Bahamas. Não demorou muito para a mídia descobrir estes incidentes e diversas teorias se formarem, até o Triângulo se tornar um mito. A área virou local de estudo para tentar verificar porque tantos acidentes aconteciam por lá. 

O Triângulo...que não existe em nenhum mapa!

Eis algumas explicações:

Científicas (ou plausíveis...):

O Triângulo está sob efeito da Corrente do Golfo, uma das mais variáveis do planeta, podendo criar situações onde mesmo os navegadores mais experiente podem ter dificuldades. Eventos como trombas d'água (um tipo de tornado no mar) são capazes de destruir navios e aviões que estiverem passando pela região. Furacões são outra opção. Além disso, terremotos submarinos também podem ser uma das explicações, já que a atividade sísmica nesta área é intensa. O fato de navios e aviões não serem encontrados nestas áreas pode ter relação com a topografia, já que grandes fossas oceânicas estão localizadas lá. 

Tromba d'água: isso sim é capaz de derrubar avião, navio, até o disco voador dos extraterrestres.

Além da topografia, outra teoria que surgiu foi a da liberação de metano do fundo dos oceanos. O metano é produzido por bactérias extremófilas (isto é, organismos que vivem em ambientes extremos, como o fundo do oceano) no processo de decomposição de organismos mortos. Este metano pode ficar "preso" no fundo do oceano por camadas de gelo. Como já dissemos, a região tem atividade sísmica constante, e um terremoto pode liberar este gás. Porém, mesmo que fosse formada uma grande bolha de metano no fundo do oceano, até chegar à superfície esta bolha teria se transformado em milhares de pequenas bolhas devido à pressão da água. Dificilmente este fenômeno poderia afundar um navio ou derrubar um avião. Isto só foi simulado experimentalmente em laboratório, nunca sendo visto naturalmente. Se fosse a principal razão, deveria ser um evento comum. Outro fato contra: para que isso possa acontecer, o oceano teria que possuir uma grande quantidade de gelo pra aprisionar o metano. Isso já aconteceu sim na história do planeta, mas na época das grandes glaciações.

Agora as teorias alternativas: 

A primeira é a existência de piratas na região. Não o tipo de pirata do Capitão Jack Sparrow, mas piratas modernos, como traficantes de drogas. Outra teoria envolve alienígenas (sempre eles!). Inclusive o Steven Spielberg (sempre ele também!) utilizou esta teoria em um de seus filmes, o "Contatos Imediatos de Terceiro Grau". Alguns outros acreditam que a cidade perdida de Atlântida se encontra abaixo do Triângulo, e que tudo se deve aos cristais de energia especiais que existiam na cidade. Sem falar em vórtices da quarta dimensão. Vai saber...

Estaria Spielberg certo?

Na verdade o Triângulo das Bermudas é apenas mais uma região no mundo, onde podem acontecer acidentes, como qualquer outra. Erros humanos podem acontecer também, tanto erro dos pilotos quanto erros na hora de contar a história. Inclusive, há denúncias de pessoas que estavam aumentando, distorcendo e omitindo informações. Virou um tipo de "culto dos mistérios", coisa de teoria da conspiração. Como não há evidências contra o Triângulo, você pode passar suas férias tranquilo lá.

Mas se quiser acreditar nos cristais de Atlântida ou no Spielberg, fique à vontade! 

Um abraço a todos,

12 julho 2011

Por que temos terremotos no Nordeste?

Olá pessoal,
Demos uma sumidinha devido a uma viagem de última hora, mas já estamos de volta....O post de hoje é sobre uma matéria que saiu na Revista Pesquisa Fapesp (Edição Impressa 184 - Junho 2011 ). Quem quiser conferir a matéria na íntegra é clicar AQUI.


A frágil crosta do Nordeste
Nordeste brasileiro...
 
"Um estudo geofísico realizado sobre a Província Borborema (nome usado pelos especialistas para se referir ao imenso bloco rochoso que forma boa parte do Nordeste brasileiro) revelou que a crosta terrestre ali é bem mais fina que a média global. A hipótese é que o endurecimento da crosta teria acontecido no período Cretáceo (entre 136 milhões e 65 milhões de anos atrás), quando a África e a América do Sul se separaram pela movimentação dos blocos que formam esses dois continentes. Nesse processo, a crosta teria se esticado naquela região como um queijo derretido que é puxado pelas extremidades. “Normalmente a crosta tem espessura em torno de 40 quilômetros. Nos Himalaias, ela pode chegar a 70 quilômetros”, diz Reinhardt Fuck, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). “Já em partes do Nordeste fica entre 30 e 35 quilômetros, chegando a menos de 30 em alguns pontos. Isso significa que essa crosta foi muito estirada, afinada pelos processos tectônicos.”

Existem alguns outros estudos que ajudam a dar entender uma pocuo mais sobre a história geológica da região da Borborema. Um grupo de pesuisadores da UFRN mostrou que há um "degrau" entre a litosfera mais fina no Nordeste para uma região bem mais espessa que fica no chamado cráton do São Francisco, o bloco rochoso sobre o qual se assenta parte da Bahia e de Minas Gerais. A transição entre essas duas composições da crosta é marcada por uma divisão clara e visível na geologia local: uma linha de vulcões extintos que vai de Macau, no Rio Grande do Norte, a Queimadas, na Paraíba.

Paulo Afonso, Bahia: crosta com 35 quilômetros de espessura.

Terremotos – Outro ponto de interesse na Província Borborema são as falhas geológicas, causadoras de terremotos. O Brasil se localiza em uma região estável, o meio de uma placa tectônica, sem grandes abalos sísmicos. Há, porém, várias falhas, concentradas no Nordeste. Os tremores são constantes na região, mas raramente ultrapassam 4 pontos da Escala Richter (veja no post Medindo Terremostos o que é a Escala Richter). Em geral causam poucos danos, mas às vezes assustam. Apesar do conhecimento gerado por esses estudos, prever terremotos continua tão difícil quanto sempre foi.

Patos, Paraíba: crosta de 33 quilômetros, mais espessa ao sul.
Os pesquisadores não sabem direito por que alguns lugares por onde passa a falha estão mais sujeitos a tremores do que outros. Mas está claro que há sítios preferenciais para a liberação da energia. Sobral é um deles. Alguns pesquisadores afirmam que aparentemente algumas regiões dessa crosta mais fina estão enfraquecidas, por isso temos tantso terremotos naquela região."

Bom, espero que tenham gostado....

Beijos a todos.

21 março 2011

Ondas Gigantes!

Olá pessoal
Terminando a série sobre o terremoto no Japão, agora vamos falar um pouco sobre Tsunamis (aquilo que os japoneses realmente tem medo!)
Um maremoto (conhecido como Tsunami – do japonês “onda de porto”) pode ter diversas origens, entre elas erupções vulcânicas, deslizamentos de terra e, mais comumente, terremotos oceânicos. O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina, que movimenta a água com grande força. Estes tremores geralmente são gerados quando placas tectônicas convergentes movem-se abruptamente e deslocam a água subjacente. O resultado é a formação de ondas que são propagadas da mesma maneira quando se joga uma pedra em um rio. Veja o vídeo abaixo:
O título do post pode enganar. Na verdade, um tsunami tem pequena amplitude, ou seja, o tamanho da onda não é grande, quando em alto mar. Porém, em águas mais rasas as ondas podem alcançar alturas gigantescas. Já foi registrado a costa dos EUA ondas entre 10 a 18 metros! O que determina o tamanho do tsunami é a declividade da plataforma continental. Quanto maior a declividade, maior a tsunami.

Cientistas oceânicos trabalham atualmente e buscando recursos estruturar um novo sistema de monitoramento dos mares, que possa fornecer alertas à população quando eventos como estes ocorrem. Este monitoramento não serviria apenas para este propósito. Além de tsunamis, poderiam ser monitorados também, por exemplo, o sistema de mudança das monções. Já existem algumas estações para “previsão” de tsunamis. Estas estações consistem em um equipamento que fica no fundo do oceano e detecta a passagem de um tsunami. Imediatamente, essa informação é transmitida para uma bóia na superfície, que re-transmite a mensagem para satélites.


No caso do Japão, a tsunami foi gerada devido ao terremoto de escala 9 (veja o post anterior) que ocorreu. Outra tsunami famosa foi a da Indonésia, em 2004, também resultado de um maremoto, desta vez no oceano Índico, também de escala 9.
Com este post, terminamos nosso “especial Japão”. Claro que ainda temos algumas cartas na manga...rs. Novos posts já estão sendo preparados, temos uma lista de assuntos que ainda queremos tratar. Caso tenha alguma idéia de um tema que a gente possa tratar aqui, mandem comentários, sugestões, críticas, entre outros!
Um abraço a todos

17 março 2011

A Terra tremendo!

Olá pessoal
Como prometido, seguimos na nossa “série especial” sobre o acidente no Japão. No post anterior mostramos como um terremoto é medido, mas faltou falar o que é um terremoto! Esse é o nosso objetivo agora.
Para começar, temos que inserir o conceito das placas tectônicas. Estas placas são porções da litosfera, e atualmente a Terra possui 7 placas principais, além de outras inúmeras subplacas. É como se a litosfera fosse uma casca de ovo, cheia de falhas. Existem dois tipos de placas: as divergentes (se afastam uma em relação às outras) e as convergentes (uma se move na direção da outra). No local onde uma placa se encontra com a outra se registram o maior número de terremotos e erupções vulcânicas.

Um terremoto é uma vibração, produzida pela rápida liberação de energia dentro da crosta terrestre, quando há um deslizamento entre uma placa e outra. Este é o foco do terremoto, que geralmente fica a dezenas de quiilômetros do epicentro, o local na superfície diretamente acima do foco.


Mas qual a causa de um terremoto? A principal teoria é a do “elastic rebound” ( do inglês repercussão elástica). Esta teoria está relacionada à energia elástica gradualmente armazenada dentro das rochas durante o movimento das placas, sendo liberada rapidamente.



O terremoto no Japão teve seu foco 24 km (considerado baixo!), sendo seu epicentro o Oceano Pacífico, a 130 km da península de Ojika. Felizmente, essa é uma área de baixa densidade populacional (coisa rara no Japão).  O Japão está localizado numa área de contato entre placas tectônicas (entre as placas Euro-Asiática, Filipinas e do Pacífico), e se não fosse um país preparado para eventos como este, o desastre seria bem maior. Para se ter uma idéia, este terremoto de magnitude 9,0 (4º maior da história) teve como consequencia 5429 mortos (informação de 17/03/2011), enquanto no Haiti em 2010, um terremoto de magnitude menor  (7,0) vitimou 75 mil pessoas!
Mas, como disse um amigo nosso (que é japonês!): “Japonês não tem medo de terremoto, tem medo de tsunami!.” Por isso, nosso próximo post é sobre tsunamis...aguardem!
Um abraço a todos

11 março 2011

Medindo terremotos!!

Olá pessoal

Devido aos eventos ocorridos no Japão nesta semana, vamos preparar um “especial” sobre terremotos e tsunamis. Pra começar a entender melhor estes processos, vamos discutir primeiramente como os terremotos são medidos.

Os terremotos são mensurados por meio de sismógrafos, instrumentos que registram ondas de terremotos. O registro destas ondas encontra-se no sismograma (Figura 1). O mais antigo sismógrafo foi encontrado na China e data de 132 DC.
Figura 1 - Sismograma

Para se medir a magnitude de um terremoto foi desenvolvida uma escala mundial, a Escala Richter, que surgiu em 1935, idealizada pelo sismólogo americano Charles F. Richter. Esta é uma escala logarítmica onde cada aumento no grau da escala corresponde a um aumento de 32 vezes na energia do terremoto. Por exemplo, um terremoto de magnitude 6 é 32 vezes mais potente que de magnitude 5 e mais de 1000 vezes mais forte que um de magnitude 4!

Escala logarítmica Ritcher

Outra escala, a de momento sísmico, é baseada na quantidade de movimento ao longo da falha que gerou o terremoto. O maior terremoto já registrado até hoje ocorreu no Chile, em 1960. A magnitude descrita foi de 9.5! Na tabela abaixo pode-se observar as diferentes magnitudes dos terremotos, relacionados com sua descrição e estimativas de ocorrências por ano.




No próximo post vamos discutir um pouco mais sobre a formação dos terremotos e tsunamis do ponto de vista da tectônica de placas..aguardem!

Um abraço a todos

25 fevereiro 2011

Tremores no Nordeste!

Olá pessoal,

Como ainda não tivemos nenhuma novidade e nem atividades, trago hoje uma matéria que saiu na revista Pesquisa FAPESP no mês de dezembro (Edição Impressa 178 - Dezembro 2010). Quem quiser ler a matéria na íntegra é só clicar AQUI.

Terra sacudida
"O Nordeste brasileiro é terra de agitos, não só por causa do Carnaval e outras festividades. De acordo com pesquisadores do Rio Grande do Norte e de São Paulo, os terremotos que de vez em quando sacodem a região estão longe de ser novidade: já aconteciam muito antes de existir gente no planeta, e ocorrem até hoje. O geólogo Francisco Hilario Bezerra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) afirma que no Brasil, sobretudo em sua região natal, tem muito terremoto.
“O Nordeste é o lugar do Brasil onde mais acontecem terremotos”, diz Bezerra, “não se sabe bem por quê”. Os resultados do grupo da UFRN deixam claro que terremotos têm sido comuns na região nos últimos 400 mil anos. Além de explicar o relevo nordestino, esse conhecimento pode também ter utilidade prática direta, como orientar a engenharia civil. “Se determinamos que uma zona é caracterizada, há milhares de anos, por terremotos de magnitude 5, por exemplo, é preciso que as construções resistam a esses tremores”, explica o geólogo.
Solo movediço – Estudar falhas não é a única forma de investigar a sismologia de uma região. Mesmo sem ter acesso direto à falha que causa tremores em determinada área, o grupo da UFRN usa também outras alterações no solo para inferir movimentos passados. Um desses fenômenos é a liquefação, que acontece quando uma mistura de água e areia presa no subsolo é submetida a grande pressão, como a gerada por um terremoto. Bezerra ajuda a compreender fazendo uma analogia com a pressão que se cria quando uma garrafa de champanhe é sacudida. “A rolha, que no caso do solo pode ser uma rocha, impede a mistura de se expandir e a pressão aumenta até que estoura”, explica. No caso do champanhe é festivo, desde que a rolha não atinja alguém; mas quando grãos de quartzo se agitam com um terremoto e são ejetados, junto com a água, depois que a rocha se rompe, o resultado é destruição e, hoje, prédios demolidos.
Mais que paisagem – Uma vantagem de ser geólogo especializado nessa região é poder trabalhar num cenário mais atraente do que pedreiras ou zonas desérticas. As falésias que caracterizam boa parte da costa nordestina são, além de deslumbrantes, uma fonte rica de informações. Naquelas paredes com até 30 metros de altura que se erguem junto ao mar coloridas com tons de vermelho, amarelo, roxo e branco está exposto um histórico sísmico e geológico que remonta a dezenas de milhares de anos. Basta a um especialista olhar para essas falésias para perceber as linhas horizontais que delimitam sedimentos com idades diferentes e reconhecer características que revelam a influência de atividades sísmicas em sua formação.

Falésias no Rio Grande do Norte
Foto: João Alexandrino

Não é possível extrapolar os resultados obtidos no Nordeste para outras regiões do Brasil. “Cada falha tem um comportamento específico”, explica Bezerra. Por isso as falhas paulistas de Taubaté e de Santos, por exemplo, podem ter uma periodicidade e um modo de ação distintos que ainda precisam ser estudados. Para ele, a grande importância desses trabalhos, em conjunto, é mostrar que olhar os fenômenos atuais da natureza não é suficiente para entender o que acontece hoje. “O conhecimento histórico e instrumental não basta, é preciso examinar as camadas do passado distante.”

Texto extraído da Revista Pesquisa Fapesp (Edição Impressa 178 - Dezembro 2010).
Artigo científico:
NOGUEIRA, F. C. et al. Quaternary fault kinematics and chronology in intraplate northeastern Brazil. Journal of Geodynamics. v. 49, n. 2, p. 79-91. mar. 2010.



Bom, pessoal espero que tenham gostado....a matéria inteira é bem legal e vale a pena ler!

Beijos a todos...

01 setembro 2010

Falha geológica desconhecida causou tremor no Haiti

Olá pessoal,

O post de hoje fala de uma matéria que saiu  na SBPC em agosto. Espero que gostem...

"Falha geológica desconhecida causou tremor no Haiti, diz estudo. Segundo pesquisadores, nova falha pode ser parte de configuração maior que aumentaria risco de terremotos.
O terremoto devastador que atingiu o Haiti no começo do ano foi provocado por uma falha geológica anteriormente desconhecida, disseram cientistas da Purdue University, do Estado de Indiana, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, que apresentaram seus resultados em um encontro científico em Foz do Iguaçu (PR), a descoberta pode ser o primeiro sinal de um sistema maior de falhas geológicas na região.
Pesquisadores utilizaram dados obtidos atraves de radar e GPS, e os cálculos mostraram que a única maneira de relacionar os dados coletados ao ocorrido era por meio do mapeamento de uma nova falha, levemente inclinada, a 60 graus na direção norte em relação à Enriquillo (falha a qual foi atribuida inicialmente como a causa do terremoto). Essa falha previamente desconhecida somente foi revelada aos cientistas pelo próprio terremoto.
Pesquisadores explicaram que o fato de que não houve quebras na superfície ao longo da falha de Enriquillo foi a primeira pista de que o terremoto no Haiti foi mais complexo do que se pensava anteriormente.
Em meio à destruição provocada pelo tremor, os cientistas levaram vários meses para juntar dados para tentar explicar o que realmente ocorreu no país.



O terremoto em janeiro matou mais de 200 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de pessoas desabrigadas no país caribenho."

Bom gente, vivendo e aprendendo, cada vez mais....

Bjos a todos