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23 julho 2014

Cratera misteriosa!

Olá pessoal,

Nesta semana saiu uma notícia interessante nos maiores jornais do mundo e que está deixando toda a comunidade científica agitada. Uma enorme cratera que apareceu subitamente na província de Yamal, na Sibéria, está intrigando cientistas do mundo inteiro e as autoridades da Rússia. O buraco tem 80 metros de diâmetro e ainda não se sabe qual sua profundidade. 



Os cientistas já estão trabalhando duro para descobrir como surgiu o misterioso buraco na Sibéria. Enquanto isso, o Siberian Times foi ao local – que eles chamam de “a cratera no fim do mundo” – e capturou imagens interessantes.



As causas para a formação do imenso buraco variam de acordo com os especialistas. Há quem diga que a cratera foi criada após a queda de um meteorito. Outros culpam explosões subterrâneas de gases quentes em contato com camadas de gelo, alegando que a rocha aparece queimada em seu interior.



Bom, uma coisa é certa: ainda vão continuar estudando esse buraco por um bom tempo!




Beijos a todos,




Josi

28 novembro 2013

E se... a espécie humana desaparecesse da Terra?

Olá pessoal,

Essa semana eu vi essa "reportagem" na revista Superinteressante, e realmente achei bastante interessante compartilhar com vocês. 

Simbora saber o que seria da Terra sem nós...

Após 4 a 20 anos... ...Os animais domésticos voltariam ao estado feral.
Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.



Após 20 anos... ...O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo.
Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.




Após 70 anos... ...A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum.
Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.




Após 300 anos... ...A temperatura média global começaria a cair.
O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).



Em até 1 000 anos... ...Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”.
O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.



Após 1 000 anos... ...As construções apodreceriam até sumir.
Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.



Após 5 mil anos... ...A Mata Atlântica engoliria são paulo.
Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.



Após milhões de anos... ...O petróleo abundaria.
O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.





Espero que tenham gostado.

Beijos,

Josi

Fontes: 1 e 7 Marcus Vinícius Vieira, do Depto. de Ecologia da UFRJ; 2, 5 e 8 Gisela Shimizu, do Depto .de Ecologia do Instituto de Biociências da USP; 3 e 4 Maria de Fátima Andrade, do Depto. de Ciências Atmosféricas do Instituto Astronômico e Geofísico da USP; 6 Julio Fruchtengarten e Fabio Pannoni, da Escola Politécnica da USP.

31 julho 2013

Kivalina: uma história...

Olá pessoal,

Você já ouviu falar de uma vila nos Estados Unidos chamada Kivalina? Duvido que tenha ouvido....mas não se preocupe, pois quase ninguém nos Estados Unidos já ouviu falar dela também, pelo menos não até esses dias...
A vila de Kivalina, que fica no Alasca (território dos Estados Unidos) vem sendo notícia na mídia mundial devido a um aspecto nada bacana: ela irá desaparecer em cerca de 10 anos! Como assim?! Bom, vamos entender como isso será....


A vila de Kivalina está localizada em uma pequena faixa de areia na beira do mar de Bering, pequena até demais para aparecer nos mapas dos Estados Unidos. O que talvez não seja tão ruim, porque dentro de uma década Kivalina deverá ficar embaixo d'água. Será lembrada (caso seja!) como o local de onde vieram os primeiros refugiados climáticos dos Estados Unidos. Isso mesmo, a vila será literalmente inundada com o aumento do nível dos oceanos.
Atualmente, 400 pessoas da tribo indígena Inuit vivem em Kivalina. O mar os sustentou por incontáveis gerações (são na maioria pescadores e caçadores), mas nas últimas duas décadas o recuo dramático do gelo do Ártico os deixou vulneráveis à erosão da costa. A camada grossa de gelo não protege mais a costa do poder destrutivo das tempestades do outono e do inverno. A faixa de areia de Kivalina foi dramaticamente reduzida. Engenheiros do exército americano construíram um muro ao longo da praia em 2008 para deter o avanço da água, mas não resolveu muito... Uma tempestade feroz há dois anos forçou os moradores locais a uma evacuação de emergência. Agora, os engenheiros preveem que Kivalina será inabitável até 2025.



A história de Kivalina não é a única. Registros de temperatura mostram que a região do Ártico no Alasca está esquentando duas vezes mais rápido do que o resto dos Estados Unidos. O recuo do gelo, o aumento do nível da água do mar e o aumento da erosão costeira fizeram com que três vilarejos Inuit enfrentem a destruição iminente e outras oito corram sérios riscos.

A líder da assembleia de Kivalina, Colleen Swan, diz que as tribos indígenas do Alasca estão pagando o preço por um problema que não criaram. "Se ainda estivermos aqui em 10 anos, ou esperamos pela enchente e morremos ou saímos e vamos para outro lugar", disse.
Muito triste isso não?! Lamentável pra dizer a verdade.... pois infelizmente essas pessoas terão que deixar suas vidas nesse local para trás se quiserem viver num futuro próximo.
Espero que essa notícia sirva para pensarmos um pouco sobre o que afinal estamos "fazendo" como o nosso planeta...


Beijos a todos,

08 maio 2013

Ártico: o sofrimento continua...

Olá pessoal,

O post de hoje é sobre uma notícia que saiu essa semana na BBC Brasil, sobre os mares árticos que estão ficando cada vez mais ácidos como resultado de emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo um relatório científico do Center for International Climate and Environmental Research em Oslo, na Noruega, o qual vêm monitorando mudanças na composição química das águas em vastas porções dos oceanos da região.
Segundo os especialistas, mesmo que as emissões cessassem agora, levaria milhares de anos para que a composição química do Oceano Ártico fosse revertida para seu estado original, anterior ao início da atividade industrial no planeta. O triste é que muitos animais que vivem por lá podem ser afetados.

Fonte: BBC Brasil
É sabido que o CO2 aquece o planeta, mas muitos desconhecem o fato de que, ao ser absorvido do ar, o gás também torna os mares naturalmente alcalinos em mais ácidos. A absorção é particularmente mais rápida em água fria, nesse caso o Ártico é mais suscetível. As diminuições recentes nas quantidades de gelo presentes nos mares durante o verão vêm expondo mais superfícies do mar ao CO2 existente na atmosfera.
Os pesquisadores dizem que os mares nórdicos estão se acidificando em diferentes profundidades, embora mais rapidamente nas camadas mais superficiais. Em entrevista à BBC, o coordenador do relatório, Richard Bellerby, disse que a equipe mapeou um mosaico de índices diferentes de pH na região. O nível de alteração, ele explicou, foi determinado pela quantidade de água fresca entrando na área. "Mudanças rápidas e contínuas são uma certeza", ele disse. "Já ultrapassamos limites críticos. Mesmo se pararmos as emissões agora, a acidificação vai durar milhares de anos. É um experimento imenso".


Nos mares da Islândia e Barents, a equipe de pesquisadores monitorou diminuições de cerca de 0,02 no pH da água a cada década desde o final dos anos 60. Efeitos químicos associados à acidificação também foram encontrados nas águas de superfície do Estreito de Bering e Bacia do Canadá do Oceano Ártico central. Cientistas calculam que hoje a acidez média das águas superficiais dos oceanos no mundo é cerca de 30% mais alta do que antes da Revolução Industrial. Eles dizem que é muito provável que haja mudanças profundas no ecossistema marinho do Ártico como resultado.


Resta apenas saber o quanto isso pode prejudicar os animais dessa região, e isto só saberemos daqui a alguns bons anos...

Espero que tenham gostado.

Bjos a todos.

Josi



26 abril 2012

Um ciclo vicioso

Olá pessoal,

A erosão do solo é um processo bem conhecido. Já falamos dela aqui. Além disso, no Brasil há o dia Nacional da Conservação do solo, que já foi comemorado aqui no SNE nos anos de 2011 e 2012. Temos até um experimento sobre a erosão hídrica! Se vocês quiser revisar, há um material muito bom do INPE que pode ser encontrado aqui.

 O fato é que a erosão pode contribuir muito com o aquecimento global! Vamos ver como:

Foto: Carlos Eduardo Matos/G1 AM

O solo contém grandes quantidades de carbono na forma de matéria orgânica, que fornece os nutrientes para o crescimento das plantas e melhora a fertilidade da terra e o movimento da água. A faixa mais superficial do solo sozinha armazena cerca de 2,2 trilhões de t de carbono - três vezes mais que o nível atualmente contido na atmosfera (Pnuma, 2012). O carbono é facilmente perdido por meio da erosão, mas o processo de reposição é lento.

Os estoques de carbono no solo são altamente vulneráveis às atividades humanas. Eles diminuem de forma significativa em resposta às mudanças na cobertura do solo e no uso da terra, tais como desmatamento, desenvolvimento urbano e o aumento das culturas, e como resultado de práticas agrícolas e florestais insustentáveis. Tais atividades podem decompor a matéria orgânica. Quando isso ocorre, parte do carbono é convertido em dióxido de carbono - gás do efeito estufa que é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Portanto, a perda de solo por meio da erosão pode estar diretamente ligada ao aquecimento global
À medida que a demanda global por alimentos, água e energia aumente drasticamente, como se prevê, o solo ficará sob uma pressão cada vez maior.

O contrário também é verdade! O aquecimento global pode aumentar a erosão, pela elevação do nível do mar e aumentando a frequencia de fenômenos naturais como vento e chuva. O Nordeste é extremamente sensível à erosão costeira porque os rios que deságuam na região trazem um volume muito pequeno de sedimentos.
 
Erosão marinha (Fonte: Wikipedia)


Portanto, é um ciclo. Um aumenta o outro...temos que cuidar dos dois! Este é (mais um!) motivo para nos preocuparmos com a conservação do solo!

Um abraço a todos,

25 março 2011

Aquecimento Global

Olá pessoal
Um dos principais tópicos de pesquisa hoje no mundo está relacionado ao aquecimento global. Este fenômeno vem sendo discutido durante anos, com mais ênfase desde a ECO-92 no Rio de Janeiro, passando pelo polêmico Tratado de Quioto, ratificado no ano de 2005. Não pretendemos aqui apresentar o conceito de aquecimento global e efeito estufa, já que são assuntos muito bem divulgados. Se necessário, podemos fazer um post a respeito.
Como dica, vocês podem assistir o documentário “Uma verdade inconveniente” (An inconvenient truth), onde o “quase-futuro” presidente norte americano Al Gore apresenta os conceitos. Apesar de ser amplamente divulgado, existem pesquisadores que afirmam que o aquecimento global  é um fenômeno natural. Para ter esta visão, outra dica é o documentário “A grande farsa do aquecimento global” (The great global warming swindle). Assistam com olho crítico, pois cada um tem seus prós e contras. 

Mas, falando de solo...como ele pode influenciar o aquecimento global? Seria uma fonte ou um sumidouro de gases do efeito estufa?

Estaria o solo do "lado negro" da força?
 O solo é, naturalmente, um grande reservatório de carbono. Seja em formas mais disponíveis para o consumo de microorganismos, ou em frações mais estáveis, o solo mantêm um equilíbrio constante de emissões e sequestro de carbono. Este equilíbrio dinâmico é quebrado quando ocorre uma perturbação no sistema, como por exemplo, o desmatamento. O carbono deixa de  ser incorporado ao solo, e os microorganismos iniciam o consumo do carbono "guardado" no solo...nesta situação, o solo se torna um grande emissor de gases para a atmosfera.

Porém, existem algumas situações em que os solos podem agir como um grande captador de carbono. Um exemplo são pastagens bem manejadas. Já foram realizados estudos que provam que a taxa de estoque de carbono em pastagens é igual ou maior que em ambientes nativos, podendo assim aumentar a reserva de carbono no solo e ser até considerado um agente que evita emissão de gases do efeito estufa.
Na verdade, a resposta para a pergunta acima é a clássica resposta do agrônomo: “Depende”. Depende de como o solo é manejado. Além dos exemplos acima, podemos citar a cultura do arroz alagado, que é um grande emissor de metano para a atmosfera, devido ao processo de metanogênese (produção de metano) ocorrido em ambientes alagados, ou ainda o uso de fertilizantes nitrogenados, que se usados de maneira incorreta pode aumentar emissão de óxido nitroso para a atmosfera.
Cultivo do arroz alagado
Estes exemplos mostram como o ser humano pode influenciar e tornar o solo um “vilão” ou “mocinho” quando estamos falando sobre o aquecimento global.  Pra terminar, eu citaria um trecho de um discurso do microbiologista francês René Dubois: “A Terra não pode ser vista nem como um ecossistema a ser preservado inalterado, nem como um canteiro para ser explorado por razões egoístas e econômicas de curto prazo, mas como um jardim a ser cultivado para o desenvolvimento das próprias potencialidades da aventura humana”
Um abraço a todos