Mostrando postagens com marcador Amazônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amazônia. Mostrar todas as postagens

24 março 2013

Imagem da semana #53

Olá pessoal,

A imagem dessa semana é um casal simpático de lagartos, que pertencem a uma nova espécie, descobertos por cientistas em uma região da Amazônia peruana. Eles vivem em uma área quase inexplorada, próxima à bacia do Rio Huallaga.


Dois exemplares, um macho e uma fêmea, da espécie Enyalioides azulae. (Foto: Reprodução/Zookeys) 


07 novembro 2012

Stonehenge tupiniquim!

Olá Pessoal,
O post de hoje é uma sobre uma matéria bem bacana que saiu na edição 186 da Revista Fapesp, quem quiser ver o texto na íntegra clique aqui.

No final do século XIX, o zoólogo suíço Emílio Goeldi fez uma expedição ao rio Cunani (atual norte do Amapá) e encontrou grandes blocos de rocha que pareciam apontar para o céu. Ao longo das seis primeiras décadas do século passado, alguns pesquisadores de renome, também avistaram essas construções humanas com os tais blocos de granito em alguns sítios arqueológicos. Alguns poucos vestígios de cerâmica foi encontrado no local e associado aos megálitos (como são chamadas grandes estruturas de pedra arranjadas ou construídas por mãos humanas) e provou que naquele pedaço quase perdido da Amazônia, apenas uma pequena população de algum povo pré-colombiano deve ter feito sua morada. Estes locais deviam ser usados apenas para fins cerimoniais.

Foto: Arquivo IEPA

Em 2005, um jovem casal de arqueólogos gaúchos, Mariana Petry Cabral e João Darcy de Moura Saldanha, deixou o Sul, se mudou para a capital amapaense e passou a se dedicar ao estudo de alguns 200 sítios pré-históricos do estado, dos quais uns 30 apresentam megálitos. Embora ainda exsita pouca informação sobre a antiga cultura que talhou e ordenou esses blocos de granito, alguns com até 2,5 metros de altura e 4 toneladas, a dupla de pesquisadores produziu uma série de novos dados sobre estas estruturas.
O casal de pesquisadores fizeram algumas análises e estimaram que o local foi habitado há cerca de mil anos. Outros 10 sítios do Amapá, três deles com megálitos, também foram analisados e todos parecem ter sido ocupados entre 700 e mil anos atrás.


Cerâmica aristé e monólito apontando para o sol no dia do solstício (Foto: Maurício de Paiva)  

É relativamente comum que sítios pré-históricos com megálitos exibam evidências de terem sido usados como lugares para observação de algum fenômeno astronômico. Essa é uma das funções que se atribuem comumente ao famoso círculo de pedras de Stonehenge, erigido há 4,5 mil anos no sul da Inglaterra. Seria esse megálito no Amapá um Stonehenge amazônico? As evidências apoiam essa interpretação. Nos últimos anos os arqueólogos realizaram medições  sempre na data de 21 ou 22 de dezembro, que marca o solstício de inverno, e verificaram que um fino monólito parece estar alinhado com a trajetória do sol ao longo desse dia. Ao nascer, o sol está no topo da rocha e, com o passar das horas, vai descendo até morrer na base da rocha. Dois outros blocos de granito, inclusive um com furo feito por mãos humanas, também ocupam posições aparentemente associadas ao movimento do sol  nessa data.
Foto: Mariana Cabral/IEPA

Este local no Amapá e outros sítios com megálitos exibem traços de terem sido usados também como cemitérios, outra característica típica desse tipo de estrutura pré-histórica. Urnas funerárias feitas no estilo cerâmico aristé, marcado por desenhos vermelhos sob um fundo branco ou pontuado por gravuras feitas na argila ainda úmida, foram encontradas nesses locais. Pedaços de vasos decorados, achados junto às urnas, indicam que os mortos podem ter sido enterrados ao lado de oferendas.
Bom, isso pode nos mostrar que por aqui viveram civilações um pouco diferentes dos "índios" aos quais estamos habituados ver...
Espero que tenham gostado!

Beijos a todos,

03 setembro 2012

Imagem da Semana #43

Olá Pessoal,

A imagem dessa semana é bem conhecida, porém com uma ótima notícia junto: o desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo o Inpe.
É uma boa notícia, mas ainda não a que sonhamos ver: não há mais desmatamentos na Amazônia! Mas quem sabe um dia...


Um abraço a todos,

16 outubro 2011

Imagem da semana #3

Olá pessoal,

A imagem desta semana foi feita por astronautas que estão na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e mostra grandes focos de incêndio nas margens do Rio Xingu, no trecho da Amazônia localizado no estado de Mato Grosso.



01 setembro 2011

Geoglifos no Brasil!

Olá pessoal,

Alguém sabe dizer o que é um geoglifo?

Segundo o dicionário: "Figura de grandes dimensões, cuja percepção só é possível a partir do ar ou de um plano muito superior, feita geralmente com rochas de cor diferente ou com desbaste de vegetação ou de material geológico."

Na revista FAPESP do mês de agosto deste ano saiu uma reportagem muito interessante sobre os tais geoglifos. Quem quiser da uma olhada na íntegra da matéria clique aqui.

Geoglifo em Nazca, no Peru.
 "Houve uma época em que os deuses parecem ter sido geométricos num canto da Amazônia, o leste do Acre, perto da divisa com a Bolívia. E essa época provavelmente começou bem antes do que se pensava. Doze datações por radiocarbono feitas em diferentes setores de três sítios arqueológicos dessa região sinalizam que a construção dos chamados geoglifos teve início há no mínimo 2 mil anos.


Os geoglifos são feitos a partir de restos de carvão queimado encontrados numa camada geológica rica em pedaços de cerâmica. A presença deles é um indicativo de que houve ali alguma presença humana. A nova série de datações também sugere que os desconhecidos autores dos geoglifos podem ter desaparecido antes da chegada dos europeus nas Américas.


Desde os anos 1970, quando partes do Acre começaram a ser desmatadas por atividades agropecuárias e foram avistados os primeiros geoglifos em pontos até então cobertos pela floresta, os pesquisadores se indagam por que os antigos habitantes da região esculpiram círculos e quadrados em baixo-relevo no solo. A hipótese inicial de que as construções poderiam ter tido funções defensivas, semelhantes à de um forte, parece fazer cada vez menos sentido. Escavações recentes feitas em quase uma dezena de sítios do Acre associados à ocorrência dos desenhos sinalizam que esses lugares não foram usados como moradia por povos antigos. Como uma espécie de praça tribal, a área interna dos geoglifos deve ter sido utilizada para cerimônias. Em média, a área interna de um geoglifo varia de 1 a 3 hectares. As figuras menores apresentam geralmente linhas arredondadas, enquanto as maiores podem ser tanto círculos como quadrados.
 


A tecnologia aeroespacial tem sido uma aliada dos arqueólogos na tarefa de localizar e estudar os sítios amazônicos com geoglifos. Estar um pouco longe e acima dos desenhos (dentro de um avião olhando pelas  lentes de um satélite) facilita o trabalho de procura das grandes figuras geométricas em meio a áreas desmatadas (se a área não estiver coberta por floresta!).


Não há evidências concretas sobre quem foram os construtores dos geoglifos nem quanto tempo foi consumido nessa tarefa. A construção de valetas e muretas para cercar casas e aldeias já ocorria, por exemplo, na Europa há aproximadamente 10 mil anos, nos primórdios da agricultura. Mas na Amazônia esse tipo de construção é bem mais rara."

E vocês? Já viram um geoglifo quando estava andando de avião?

Um abraço a todos,

12 agosto 2011

Terra Preta de Índio!

Olá pessoal,

Hoje trago um assunto bem bacana e bem diferente...espero que gostem!

"As áreas com Terra Preta são encontradas sobre os mais diversos tipos de solos e normalmente se localizam em terra firme, próximas às margens de rios e em locais bem drenados. Ela pode ser identificada por sua cor escura, resultado da concentração de substâncias orgânicas depositadas no solo que apresentam altos teores de cálcio, carbono, magnésio, manganês, fósforo e zinco, elementos que tornam essa terra fértil.
As áreas de terra preta medem em geral cerca de 2 a 3 hectares, mas há exceções, como no caso da Estação Científica Ferreira Penna, no coração da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA), onde se pode encontrar terras pretas numa extensão com mais de 100 ha. A camada de Terra Preta sobre o solo possui em média 40 a 60 cm, mas pode atingir até 2 m de profundidade dependendo do lugar. Apesar da grande quantidade de sítios arqueológicos já conhecidos, não se tem um mapeamento de todas as ocorrências de Terra Preta na Amazônia. A estimativa é que ocorram centenas de sítios espalhados pela região.




Sítio arqueológico com Terra Preta na região amazônica.
  
Os arqueólogos costumam debater qual o real significado das manchas de terra preta encontradas em sítios pré-históricos da Amazônia Central, para alguns elas são um indicativo de que grupos indígenas pré-colombianos viveram por centenas ou até uns poucos milhares de anos em sociedades complexas e estruturadas, baseadas na agricultura sedentária e no manejo do ambiente, em meio à floresta. Para outros, a existência desse tipo de terreno mais escuro, frequentemente recheado de fragmentos de peças de cerâmica, não é uma prova cabal de que houve ali um processo de ocupação humana antiga e prolongada antes do desembarque do conquistador europeu.


Comparação entre solo comum da região e Terra Preta ao lado.


"Bom pessoal pra quem quiser saber mais a respeito da Terra Preta é só ler a matéria na íntegra que saiu da Revista Fapesp (Edição Impressa 183 - Maio de 2011 )....


Beijos a todos....

12 setembro 2010

Vulcões na Amazônia!

Olá pessoal,

Como ainda não tivemos nenhuma novidade e nem atividade além da seleção dos novos voluntários, trago hoje uma matéria que saiu na revista Pesquisa FAPESP no mês passado (Edição Impressa 174 - Agosto 2010). Quem quiser ler a matéria na íntegra é só clicar AQUI.

Há 2 bilhões de anos, vulcões reinavam onde agora é a Amazônia!

"Uma sucessão de dezenas de vulcões espirram grandes quantidades de cinzas e de projéteis de rocha derretida que riscam o ar incandescentes. Rios de lava jorram crateras afora e descem pelas encostas, se espalhando e moldando uma nova paisagem. É isso que o geólogo Caetano Juliani, do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP), vê quando navega pelos rios Tapajós e Xingu ou sobe os morros em meio à Floresta Amazônica, no Pará. Mas não há motivo para preocupação: a maioria das pessoas não presencia ali mais do que a densa floresta ou as áreas desmatadas onde o gado pasta inconsciente, não corre riscos maiores do que as doenças transmitidas por hordas de mosquitos e o calor que sente, por mais que pareça sufocante, não chega perto daquele produzido por vulcões.
O cenário enxergado pelo geólogo existiu há quase 2 bilhões de anos e apenas suas cicatrizes permanecem até hoje para quem sabe enxergá-las. “Aquilo era o inferno na Terra”, brinca Juliani. É dessa época o vulcão mais antigo de que se tem notícia, hoje um monte arredondado com cerca de 200 metros de altura (ver Pesquisa FAPESP nº 81). Nos últimos anos, porém, o grupo da USP encontrou mais vestígios de dezenas de vulcões – descaracterizados pela erosão, mas com uma assinatura inconfundível nas rochas. “Meus colegas nos Estados Unidos não acreditam que essas rochas se tenham preservado”, comemora o pesquisador. Testemunhos dos acontecimentos vulcânicos dessa época, conhecidos como evento Uatumã, são muito raros no mundo.


Amazônia vista do espaço!
Foto: Soichi Noguchi

Essa raridade confere grande importância aos achados na parte sul do cráton amazônico, uma das mais antigas da superfície terrestre. É uma região de cerca de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 15% da área do Brasil, que o grupo de Juliani tem se empenhado em caracterizar nas excursões anuais de cerca de 40 dias em que percorrem rios e trilhas recolhendo amostras de rochas, identificando formações e documentando o passado em seus cadernos. E esse cenário desvendado não se restringe àquela região. “Os grandes ciclos vulcânicos costumam ser planetários”, explica Juliani. Para ele, o que está registrado na Amazônia conta a história de boa parte da Terra naquele período."

Texto extraído da Revista Pesquisa Fapesp (Edição Impressa 174 - Agosto 2010).
Artigo científico:

JULIANI, C. & FERNANDES, C. M. D. Well-preserved late paleoproterozoic volcanic centers in the São Félix do Xingu region, Amazonian Craton, Brazil. Journal of Volcanology and Geothermal Research. v. 191, n. 3-4, p. 167-79. abr. 2010.


Bom, pessoal espero que tenham gostado....a matéria inteira é bem legal e vale a pena ler todinha!
 
Beijos a todos...