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20 setembro 2012

Eras Geológicas

Olá pessoal,

Hoje vamos apresentar a classificação das eras geológicas e depois algumas curiosidades sobre os nomes das divisões e eras.

Originalmente, a história geológica dividia-se em quatro períodos de tempo: Primário, Secundário, Terciário e Quaternário. O sistema era arrumadinho demais para continuar, e os geólogos começaram a criar divisões e eliminar períodos. O Primário e o Secundário caíram em desuso, enquanto o Quaternário foi descartado por alguns, mas mantidos por outros. Dos quatro originais resta apenas o Terciário, mas ele não representa um terceiro período. Foram adicionadas épocas para cobrir o período desde a era dos dinossauros, entre elas o Plistoceno ("a mais recente"), Plioceno ("mais recente"), Mioceno ("moderadamente recente") e o vago Oligoceno ("quase nada recente").

Atualmente o tempo geológico divide-se em quatro grandes blocos: Pré-Cambriano, Paleozóico (do grego, "vida antiga"), Mesozóico ("vida média") e Cenozóico ("vida recente"). Estas eras são divididas em períodos, alguns bem conhecidos, como Cretáceo, Jurássico, Triássico, Siluriano, etc. Depois vem as épocas (Plistoceno, Mioceno, etc), que se aplicam aos 65 milhões de anos mais recentes. Finalmente chegamos aos estágios ou idades, mas vocês só ouvirá falar deles se seguir carreira na Geologia.



Categorizar as Eras e Períodos sempre foi um assunto confuso, com discordâncias acirradas sobre onde situar as linhas divisórias. A mais famosa é a Grande Controversa Devoniana. A questão emergiu quando o reverendo Adam Sedgwick reinvidicou para o Período Cambriano uma camada de rocha que Roderick Murchison acreditava pertencer ao Siluriano. A confusão foi grande, gerou um livro (A Grande Controversa Devoniana) e muita baixaria entre os dois protagonistas. A briga acabou em 1879 com um recurso simples, criar o Ordoviciano, que ficaria entre os dois Períodos discutidos. 



Como os britânicos eram os mais ativos nos primeiros anos, predominam nomes britânicos na Geologia. Devoniano deriva do município inglês de Devon. Cambriano vem do antigo nome romano do País de Gales (Cambria), enquanto Ordoviciano e Siluriano lembram antigas tribos celtas, os ordovices e os silures. Outros nomes derivam de outros locais, como Jurássico, que refere-se aos montes Jura, entre a França e a Suíça, enquanto Permiano lembra a antiga província Russa de Perm, nos Montes Urais.

Lembrou de toda a classificação Geológica? A gente se vê na próxima

Um abraço a todos,

Referências: "Breve História de Quase Tudo".

20 março 2012

Teoria da Evolução

Olá pessoal,

Um dos assuntos mais polêmicos na ciência é a teoria da evolução de Darwin. O ilustrador Carlos Ruas é o criador das tirinhas do site "Um sábado qualquer", onde utiliza muitas piadas e curiosidades para criar situações cômicas com seus personagens.



Tendo em vista que muitos não conheciam tão bem a teoria da evolução, ele resolveu explicar, de uma forma bem simples e prática. Ele levou a sério a expressão: "Entendeu? Ou quer que eu desenhe?". Confiram no vídeo


Um abraço a todos,

24 fevereiro 2012

Para ver, ler e ouvir #2

Olá pessoal,

Hoje vamos falar sobre mais um filme bastante conhecido.

O filme em questão se chama "O dia depois de amanhã" (2004), e é mais um recomendado pelo SNE! Acho que podemos classificar este filme como ficção "quase-científica". Eu explico...apesar de não ser baseado em fatos reais, existe sim um forte embasamento científico no filme.  Atenção: se você não viu o filme ainda, veja e depois leia o post...a gente conta o final aqui. rs.



Vamos explicar o principal fato exposto lá.  Vejam o trailer:


Um resumo: O aquecimento global gerou um grande derretimento na calota polar, deixando o oceano dessalinizado e mais frio. Como consequência, a corrente do Atlântico-Norte "parou". Em todo o mundo, o clima violento provocou destruições em massa. O filme termina com os astronautas, olhando para a Terra a partir da Estação Espacial, mostrando a maior parte do hemisfério norte, coberto de gelo e neve, e uma redução significativa da poluição.

Correntes marítimas são o fluxo das águas dos oceanos, ordenadas ou não, decorrentes da inércia da rotação do planeta Terra, dos ventos e da diferença de densidade. A Corrente do Atlântico Norte é uma corrente marítima potente, rápida e quente do Oceano Atlântico que tem origem no Golfo do México, e fim na costa leste dos Estados Unidos. A corrente se extende até a Europa, tornando os países do oeste europeu um pouco mais quentes do que seriam sem a presença dela.

Correntes Marítimas da Terra, em vermelho as quentes, e em azul as frias


Uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos pela NASA e pela Universidade de Colúmbia de Nova York comprova que mudanças nas correntes marítimas no Atlântico Norte já provocaram no passado profundas alterações no clima com diversos impactos na temperatura e no regime de chuva em diversas regiões do planeta. Ou seja, o "dia depois de amanhã" já aconteceu! (em uma escala menor, no passado).

Circulação da corrente do Golfo (em vermelho)
Os cientistas acreditam que o ingresso de uma  enorme quantidade de água fresca no Atlântico pode determinar uma profunda alteração no padrão das correntes oceânicas que distribuem o calor ao redor do planeta, mas não esperam que ela cause uma interrupção completa, como no filme. Pelo menos, não tão rapidamente. No filme, todo o processo ocorre em questão de semanas, enquanto na "vida real" é esperado que este processo ocorra em décadas ou séculos.

Apesar de ser um pouco catastrófico, o filme explicou ( e ainda explica) de uma forma bem simples a mudança climática.  Por isso a gente gosta tanto dele! rs.

Aguardem ao próximo filme, ou livro, ou (quem sabe) até música! Alguém tem alguma sugestão? rs.

Um abraço a todos,

17 setembro 2011

Curiosidades #2

Olá pessoal,

Recentemente um garoto americano de 13 anos, observando a disposição das folhas nos galhos das árvores, teve uma idéia que revolucionou a captação da energia solar.
 
 Adam Dwyer notou que as folhas e os galhos das árvores obedeciam uma sequencia. O que Adam não sabia (e descobriu depois) é que esta é a famosa Fibonacci. Famosa porque já existem diversos casos na natureza que obedecem esta sequencia, como copas das árvores ou até mesmo o número de pétalas de flores! 

  Pra quem não lembra, a sequencia Fibonacci é iniciada pelo número zero (0), e a cada número subsequente faz-se a soma dos dois anteriores, ficando mais ou menos assim: 0-1-1-2-3-5-8-13-21...e por aí vai!


 O jovem estudante fez então um teste. Criou uma árvore de PVC onde as folhas e os galhos respeitam esta sequencia. O resultado: um aumento de 20% a 50% na eficiência da captação de energia solar! Os testes realizados mostram que a "árvore solar" é mais eficiente einclusive nas épocas em que há baixa incidência da luz do sol, como no inverno. Outra vantagem é que ela ocupa menos espaço em relação ao painel normal.

Além de ganhar o prêmio "Jovem Naturalista do Ano", Adam ganhou a patente provisória da "árvore solar", além de várias ofertas para comercializar a nova invenção.

Na Estação do SNE, o sistema de resfriamento é movido à energia solar, captada por um painel fotovoltaico "normal". Quem sabe a gente não instala uma árvore dessa? É o homem imitando a natureza!

Um abraço a todos,

07 abril 2011

Curiosidades!

Olá pessoal

Aqui vão algumas curiosidades sobre o solo:

Todos os solos podem ser cultivados?
Nem toda a superfície do globo pode ser usada para fins agrícolas. Muitos solos não são propícios para o cultivo, principalmente em regiões frias como o Ártico, a Antártida e as montanhas. Outras terras são muito desérticas, altas demais ou pobres em nutrientes. As áreas não aptas representam mais de 60% do continente terrestre.

Cerrado
Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o ecossistema brasileiro que mais alterações sofreu com a ocupação humana.  A Mata Atlântica e o Cerrado são dois dos 25 "hotspots" do mundo, quer dizer, áreas mais ricas em biodiversidade e ao mesmo tempo mais ameaçadas no Planeta.

Desertificação
 Cerca de 180 mil Km2 de terras brasileiras – a maior parte delas na região Nordeste – estão em processo de desertificação só visto no continente africano. 

Transformação
Como entender as transformações de florestas antigas em desertos? Uma possível explicação são as variações no clima do globo terrestre ocorridas ao longo dos séculos. Essas mudanças foram determinadas por causas naturais. Algumas regiões provavelmente ficaram com o clima mais seco (árido ou semi-árido). Com as secas prolongadas, os solos também ficaram mais secos, rasos e impermeáveis. A vegetação foi se tornando esparsa. Só sobreviveu quem conseguiu se adaptar ao novo clima. E assim surgiu um novo ecossistema.

Saara

Localiza-se no norte da África. Em árabe, o nome Saara significa "planície dura, campo de areia". Uma vasta planície de areia e extensos campos de dunas. Essa é a monótona paisagem do maior deserto do planeta. Mas o que não aparece, o Saara se esconde debaixo de um solo rico em minério de ferro, gás natural e petróleo.

 Solo Lunar
O solo lunar é mais rico do que pensam os geólogos, pois contém uma variedade de elementos químicos úteis como a prata, o hidrogénio e o mercúrio, revelam as mais recentes conclusões de um projeto da NASA.

Diversidade
Na Terra pode-se encontrar organismos vivos inclusive a 3,2 km de profundidade sob o solo.



Cultura Inútil:

Solo como alerta e camuflagem
As avestruzes não enfiam a cabeça no solo...se fizessem isso, morreriam sufocadas. Suas pernas são suficientemente grandes para essas aves se defenderem de quem as ataca - ou para fugirem correndo. Elas, na verdade, encostam o ouvido no chão para perceber a vibração do solo e a aproximação de eventuais predadores. Nessa posição, o animal também consegue se misturar com a vegetação e afastar qualquer perigo de ataque.

O solo enganando...
As miragens ocorrem quando a luz atravessa duas camadas de ar com temperatura diferentes. O sol aquece a camada superficial do solo que aquece a atmosfera imediatamente acima do solo. Os raios de luz sofrem deflexão pelo ar quente e refletem o céu. Para o observador as massas de ar atuam como espelho.

Um abraço!!