Esta imagem do solo marciano foi feita por uma sonda da Nasa que fica na órbita do planeta. Ela tem cerca de um quilômetro de uma ponta à outra e mostra a região da cratera Noachis Terra, no sul de Marte. As dunas e as ondulações de areia foram formadas pelo vento, e mudam de acordo com a direção e a força deste. A análise da erosão e dos depósitos servem para que os cientistas estudem a história geológica do local.
Nesta semana foi realizada um descoberta arqueológica muito importante para o Brasil. O fóssil do crânio do Pampaphoneus Biccai, uma nova espécie encontrada em São Gabriel, na região sudoeste do Rio Grande do Sul, foi oficialmente por uma equipe internacional de paleontólogos no Museu de Paleontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A peça foi descoberta em 2008, durante escavações feitas na região. Desde então, passou por trabalhos de limpeza e restauração.
Foto: Cadinho Andrade/Divulgação UFRGS
Os paleontólogos ressaltaram a importância da descoberta, destacando o fato de ser o primeiro carnívoro do período a ser achado na América do Sul, além de apresentar uma semelhança com dinocefálios carnívoros encontrados na Rússia e na África do Sul.
Recentemente muitos supermercados declararam que darão fim às sacolinhas plásticas. Muitas pessoas reclamaram que poderiam ser fabricadas sacolas biodegradáveis, que seriam mais ecológicas, sendo decompostas pelos microorganismos do solo.
Porém, uma pesquisa concluída recentemente por um pesquisador brasileiro mostra que não é bem assim. A matéria completa para ser lida está na revista FAPESP e você pode acessar aqui.
O engenheiro de materiais Guilhermino José Macêdo Fechine, professor da
Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, realizou uma bateria de
testes com um tipo de plástico oxibiodegradável vendido no mercado nacional e
constatou que, apesar de ele se fragmentar e virar pó, não é consumido por
fungos, bactérias, protozoários e outros microorganismos – condição necessária
para ser considerado biodegradável e desaparecer do solo ou da água.
“Meu estudo comprovou que não são biodegradáveis”, afirma Fechine, que acaba de
retornar da Bélgica, onde participou de um congresso internacional sobre
modificação e degradação de polímeros, o Modest 2008 na sigla em inglês.
“Segundo meu estudo, a única diferença dos polímeros oxibiodegradáveis é que o
tempo de fragmentação é muito mais rápido do que o dos polímeros convencionais”,
afirma Fechine. “As empresas que comercializam esse tipo de aditivo pró-oxidante
deveriam alertar que apenas sua presença não tornará o plástico biodegradável.
Para que isso ocorra, o polímero precisaria passar por uma forte degradação
prévia, causada por radiação ultravioleta ou temperatura, por exemplo, e ser
descartado em solo apropriado, com pH, umidade, temperatura e presença de
microorganismos que permitissem a ocorrência da biodegradação.
Um artigo com os resultados dos ensaios já foi aceito para publicação pela
revista Polymer Engineeringand Science, uma das mais
conceituadas na área de polímeros. Intitulado Effect of UV radiation and
pro-oxidant biodegradability, o artigo foi escrito em parceria com os
pesquisadores Nicole Demarquette, da Poli-USP, Derval dos Santos Rosa e Marina
Rezende, da Universidade São Francisco, em Itatiba, no interior paulista,
responsáveis pelos ensaios de biodegradação em solo.
Descobertas arqueológicas são, na maioria das vezes, provenientes de escavações no solo. Pois bem, arqueólogos israelenses encontraram um selo para identificar pães kosher usado para judeus há 1,5 mil anos.
Foto:Autoridade de Antiguidades de Israel
O selo é feito de cerâmica e possui a imagem de Menorá, o candelabro de sete velas que simboliza o judaísmo. Essa marca indica que os pães marcados pela peça eram destinados aos judeus que moravam ali. Segundo os escavadores, esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma área de escavações formais. Isso torna possível determinar a origem e a idade do objeto.
Pra começar com as novidades em 2012, vamos apresentar pra vocês a sessão "Para ver, ler e ouvir". Aqui vamos dar sugestões de filmes, livros e músicas que tem a ver com o solo, e como é possível fazer associações destas obras de arte com a realidade.
Pois bem, vamos começar com um clássico! O filme que recomendamos é "O inferno de Dante".
Este filme foi lançado em 1997 e se passa em uma pequena cidade dos EUA chamada Dante, onde existe um vulcão que possui o mesmo nome da cidade. Um vulcanologista (perito em fenômenos vulcânicos), e a prefeita de Dante tentam convencer o
conselho dos cidadãos e outros geólogos a declarar estado de alerta,
pois o vulcão, que está inativo há vários séculos,
entrará em erupção.
Mas não estamos aqui pra falar do filme, e sim dos processos referentes ao solo presentes no filme. Como todo bom filme de ficção científica, há acertos e erros com relação aos métodos científicos. Nós já falamos bastante sobre erupções de vulcões aqui no blog. Vamos tratar então de algumas situações curiosas que acontecem no filme.
Na primeira, um dos pesquisadores pega amostras de água para determinar o pH do lago. O pH mede a quantidade de íons H+ que estão presentes, seja no solo ou na água. O pH normal de um lago é aproximadamente 7, que se encaixa no meio da escala, ou seja, nem muito baixo (meio ácido), nem muito alto (meio básico). Quando um vulcão está ativo ele elimina muitos gases através da sua abertura e de rachaduras. Entre os principais gases está o CO2 (dióxido de carbono) que se combina com a água (H2O) formando Ácido carbônico (H2CO3). Assim, o pH da água vai ficando mais baixo (ácido), o que corresponde a um número menor que 7. No filme, o pH do lago estava em 3,48 ou seja, um meio bastante ácido, fazendo os cientistas acreditarem que o vulcão estava realmente iniciando a sua erupção.
Um dos motivos para se acreditar que o vulcão entraria em erupção era a morte das árvores mais próximas do vulcão, devido ao excesso de CO2 na área. E isso pode acontecer sim, na verdade já aconteceu! No caso do vulcão Mammoth Mountain, também nos EUA, não houve erupção, mas o vulcão estava ativo eliminando CO2 pelas rachaduras presentes no solo. Este CO2 em alta concentração pode matar as raízes das árvores, levando à morte das árvores por falta de nutrientes, que eram absorvidos pelas raízes.
O vulcanólogo (ou seria o James Bond?) bem que tentou avisar antes...
Outra possível evidência da erupção é a contaminação da água, onde foi encontrada enxofre. O que acontece é que além do CO2 também há emissões de dióxido de enxofre (SO2) que é solúvel na água. Apesar de não existirem evidências científicas de que isso pode acontecer, teoricamente é possível e poderia estar ligado à atividade do vulcão.
É aí que ocorre a erupção. Tem uma confusão enorme e...não, não eu não vou contar o final do filme! rs. Apesar de ter alguns exageros (típicos de Hollywood) é um dos filmes que possuem mais acertos com relação á teorias científicas (pelo menos dos que eu já vi).
Fugindo da erupção
Existem muitos outros trechos do filme que nós poderiamos citar, mas a gente iria ficar o dia todo discutindo. Se vocês encontraram mais algum, mandem comentários ou até mesmo perguntas que a gente, se não souber, dá um jeito de responder! rs
Um abraço a todos,
PS: Dirigir um caminhão em cima de um fluxo de lava...Só um cara que já interpretou o James Bond pra fazer isso! rs
A primeira imagem da semana de 2012 é bem conhecida. A explosão de um vulcão. Aliás, um vulcão bem conhecido, o Etna, na Itália, um dos vulcões mais ativos do mundo.
A erupção
ocorreu, como tem sido habitual, em uma cratera muito ativa do sudeste
do vulcão, e a lava avançou por uma encosta em uma região desértica.
Em 2011, o vulcão de 45 quilômetros de diâmetro localizado no leste da Sicília entrou em erupção em 18 ocasiões.