07 abril 2014

Imagem da semana #76

Olá pessoal,

Desculpem-nos pelo sumiço (tivemos pequenos problemas técnicos!), mas já estamos de volta!
E pra começar bem, vamos ver a imagem dessa semana, que na verdade é um vídeo mostrando uma explosão solar, captada pela NASA, no último dia 04 de abril...




Espero que tenham gostado...

Beijos,

Josi

Fonte: BOL Vídeos

13 fevereiro 2014

Sobre o vestibular e a imposição de um novo estilo de vida

Olá pessoal,

No SNE nós não discutimos apenas solos, mas também muito sobre educação e as formas de melhorar o atual cenário. O texto a seguir foi escrito por um dos nossos voluntários, o José, e trata sobre uma importante parte do atual processo de ensino: o vestibular. Confira:

             "De maneira a contribuir com a reflexão que temos feito sobre o ensino superior e, sobretudo, sobre o INGRESSO nas universidades públicas brasileiras, me desafio a escrever esse texto, em que tentarei trazer algumas reflexões construídas ao longo desses últimos anos de vivência e contato com a realidade de inúmeros jovens que ousam vencer a barreira do vestibular para garantirem um direito.Vale lembrar que não é minha pretensão esgotar o debate e possibilidades acerca do tema.
            Nos últimos três anos atuei como professor em um cursinho de Piracicaba, cursinho esse freqüentado principalmente por estudantes oriundos daquilo que chamamos de classe média/baixa, que em sua grande maioria tiveram sua (de)formação  em escolas públicas com inúmeros problemas estruturais e pedagógicos, pré vestibulandos, que juntamente ao grupo de estudantes vindos do ensino privado não enxergaram ao longo de toda a sua vida  algum sentido sequer em se sentarem em salas de aulas. Nesses três anos pude notar que a cobrança para  passar pelo processo seletivo impõe aos estudantes pós ensino médio, um novo estilo de vida para vencer o vestibular, sendo necessário sacrificar as nossas potencialidades por um determinado período de tempo.
            Façamos um esforço em nossa memória e nos coloquemos novamente no lugar de um estudante que recém saiu do ensino médio. É uma etapa de nossas vidas em que existe uma cobrança externa e interna muito grande, de repente somos obrigados a escolher uma “profissão” que aparentemente nos definirá pelo resto de nossas vidas.
              Essa escolha não é nada fácil, uma vez que já vivemos um pouquinho e lá no fundo já aprendemos que somos seres inacabados em constante formação, em constante mutação. Definir-se assim sem muito conhecer sobre a realidade dos cursos e universidades é uma árdua tarefa, que piora ainda mais quando a família se mostra um personagem que ao invés de apoiar e acompanhar passa a atrapalhar, interferindo nessa decisão de maneira desastrosa, muitas vezes inclusive dando prioridade para profissões de acordo com seu “prestígio” e benefícios financeiros. Após decidido/a ou ainda em indecisão começa a maratona de estudos; serão em torno de 9 meses pra decorar todo o conteúdo do ensino médio, aprender como escrever uma redação nos moldes do vestibular e se decidir, caso ainda não o tenha feito, será um momento em que de certa forma a vida irá parar. Deixaremos de explorar nossas capacidades artísticas, sairemos menos e apesar de todo foco e determinação muitas das vezes não sentiremos a felicidade de maneira constante, porque dificilmente conseguiremos estar presentes de corpo e alma nos momentos de ócio e lazer. O fantasma do vestibular nos assombrará por todos os dias e noites, inclusive durante o período anterior à divulgação dos resultados.
           Durante o ano o ritmo tem que acelerar e manter-se, a cada dia que passa a responsabilidade aumenta, assim como também aumentam as fórmulas, datas, regras, normas, nomes e momentos históricos para serem guardados. A pulga parece estar se multiplicando por detrás das duas orelhas. O que mais me chateia ao conversar com os pré-vestibulandos é notar que eles/as praticamente nunca se divertem ao longo desse período.
        Imaginemos que você esteja prestando um curso bastante concorrido, você sabe que pra conseguir passar sua nota terá que ser altíssima. Para que isso seja atingido você deve estar com todo o conteúdo na ponta da língua, ter um bom controle do tempo para a realização da prova, e não deixar que algum sentimento “bobo” te incomode durante o(s) dia(s) de prova.
          A maioria dos estudantes deixa de buscar momentos de lazer de maneira a não dar margem para comentários futuros como: “Bem, ele não passou pois não deixou de ir nas festas com os amigos, não se deu por inteiro”. Isso intensifica uma auto cobrança prejudicial para o processo desse estudante, de forma que o que mais ouço dizer deles/as é que quando vão para algum momento de lazer, um churrasco, por exemplo, durante praticamente todo o tempo em que deveriam estar se divertindo estão na verdade pensando em uma prova no final do ano, deixando de apreciar os momentos que fazem a vida valer a pena, já que naquele momento talvez possa estar comprometendo todo o esforço até então. Viver uma vida regida pela lógica do vestibular é perder um precioso tempo da vida de exploração das potencialidades humanas, como já citado anteriormente, somos seres inacabados, em constante formação (Paulo Freire).
Para que essa “formação” se dê de maneira plena e saudável é necessário termos tempo adequado para nos sentirmos, tempo para desenvolvermos habilidades artísticas, tempo para que possamos nos conhecer e nos entendermos e não esse “não tempo” para o amor, que em nossa sociedade infelizmente não nos é proporcionado somente pelo vestibular.
É necessário revolucionarmos todo o nosso sistema educacional, para além das mudanças no vestibular, de fato, acredito que tivemos avanços como a adoção das cotas, mesmo que ainda seja necessário avançarmos na concretização das cotas raciais, com a ampliação das vagas e o SISU, a entrada nas universidades federais ficou “menos difícil” e propiciou uma nova conformação no corpo discente das universidades, trazendo mais diversidade de pensamentos, comportamentos e, o mais importante, diversidade de realidades.
         O espaço “público” das universidades públicas brasileiras continua sendo “privado” para grande parte da população menos abastada. Na ESALQ, por exemplo, quase 70% d@s ingressantes de 2013 estudaram em escolas particulares durante o ensino médio. Políticas afirmativas se fazem necessárias para que a universidade seja ocupada por grupos que ainda não se beneficiam desse direito, que no Brasil é um privilégio. Em minha opinião o vestibular é um mecanismo para barrar a entrada das pessoas nas universidades, e claro, não de todas as pessoas, mais do que isso, o vestibular já nos molda para o modelo de universidade que não priorizará o desenvolvimento de um senso crítico, não promoverá grandes reflexões e nos empurrará para uma lógica especialista que mais uma vez, não explorará nossas potencialidades humanas."

“Ei, irmão, nunca se esqueça
Na guarda, guerreiro, levanta a cabeça, truta
Onde estiver, seja lá como for
Tenha fé, porque até no lixão nasce flor” – Racionais MC’s Vida Loka PT.1


Condorda? Discorda? Mande sua opinião!

Um abraço a todos

10 fevereiro 2014

Pegadas pré-históricas...

Olá pessoal,

O post de hoje é sobre um assunto bem bacana que nós, aqui do SNE, gostamos bastante: arqueologia! Simbora com a gente conhecer um pouquinho mais sobre as nossas origens:

Algumas pegadas humanas, feitas há 800 mil anos atrás, foram encontradas na Inglaterra. E foram classificadas como os rastros mais antigos de passos humanos já descobertos fora do continente africano. 
Essas pegadas de adultos e crianças foram encontradas à beira-mar em Happisburgh, no lodo de um antigo estuário.

Pegada humana (Foto: Martin Bates)

Atualmente, existem apenas dois locais onde foram encontradas pegadas mais antigas, e ambos estão na África: em Laetoli, Tanzânia, onde foram encontrados rastros de 3,5 milhões de anos, e em Koobi Fora, no Quênia, onde os rastros datam de 1,5 milhão de anos atrás.

Os pesquisadores descobriram pegadas durante a maré baixa e se apressaram em fotografá-las, antes que o mar as apagasse. Depois reconstituíram as imagens em 3D e conseguiram identificar que eram de adultos, além de algumas menores, que provavelmente pertenciam a crianças.

"É claramente uma célula familiar, em vez de um grupo de caçadores", declarou um dos pesquisadores, que considera que esses ancestrais mediam entre 90 cm e mais de 1,70 metro. No entanto, não se sabe a identidade exata dos humanos que deixaram essas pegadas. Eles podem estar relacionados a um povo de um período semelhante encontrado em Atapuerca, na Espanha, relacionado à espécie Homo antecessor, ou o "homem pioneiro".
Foto: Martin Bates

O Homo antecessor, aparentemente extinto na Europa há 600 mil anos, talvez tenha sido substituído pela espécie Homo heidelbergensis, seguida pelos Neanderthais, de cerca de 400 mil anos atrás, e pelos humanos modernos, que povoaram a Terra há por volta de 40 mil anos.


Bacana não?! Espero que tenham gostado...

Beijos

Josi

06 janeiro 2014

Supervulcão: Yellowstone

Olá pessoal,

Feliz 2014 pra todos! Depois de uma pausa para as férias (porque todo merecemos!), estamos de volta a todo vapor.... Simbora ver o post de hoje!

Existe um "supervulcão" que está abaixo do solo no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, e segundo um estudo recente, acredita-se que ele é muito maior do que se pensava inicialmente.
A pesquisa mostra que a câmara de magma é 2,5 vezes maior do que o apontado por um levantamento anterior. A caverna teria 90 quilômetros de largura e algo entre 2 e 15 quilômetros de altura, com 200 a 600 quilômetros cúbicos de rocha fundida!

Lagos termais em Yellowstone.

Caso o supervulcão de Yellowstone entre em erupção, as consequências podem ser catastróficas. Na última vez que isso aconteceu - há 640 mil anos -, ele espalhou cinzas por todo o continente da América do Norte, afetando o clima do planeta.
Os cientistas acreditam que, com o novo estudo, passam a ter informações mais precisas sobre o supervulcão, possibilitando tentar prever quando será essa próxima erupção (o que é quase impossível hoje!). Eles usaram uma rede de sismógrafos espalhados pelo Parque Nacional para tentar mapear o conteúdo da câmera de magma.





"Nós registramos terremotos no Yellowstone e arredores e medimos as ondas sísmicas na medida em que passam pelo solo. As ondas viajam mais lentamente por material quente e fundido. Assim conseguimos medir o que está abaixo do solo", diz o pesquisador Jamie Farrell, também da Universidade de Utah.




Alguns acreditam que o vulcão deveria entrar em erupção a cada 700 mil anos, mas os pesquisadores acreditam que é preciso coletar mais dados para sustentar essa teoria. Até agora, os cientistas só têm informações sobre três erupções passadas do supervulcão, ocorridas há 2,1 milhões, 1,3 milhão e 640 mil anos. É apenas com base nestes registros que eles estimam esse intervalo de cerca de 700 mil anos entre erupções.
Bom, mas sempre é emocionante saber que o planeta ainda pode nos surpreender a qualquer momento.


Espero que tenham gostado,

Beijos

Josi

28 novembro 2013

E se... a espécie humana desaparecesse da Terra?

Olá pessoal,

Essa semana eu vi essa "reportagem" na revista Superinteressante, e realmente achei bastante interessante compartilhar com vocês. 

Simbora saber o que seria da Terra sem nós...

Após 4 a 20 anos... ...Os animais domésticos voltariam ao estado feral.
Esse período representa duas a 10 gerações de espécies como cachorros, porcos e bois. Ser fera está nas características genéticas desses animais, mas isso é reprimido pelo convívio com os humanos. Sem nós, eles sofreriam até mudanças físicas. Cães ficariam mais parecidos com lobos (e voltariam a viver em matilhas) e porcos, com javalis.



Após 20 anos... ...O trecho urbano do rio Tietê ficaria 100% limpo.
Sem lixo químico – ou mesmo os dejetos orgânicos produzidos pelos humanos – sendo despejado no trecho que atravessa a cidade de São Paulo, o rio Tietê entraria em um processo de autolimpeza. Em duas décadas, estaria tão limpo e piscoso quanto antes de os portugueses chegarem ao Brasil.




Após 70 anos... ...A camada de ozônio estaria sem buraco nenhum.
Para sua recuperação total, bastaria a parada na emissão de gases como CFC e amoníaco.




Após 300 anos... ...A temperatura média global começaria a cair.
O fim da emissão de CO2 por veículos, indústrias e queimadas brecaria na hora o aquecimento global. A temperatura se estabilizaria nos atuais 14,7 °C (prevê-se que ela subirá até 5 °C até o fim do século).



Em até 1 000 anos... ...Todo o lixo produzido no mundo “desapareceria”.
O lixo orgânico – restos de alimentos e carcaças de animais, por exemplo – seria consumido por insetos, bactérias e fungos em um tempo relativamente rápido, em cerca de 500 anos. Os outros 500 são culpa do lixo inorgânico – como metais, plástico e vidro –, cujo processo de reabsorção pela natureza é muito mais demorado.



Após 1 000 anos... ...As construções apodreceriam até sumir.
Sem manutenção, o concreto de um prédio começaria a apresentar fissuras e rachaduras em 100 anos. Em 500 anos, com as estruturas metálicas se desmanchando em ferrugem, o prédio cairia. Em mais 500 anos tudo viraria pó.



Após 5 mil anos... ...A Mata Atlântica engoliria são paulo.
Depois do esfacelamento das construções e do desaparecimento da cobertura asfáltica, ainda seria necessária a recuperação do solo para que árvores de grande porte pudessem ocupar o terreno – isso levaria de 3 mil a 5 mil anos.



Após milhões de anos... ...O petróleo abundaria.
O processo de decomposição que forma o petróleo nunca cessou, mas é muito lento. Sem a extração, as reservas de petróleo levariam de muitos milhões a poucos bilhões de anos para voltar ao nível do século 19, antes da exploração maciça.





Espero que tenham gostado.

Beijos,

Josi

Fontes: 1 e 7 Marcus Vinícius Vieira, do Depto. de Ecologia da UFRJ; 2, 5 e 8 Gisela Shimizu, do Depto .de Ecologia do Instituto de Biociências da USP; 3 e 4 Maria de Fátima Andrade, do Depto. de Ciências Atmosféricas do Instituto Astronômico e Geofísico da USP; 6 Julio Fruchtengarten e Fabio Pannoni, da Escola Politécnica da USP.

26 novembro 2013

Ventos...

Olá pessoal,

Hoje trago uma notícia bem curtinha mas muito legal que saiu essa semana:

Um modelo atmosférico de alta resolução elaborado pela agência espacial americana (Nasa) simula como sopram os ventos ao redor da Terra. O GEOS-5 diferencia as correntes de ar por velocidades e cores: as de superfície (0 a 144 km/h), que incluem ciclones do Atlântico e do Pacífico, são vistas em branco, enquanto as mais fortes (até 630 km/h) são coloridas – os tons vermelhos indicam os ventos mais rápidos.




Imagem simula correntes de ventos ao redor da Terra; as cores usadas indicam diferentes velocidades, sendo os ventos vermelhos os mais rápidos (Foto: William Putman/Nasa Goddard Space Flight Center)


A simulação foi feita no supercomputador Discovery, instalado no Centro de Simulação do Clima da Nasa, em Greenbelt, Maryland. Esse espaço, criado no Centro de Voos Espaciais Goddard, é especializado em pesquisa e previsão climática e do tempo.
Além de ventos, a Nasa faz modelos de temperaturas da superfície do mar, das emissões de CO2 pela queima de biomassa (como fezes de animais, restos de alimentos e folhas de árvores), de vulcões e fenômenos favorecidos pela atividade humana, como chuvas e furacões.

Espero que tenham gostado,

Beijos,

Josi