10 agosto 2016

Venha ser um voluntário!

Coloque seu conhecimento em movimento!


O Programa Solo na Escola (PSNE) esta com inscrições abertas para nova turma II-2016!


O objetivo do PSNE é divulgar o conhecimento sobre solos em todos os níveis do ensino formal (fundamental, médio e superior) e através da educação não formal, eventos, atividades e muitas outras atividades.
Lembrando que o curso é presencial e realizado na ESALQ.


Apresentação do PSNE:
Dia: 16/8 (terça-feira) 
Hora: 18:30
Local: Anfiteatro do Pavilhão da agricultura
Reuniões às segundas feiras, das 18:00 as 19:00 horas.



Se interessou? 
Venha participar com a gente!
Até a próxima!

28 maio 2016

É bom largar os cadernos!

Oi Gente!

A postagem de hoje é um apanhado da notícia divulgada pelo site G1 (acesse clicando aqui) a respeito do PSNE.

É sabido que o papel do PSNE é o de disseminar entre professores e estudantes do ensino fundamental e médio a importância da conservação e da conscientização de que o solo é um componente do ambiente natural que deve ser adequadamente conhecido e preservado. 
A matéria acima conta um pouco sobre a experiência de um grupo de alunos com o Solo na Escola desenvolvido há 13 anos pelo Departamento de Solos e Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Paraná (UFPR). E traz também a boa notícia de que o Programa Solo Na Escola, neste ano, foi reconhecido internacionalmente pela FAO/ONU ao ser incluído na "Plataforma Boas Práticas para o Desenvolvimento Sustentável"! Espera-se que com a inclusão do programa nesta plataforma, cada vez mais as instituições de ensino superior adotem a estratégia para promover a conscientização e a contextualização do solo como uma parte vital do meio ambiente. 
Para saber mais, acesse o link ali em cima, ou clique na imagem!
Até a próxima!

07 março 2016

Simpósio Brasileiro de Educação em Solos

Olá Pessoal,

Lamentamos a falta de atualização do blog nos últimos meses, no entanto, estamos de volta!

E hoje para divulgar o VIII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO EM SOLOS!


O Simpósio Brasileiro de Educação e Solos é um evento realizado a cada dois anos pela Sociedade Brasileira de  Ciência do Solo, organizado por pesquisadores que desenvolvem trabalhos na área de pesquisa e ensino de solos vinculados a instituições de ensino superior.
No ano de 2016, em sua oitava edição abordará o tema: "A educação em solos no meio urbano e a popularização da Ciência do Solo" objetivando a discussão de temas que dizem respeito ao ensino de solos através de "agentes de divulgação/promoção de conhecimento e a aplicação de práticas educativas e inovadoras na condução de pesquisas sobre a educação em solos".
O evento será realizado nos dias 07,08,09 e 10 de Setembro no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo localizado  no campus de São Paulo - SP. 
As inscrições podem ser realizadas no site do evento ou clicando aqui.
Para mais informações consulte o site do evento!

23 julho 2014

Cratera misteriosa!

Olá pessoal,

Nesta semana saiu uma notícia interessante nos maiores jornais do mundo e que está deixando toda a comunidade científica agitada. Uma enorme cratera que apareceu subitamente na província de Yamal, na Sibéria, está intrigando cientistas do mundo inteiro e as autoridades da Rússia. O buraco tem 80 metros de diâmetro e ainda não se sabe qual sua profundidade. 



Os cientistas já estão trabalhando duro para descobrir como surgiu o misterioso buraco na Sibéria. Enquanto isso, o Siberian Times foi ao local – que eles chamam de “a cratera no fim do mundo” – e capturou imagens interessantes.



As causas para a formação do imenso buraco variam de acordo com os especialistas. Há quem diga que a cratera foi criada após a queda de um meteorito. Outros culpam explosões subterrâneas de gases quentes em contato com camadas de gelo, alegando que a rocha aparece queimada em seu interior.



Bom, uma coisa é certa: ainda vão continuar estudando esse buraco por um bom tempo!




Beijos a todos,




Josi

07 abril 2014

Imagem da semana #76

Olá pessoal,

Desculpem-nos pelo sumiço (tivemos pequenos problemas técnicos!), mas já estamos de volta!
E pra começar bem, vamos ver a imagem dessa semana, que na verdade é um vídeo mostrando uma explosão solar, captada pela NASA, no último dia 04 de abril...




Espero que tenham gostado...

Beijos,

Josi

Fonte: BOL Vídeos

13 fevereiro 2014

Sobre o vestibular e a imposição de um novo estilo de vida

Olá pessoal,

No SNE nós não discutimos apenas solos, mas também muito sobre educação e as formas de melhorar o atual cenário. O texto a seguir foi escrito por um dos nossos voluntários, o José, e trata sobre uma importante parte do atual processo de ensino: o vestibular. Confira:

             "De maneira a contribuir com a reflexão que temos feito sobre o ensino superior e, sobretudo, sobre o INGRESSO nas universidades públicas brasileiras, me desafio a escrever esse texto, em que tentarei trazer algumas reflexões construídas ao longo desses últimos anos de vivência e contato com a realidade de inúmeros jovens que ousam vencer a barreira do vestibular para garantirem um direito.Vale lembrar que não é minha pretensão esgotar o debate e possibilidades acerca do tema.
            Nos últimos três anos atuei como professor em um cursinho de Piracicaba, cursinho esse freqüentado principalmente por estudantes oriundos daquilo que chamamos de classe média/baixa, que em sua grande maioria tiveram sua (de)formação  em escolas públicas com inúmeros problemas estruturais e pedagógicos, pré vestibulandos, que juntamente ao grupo de estudantes vindos do ensino privado não enxergaram ao longo de toda a sua vida  algum sentido sequer em se sentarem em salas de aulas. Nesses três anos pude notar que a cobrança para  passar pelo processo seletivo impõe aos estudantes pós ensino médio, um novo estilo de vida para vencer o vestibular, sendo necessário sacrificar as nossas potencialidades por um determinado período de tempo.
            Façamos um esforço em nossa memória e nos coloquemos novamente no lugar de um estudante que recém saiu do ensino médio. É uma etapa de nossas vidas em que existe uma cobrança externa e interna muito grande, de repente somos obrigados a escolher uma “profissão” que aparentemente nos definirá pelo resto de nossas vidas.
              Essa escolha não é nada fácil, uma vez que já vivemos um pouquinho e lá no fundo já aprendemos que somos seres inacabados em constante formação, em constante mutação. Definir-se assim sem muito conhecer sobre a realidade dos cursos e universidades é uma árdua tarefa, que piora ainda mais quando a família se mostra um personagem que ao invés de apoiar e acompanhar passa a atrapalhar, interferindo nessa decisão de maneira desastrosa, muitas vezes inclusive dando prioridade para profissões de acordo com seu “prestígio” e benefícios financeiros. Após decidido/a ou ainda em indecisão começa a maratona de estudos; serão em torno de 9 meses pra decorar todo o conteúdo do ensino médio, aprender como escrever uma redação nos moldes do vestibular e se decidir, caso ainda não o tenha feito, será um momento em que de certa forma a vida irá parar. Deixaremos de explorar nossas capacidades artísticas, sairemos menos e apesar de todo foco e determinação muitas das vezes não sentiremos a felicidade de maneira constante, porque dificilmente conseguiremos estar presentes de corpo e alma nos momentos de ócio e lazer. O fantasma do vestibular nos assombrará por todos os dias e noites, inclusive durante o período anterior à divulgação dos resultados.
           Durante o ano o ritmo tem que acelerar e manter-se, a cada dia que passa a responsabilidade aumenta, assim como também aumentam as fórmulas, datas, regras, normas, nomes e momentos históricos para serem guardados. A pulga parece estar se multiplicando por detrás das duas orelhas. O que mais me chateia ao conversar com os pré-vestibulandos é notar que eles/as praticamente nunca se divertem ao longo desse período.
        Imaginemos que você esteja prestando um curso bastante concorrido, você sabe que pra conseguir passar sua nota terá que ser altíssima. Para que isso seja atingido você deve estar com todo o conteúdo na ponta da língua, ter um bom controle do tempo para a realização da prova, e não deixar que algum sentimento “bobo” te incomode durante o(s) dia(s) de prova.
          A maioria dos estudantes deixa de buscar momentos de lazer de maneira a não dar margem para comentários futuros como: “Bem, ele não passou pois não deixou de ir nas festas com os amigos, não se deu por inteiro”. Isso intensifica uma auto cobrança prejudicial para o processo desse estudante, de forma que o que mais ouço dizer deles/as é que quando vão para algum momento de lazer, um churrasco, por exemplo, durante praticamente todo o tempo em que deveriam estar se divertindo estão na verdade pensando em uma prova no final do ano, deixando de apreciar os momentos que fazem a vida valer a pena, já que naquele momento talvez possa estar comprometendo todo o esforço até então. Viver uma vida regida pela lógica do vestibular é perder um precioso tempo da vida de exploração das potencialidades humanas, como já citado anteriormente, somos seres inacabados, em constante formação (Paulo Freire).
Para que essa “formação” se dê de maneira plena e saudável é necessário termos tempo adequado para nos sentirmos, tempo para desenvolvermos habilidades artísticas, tempo para que possamos nos conhecer e nos entendermos e não esse “não tempo” para o amor, que em nossa sociedade infelizmente não nos é proporcionado somente pelo vestibular.
É necessário revolucionarmos todo o nosso sistema educacional, para além das mudanças no vestibular, de fato, acredito que tivemos avanços como a adoção das cotas, mesmo que ainda seja necessário avançarmos na concretização das cotas raciais, com a ampliação das vagas e o SISU, a entrada nas universidades federais ficou “menos difícil” e propiciou uma nova conformação no corpo discente das universidades, trazendo mais diversidade de pensamentos, comportamentos e, o mais importante, diversidade de realidades.
         O espaço “público” das universidades públicas brasileiras continua sendo “privado” para grande parte da população menos abastada. Na ESALQ, por exemplo, quase 70% d@s ingressantes de 2013 estudaram em escolas particulares durante o ensino médio. Políticas afirmativas se fazem necessárias para que a universidade seja ocupada por grupos que ainda não se beneficiam desse direito, que no Brasil é um privilégio. Em minha opinião o vestibular é um mecanismo para barrar a entrada das pessoas nas universidades, e claro, não de todas as pessoas, mais do que isso, o vestibular já nos molda para o modelo de universidade que não priorizará o desenvolvimento de um senso crítico, não promoverá grandes reflexões e nos empurrará para uma lógica especialista que mais uma vez, não explorará nossas potencialidades humanas."

“Ei, irmão, nunca se esqueça
Na guarda, guerreiro, levanta a cabeça, truta
Onde estiver, seja lá como for
Tenha fé, porque até no lixão nasce flor” – Racionais MC’s Vida Loka PT.1


Condorda? Discorda? Mande sua opinião!

Um abraço a todos